Os Bons Companheiros
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4,6
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74 Críticas do usuário

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Adrya J.
Adrya J.

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de março de 2025
Mais do que um simples filme de máfia, Os Bons Companheiros é um estudo de personagens fascinante, mostrando o glamour e a brutalidade do crime de forma autêntica. Intenso, estiloso e inesquecível, é um dos maiores filmes da história do cinema.
lrgb
lrgb

8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2016
Performances excepcionais de De Niro, Ray Liota e Joe presci. Uma estória muito bem desenvolvida. Muito bem dirigido por Scorcese.
Murilo De Moraes Franco
Murilo De Moraes Franco

7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de outubro de 2020
Em primeiro lugar, é preciso compreender o que Os Bons Companheiros trouxe de novo ao tema. Ao contrário de filmes anteriores, incluindo a própria trilogia de Coppola, a obra-prima scorsesiana desloca o olhar sobre esses personagens tão fora da lei para o âmbito mais doméstico e pessoal possível. O cineasta conhecia o ambiente daqueles homens, já que passou toda a juventude em um bairro nova-iorquino repleto deles. Por isso, não há apenas momentos de violência explícita e de gatunices no longa-metragem. Scorsese tira seus mafiosos das ruas e dos bordéis e os coloca também em suas casas e em suas festas de família. Eles passam a se parecer mais com homens normais do que era de se esperar e isso chega mesmo a criar afeto por eles. Mas é bom pontuar que não há nenhum esforço de romantização por parte do diretor, que filma seus brutais assassinatos com uma perícia inigualável. A grande novidade é que Os Bons Companheiros não dá respostas unidirecionais sobre seus gângsters.

Martin Scorsese faz o que ninguém havia feito – ele traz o alto crime para o mundo dos homens comuns. Além de maravilhosamente bem filmado, seu longa-metragem tem em sua trilha sonora uma de suas fortalezas. Ela dá o tom exato do clima de subversão e de risco constante, em um universo onde o banditismo é quem dá as cartas. Tonny Bennet, Aretha Franklin, Rolling Stones, The Who, Cream e outros artistas canônicos da música norte-americana constroem uma das trilhas sonoras mais memoráveis da história do cinema. O clássico riff de Sunshine of Your Love, da banda de Eric Clapton, se tornou parte indissociável de Os Bons Companheiros, assim como a antológica queima de arquivo pontuada com certa dose de ironia por Layla, da banda Derek & The Dominos. Todas as canções parecem feitas sob medida para o filme e se entrosam muito bem com o submundo criminoso de Jimmy Conway (Robert De Niro), Tommy DeVito (Joe Pesci) e Henry Hill (Ray Liotta). Um amálgama entre imagem e som raro de se ver.

As interpretações do trio são irrepreensíveis, com direito a um célebre improviso de Joe Pesci durante a hilária cena em que seu personagem pergunta a Henry Hill o que era engraçado em sua história. Scorsese, como um apaixonado pelo cinema, domina a sua linguagem por completo e faz de Os Bons Companheiros um dos filmes mais bem filmados de sua longa e rica carreira. Sua direção bebe claramente da fonte do cinema estadunidense das décadas de 60 e 70. O diretor nova-iorquino utiliza o zoom como poucas vezes se viu no cinema dos anos 90, década à qual o filme pertence. Ele usa o movimento da objetiva para chamar atenção dos detalhes e das peculiaridades de seus protagonistas. Scorsese confia na força de seus personagens e quer que o público também confie. É interessante notar como ele acelera o zoom in em uma cena em que Henry Hill cheira cocaína, simulando o efeito da droga entrando no corpo (muito antes de Darren Aronofsky criar sua montagem hip hop, em Réquiem Para Um Sonho, para a mesma finalidade).

A onisciência do narrador é ressaltada pelos frames congelados de Scorsese, que aumentam a importância do que se conta e dão também um caráter despojado ao relato (além de uma pitada de humor negro). É assombrosa a inteligência dos planos do cineasta americano. Quando Karen Hill (Lorraine Bracco) aponta uma arma para o marido, Scorsese a mantém em contra-plongée, enquanto Henry fica todo o tempo em plongée – invertida a ordem de dominação entre eles. Os insert-shots no gatilho e no cano do revólver dizem claramente que o único atributo de valor nesse mundo dos gângsters é mesmo o poder. A única coisa a ser disputada nesse submundo brutal, onde a moral perdeu o seu lugar. Scorsese demonstrará essa troca entre moral e poder no plano-sequência que registra a chegada de Henry e Karen a uma festa, ignorando todas as filas e alcançando o interior do local como se nada pudesse impedi-los de chegar aonde queriam.

Em sua conclusão, Os Bons Companheiros quebra a quarta parede para envolver diretamente o espectador em suas indagações finais. O filme conquista o público exatamente por mexer em algo escondido profundamente nele – o desejo de transgressão. Jimmy Conway e sua camarilha trazem à tona a sede de insubordinação do homem comum, submetido a tantas leis, regras e obrigações sociais ao longo de toda a vida e sem receber, muitas vezes, a devida contrapartida. Não se trata, de forma alguma, de uma justificativa rasteira ao crime, que é praticado da forma mais ignóbil durante todo o longa-metragem. Mas uma coisa é certa: quando Tommy DeVito atira enfurecido contra a câmera, Martin Scorsese sabe muito bem o que deseja despertar em seu público.
Jean C.
Jean C.

8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de agosto de 2017
Um dos melhores filmes sobre gangsteres e com um padrão muito mais minimalista do que os grandes filmes do gênero. Robert De Niro e Liotta estão demais, e Joe Pesci em sua melhor atuação traz um punhado de insanidade e carisma para o filme, o que acaba fazendo com que toda violência de certa forma seja anestesiada pelos diálogos e atuações divertidas.
Killua Zoldyck
Killua Zoldyck

5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2023
CLASSIFICARIA COMO O QUARTO MELHOR FILME NA MINHA CONCEPÇÃO, O QUE SCORSESE FAZ NESSA OBRA É UMA AULA DE DIREÇÃO, DO TIPO QUE UNIVERSITARIOS DE CINEMA TINHAM QUE ASSISTIR PRA APRENDER.
Adriano R.
Adriano R.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de dezembro de 2017
foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda foda ...
Giovanni Araujo
Giovanni Araujo

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5,0
Enviada em 8 de dezembro de 2020
Uma obra prima irrepreensível na história do cinema, referência no gênero de mafia, uma direção primorosa, atuações incríveis, e uma trilha sonora que emociona.
Jarbas82
Jarbas82

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de abril de 2024
uma obra prima do cinema e de Scorsese, atuações memoráveis de Robert de Niro, Ray Liotta, e Joe. Um belo roteiro com uma trilha sonora impecável, pra mim o melhor filme de todos os tempos.
Estáquio C
Estáquio C

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de março de 2019
Os bons companheiro é um dos melhor filmes que retrata sobre o caminhada dos criminosos para chegar ao topo do mundo da máfia ou assim dizendo crime organizado, que eu já vi em toda minha vida, os actores são sem igual, o director Martins Scorsese é sem igual.
Rafael Bueno
Rafael Bueno

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de abril de 2021
Esse filme é fantástico! Uma verdadeira obra-prima sobre a história da máfia descrita por um dos maiores diretores de todos os tempos: Martin Scorsese. É uma das maiores injustiças cometidas pela academia do Oscar até hoje. Em 1990, tal filme foi indicado em 6 categorias no Oscar de 1990: Melhor Filme, Melhor Diretor(Martin Scorsese), Melhor Ator Coadjuvante(Joe Pesci), Melhor Atriz Coadjuvante(Lorraine Brasco), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição. Essa obra-prima do cinema mundial ganhou apenas o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci). Algo que foi extremamente merecido pelo ator Joe Pesci. Vale assistir diversas vezes a cena em o personagem de Joe Pesci confronta o personagem de Liotta em um bar com diversas pessoas a volta. O próprio Ray Liotta confessou que Joe Pesci improvisou tal cena e que ele teve que encontrar uma solução. Tal cena ficou marcada como uma das melhores cenas de Hollywood, uma clara evidência de improviso de Joe Pesci e Ray Liotta. Tal cena improvisada ficou famosa e até hoje é usada nos traliers de divulgação do filme!
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