Os Bons Companheiros
Média
4,6
1902 notas

74 Críticas do usuário

5
44 críticas
4
19 críticas
3
3 críticas
2
5 críticas
1
3 críticas
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Vinícius d
Vinícius d

614 seguidores 676 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2021
Com certeza ao assistir Bons Companheiros, com a menção aos sicilianos, italianos, mafia, não deixa de trazer lembranças de Poderoso Chefão mas esse filme pode-se dizer consegue ter um lucro de conseguir no bojo da sua historia trespassar a barreira do tempo e mostrar a evolução do trio de mafiosos ao longo dos anos chegando nos anos 80, para falar a verdade, a melhor coisa feita no filme. Dos filmes lançados em 1990 bem melhor que Poderoso Chefão 3 para mim o pior dos três filmes que simplesmente joga toda a historia 20 anos na frente dando com burro na agua. Mas não restringido a fazer uma comparação a com b, esse filme e bacana, Robert de Niro atuou com um personagem não muito seu estilo mas conseguiu criar uma personalidade única para Jimmy Conway, Ray Liotta muito equilibrado e Joe Pesci também. O drama da mulher do mafioso Henry Hill e bem produzido e uma constante no filme, talvez uma história paralela muito interessante rolando no filme.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de agosto de 2024
Melhor filme do Scorsese. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Henry Hill, interpretado por Ray Liotta, que se junta a Máfia aos 11 anos de idade, sob a supervisão de Jimmy Conway ( Robert de Niro). O filme conta uma excelente história de auge e queda do protagonista. A maior obra de Martin Scorsese, filme excelente.
Fabricio Menezes
Fabricio Menezes

27 seguidores 185 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de maio de 2020
Filme superestimado. Terminei de assistir agora e com a expectativa alta que estava, com tudo que li sobre ele, esperava mt mais. O destaque sem dúvidas é a atuação de Joe Pesci. De niro fica boa parte do filme apagado e o personagem do Ray Liotta, que acaba sendo o protagonista, é bem fraco e sem carisma algum. Sinceramente não vi isso tudo que falam dele. Vi outros filmes do Scorcese que considero melhores que este.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de julho de 2019
Sem dúvidas um dos melhores filmes com o tema máfia já feito,Martin Scorsese nos entrega um filmaço do gênero,em uma narrativa incrível de uma vida de Gangster.Henry Hill sempre sonhou em ser um gangster e desde os 11 anos acabou sendo um dos queridinhos de James "Jimmy" o rei do tráfico de drogas e depois dos 20 anos ele se casa com Karen e progressivamente acaba se envolvendo cada vez mais em grandes golpes o que faz com que os federais fiquem na sua cola e ele sempre tenha riscos de ser preso.A começar o roteiro desse filme é espetacular e não deixa dúvidas ao público de que aquele sem dúvidas e um grande filme e ele se prova tão bem que temos como exemplo os personagens aqui são super bem utilizados e cada um com sua forte importância narrativa e sempre de um jeito coeso de contar a história.No elenco do filme temos grandes interpretações que incluem o Robert De Niro mais uma vez retornando a parceria com o Scorsese e que escolha, Ray Liotta também é um grande destaque ele tem uma ascensão e uma queda em meio do caos de mafioso e tudo na sincronia perfeita.O filme é realmente uma pérola do gênero,obra-prima de Martin Scorsese um dos melhores do gênero.
edu E.
edu E.

8 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de julho de 2013
Um dos 30 DVDs que você tem que ter em sua coleção particular.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de outubro de 2023
Os Bons Companheiros (Goodfellas) 1990

"Os Bons Companheiros" é dirigido por Martin Scorsese, escrito por Nicholas Pileggi e Scorsese, e produzido por Irwin Winkler. O longa-metragem é baseado em uma história real, cuja adaptação cinematográfica é feita a partir do livro de não ficção de 1985, "Wiseguy", de Nicholas Pileggi. Estrelado por Robert De Niro, Ray Liotta, Joe Pesci, Lorraine Bracco e Paul Sorvino, o filme narra a ascensão e queda do associado da máfia Henry Hill (Liotta) e seus amigos e familiares de 1955 a 1980.

Considerar o Martin Scorsese como um mestre, como um verdadeiro gênio da sétima arte, é mais do que natural. Não é à toa que muitas pessoas e muitos críticos de cinema consideram o Scorsese como "o maior diretor de cinema do mundo ainda vivo". Eu sou uma dessas pessoas que concorda plenamente com esta afirmação, porém eu colocaria mais dois nomes ao lado de Scorsese: James Cameron e Steven Spielberg. Fato é que Scorsese é um verdadeiro mestre quando o assunto é cinema, pois ele foi o responsável por algumas das maiores obras do que hoje é conhecido como cinema moderno. De acordo com o mesmo gosto pessoal, "Táxi Driver" (1976) é o suprassumo de todas as obras-primas do Scorsese até hoje, e figurando na segunda posição vem justamente a obra-prima "Os Bons Companheiros". A partir daí temos outras belíssimas obras-primas do mestre, mas estes dois citados estão indiscutivelmente no topo.

É interessante notar que em 1990, todo o planeta já tinha visto tudo de melhor que já havia sido lançado desse gênero de máfia e gângster. Ou seja, os verdadeiros clássicos do cinema como "Scarface" (1983), "Era Uma Vez na América" (1984), "Os Intocáveis" (1987) e o maior de todos - "O Poderoso Chefão" (1972). Foi exatamente diante desse cenário que Scorsese planejou e idealizou sua obra, já que ele também queria cravar o seu nome na história dos filmes de gângsteres, uma vez que existe uma história que Scorsese foi chamado para dirigir um dos filmes da franquia "O Poderoso Chefão", mas acabou não dando certo. Dessa forma o Scorsese mostra todo o seu talento na arte cinematográfica ao exibir o seu perfil de cineasta autoral e vasculhar os diversos níveis do crime organizado norte-americano, nos entregando simplesmente um dos maiores filmes da história do cinema, principalmente no gênero gângster.

"Os Bons Companheiros" é uma obra que soa muito intimista, muito peculiar para o Scorsese. Uma obra autoral, familiar, que traduz toda a história do seu crescimento, já que ele teve a sua infância dentro desse ambiente, vindo diretamente de seus pais que eram sicilianos. Ou seja, "Os Bons Companheiros" é um filme que revive a infância do Scorsese, que mostra para todos que as escolhas existem na vida de cada um, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim. Eu diria que a história de vida do Henry Hill é exatamente o oposto da vida do Scorsese, e justamente por essas escolhas enquanto adolescente.

Eu sempre afirmo que os anos 90 foram os anos das grandes histórias nos cinemas, e aqui temos uma história que é uma verdadeira pérola cinematográfica, um verdadeiro patrimônio noventista. O longa traz à tona justamente uma bela abordagem em um gênero que sempre foi muito amado pelos americanos, que são os filmes de gângsteres. A figura de um gângster sempre foi uma figura extremamente respeitada e admirada, como conta as histórias. O próprio gênero gângster fez muito sucesso nos EUA, isso desde desenhos, contos, filmes, séries, documentários e livros. Esse estilo de vida sempre foi muito sedutor para os americanos, por toda a sua filosofia, o seu glamour, honra, poder, ambição, cultura, fama, tradição e poder econômico. E principalmente por ser um estilo de vida próprio e único, onde se vive como se não houvesse amanhã, com o melhor que essa vida pode lhe oferecer; como muito dinheiro, respeito, mulheres, sexo, negócios e drogas. Por outro lado é também um estilo de vida baseado na confiança, no companheirismo, na lealdade, onde juntamente terá uma vida arriscada voltada para a corrupção, a violência, o roubo, o tráfico, o sangue frio e muitos assassinatos.

Dentro desse contexto eu diria que "Os Bons Companheiros" é um filme que nos passa mais realismo, sendo até mais verdadeiro do que os outros do gênero. E muito por exatamente nos trazer essa face baseada em uma história real. Temos aqui a história da vida de Henry Hill, um ítalo-irlandês que nasceu em uma família tradicional e rígida com seus costumes e crenças da velha família com origens italianas, onde eles empregavam principalmente o moralismo. O garoto do Brooklyn começa a sua trajetória aos 11 anos, quando ele começa a ter contato com a gangue local, e passa a fazer pequenos favores (trabalhos) envolvendo negócios ilícitos. Este é o retrato da vida conturbada de Henry, que se vê seduzido pelo costumes e tradições das gangues, juntamente com todo o submundo dos contrabandos ilegais.

A partir daí, Henry larga os estudos tradicionais e mergulha de cabeça nessa sociedade que se auto identifica vencedores por meio do faturamento pessoal. Henry é facilmente seduzido pelo dinheiro teoricamente fácil, já que ele é o responsável pelos pequenos delitos a mando do chefe da gangue local, Paulie (Paul Sorvino). Henry começa a se dar bem na gangue muito pelo seu carácter de eficiência e principalmente de obediência. Dessa forma a confiança em Henry passa a crescer, e logo ele começa a sua escala hierárquica dentro desse universo mafioso. Logo que Henry conhece o mafioso em ascensão, Jimmy Conway (Robert De Niro), ele passa a ser visto como o seu novo protegido. Juntamente por ter conhecido outro líder mafioso, Tommy DeVito (Joe Pesci).

Henry era visto como o futuro da organização, até por muito cedo ele já se encaixar nesse perfil e sempre ter afirmado o seu desejo de ser um gângster. Para Henry ser um gângster era a sua escala mais importante na vida, o suprassumo da vida, para ele ser um gângster era melhor que ser o Presidente dos EUA. Tanto que quando Henry foi preso pela primeira vez ainda jovem ele passou a ser respeitado, ele era visto como perdendo a virgindade no mundo dos gângsteres. E Henry desde jovem já tinha aprendido a principal regra dos gângster, as duas coisas mais importante da vida de um homem (segundo o Jimmy Conway): "nunca dedure seus amigos e fique sempre de boca fechada".

Mais interessante ainda é quando passamos a acompanhar do estrelato e queda de Henry Hill, quando ele alcança um certo nível de importância nos negócios e passa a colocar tudo em jogo ao traficar armas e drogas. O que antes era visto como ascensão na cúpula criminosa, agora passa a comprometer tudo, quando Henry passa a atrair a atenção das autoridades sobre seu novo negócio, o que logo acarreta em seu afastamento da equipe.

"Os Bons Companheiros" é uma obra com uma extrema importância e influência dentro desse cenário cinematográfico, e muito por seu retrato fiel e realista desse submundo dos gângsteres. Temos aqui uma das maiores histórias baseada em uma personalidade real, o que obviamente se destaca como um dos melhores filmes sobre gângster. Sem dúvida um dos pontos principais do longa é justamente o seu roteiro e sua narrativa. O roteiro por sua vez é mais seco, cru, tenso, algo que contrasta exatamente com a violência, a barbárie desenfreada e as relações conflituosas entre todos os envolvidos naquele submundo - tanto pelos conflitos entre os membros em si, quanto pela difícil relação de Henry com sua esposa Karen (Lorraine Bracco). Já a narrativa é especificamente feita em primeira pessoa inicialmente pelo protagonista Henry, traçando uma linha em volta de uma biografia da Máfia. Logo após a Karen Hill começa a ganhar um certo peso na trama, e se junta ao Henry com sua própria narrativa. É impossível você assistir "Os Bons Companheiros" e não ser fisgado por essa belíssima narrativa, que se destaca especialmente como um belo e ousado movimento orquestrado pelo roteiro de Scorsese e Nicholas Pileggi.

"Os Bons Companheiros" surpreendeu e impactou em sua época por trazer justamente todas essas técnicas e recursos narrativos. Além, é claro, os famosos "closes congelados", que na época funcionava muito bem por ditar exatamente uma conclusão de uma ideia, uma tomada de decisão, e isso era um recurso específico e funcional, principalmente naqueles discursos voltados para o espectador - a famosa quebra da quarta parede. A técnica do voice-over é magistralmente bem administrada aqui. A trilha sonora do compositor italiano Gino Paoli, juntamente com o Pete Townshend, o guitarrista e vocalista da banda de rock "The Who", é completamente impecável e irretocável. É impressionante como a trilha sonora de "Os Bons Companheiros" é bem casada em cada cena apresentada, a típica trilha sonora que é o coração da obra. A cinematografia é um verdadeiro luxo, com destaque principalmente para a fotografia de Michael Ballhaus, que sempre intensificava cada captura de cena. A direção de arte de Thelma Schoonmaker é a verdadeira cereja do bolo, pois temos uma montagem impecável nos cenários, que abrange com muita dignidade e maestria toda a parte estética do filme, sempre bem uníssona com os padrões da época. É preciso também destacar a cenografia, a ambientação, a montagem, a edição e a mixagem de som. Cada um desses detalhes técnicos são bem orquestrados e funcionais com o peso e a importância histórica da obra.

Quando afirmamos que um filme é uma verdadeira obra-prima do cinema, o elenco tem que acompanhar a proporção e a magnitude dessa obra. E aqui temos um elenco grandioso, impecável, ajustado, compenetrado, que entregaram atuações com um nível de excelência absurdo.
O saudoso Ray Liotta (falecido em 26 de maio de 2022) é o protagonista por trás de toda história. Naquela época Liotta tinha poucos filmes no currículo, tanto que seu personagem Henry Hill é o mais conhecido de toda a carreira. Especificamente em "Os Bons Companheiros", Liotta faz um trabalho grandioso, com muita eficiência, que dita bem o ritmo de toda evolução da trama.
Robert De Niro é sem dúvida um dos maiores atores da sua geração ainda vivo. Nessa época De Niro já havia trabalhado com o Scorsese 6 vezes antes de "Os Bons Companheiros", sendo aqui um dos seus melhores trabalhos com o diretor. De Niro é um verdadeiro gênio na arte de atuar, o mafioso mais conhecido dos cinemas, que sempre emprega trabalhos fenomenais com atuações estratosféricas. Elogiar o De Niro em "Os Bons Companheiros" é simplesmente chover no molhado, pois o personagem Jimmy Conway ficou conhecido como um dos personagens mais marcantes de toda a sua carreira, assim como Al Capone, Travis Bickle e Vito Corleone.
Curioso que o De Niro tem uma química e uma sintonia invejável com o Joe Pesci, justamente por ter trabalhado junto com ele várias vezes. Aqui Pesci se une à De Niro como dois mafiosos perigosos e violentos sempre a um passo do caos desenfreado. Às cenas em que ambos atuam juntos sempre é envolvida por uma grande tensão no ar, porém a irreverência da dupla dá espaço para a comédia, o humor ácido, o humor negro, justamente em um tom que marca os momentos mais críticos da trama. Joe Pesci é outro excelente ator que também está impecável em "Os Bons Companheiros".
Lorraine Bracco também atuava em seu filme mais importante na época, juntamente com sua personagem mais notável de toda a carreira. Lorraine deu vida para a co-protagonista que tomou uma grande proporção e uma grande importância na história da vida de Henry Hill durante a trama. Karen desenvolve uma relação conflituosa, mas fiel, com Henry. Onde logo ela se mostra uma mulher dividida entre a força de sua própria personalidade e a fragilidade originária do amor por Henry. É interessante acompanhar esse desenvolvimento crítico com a história de Karen Hill.
Paul Sorvino (também falecido 25 de julho de 2022) é outro ator que esteve muito bem em toda a história, sendo pontual nos casos mais cruciais ao contracenar com Ray Liotta.
Sem deixar de mencionar as participações mais do que ilustre de Catherine Scorsese (1912-1997) e Charles Scorsese (1933-1993), os pais de Scorsese, que já trabalharam em outras produções, e juntos fizeram uma participação em "Os Bons Companheiros".
E fechando com uma participação mais contida de Samuel L. Jackson, como Stacks Edwards.

Cenas clássicas:
Toda grande obra sempre contém cenas clássicas e marcantes, e em "Os Bons Companheiros" não é diferente, pois temos várias cenas icônicas.
- Aquela cena de abertura, com as facadas e o tiro no homem no porta-malas, já é sensacional e já diz tudo que você pode esperar do filme.
- Aquela cena do bar, com o Tommy junto com seus amigos e o Henry, onde de repente ele passa a encenar com o Henry como se ele tivesse ficado incomodado com a situação exposta pelo próprio Henry, é uma cena hilária, emblemática, uma das melhores cenas do filme. E esta cena foi um improviso do próprio Joe Pesci, que diz ter vivido algo parecido na vida e ter trazido para o filme, cujo o próprio Scorsese gostou tanto que resolveu integrar a cena no filme.
- A cena em que o Tommy é desafiado no bar e atira contra o rapaz a sangue frio, e depois simplesmente debocha da situação. É outra cena icônica.
- Aquela sequência de cenas com o Jimmy apagando todas as provas que o ligaria com o assalto, juntamente com aquela matança. Outra cena absurda e maravilhosa.
- A cena em que o Jimmy recebe a notícia do assassinato do Tommy. Esta é uma cena antológica.

Curiosidades sobre o filme:
- O nome original de "Goodfellas" seria "Wiseguy", seguindo o título do livro, mas os produtores acharam melhor trocar para não confundir com o filme "O Homem da Máfia" (1987), cujo título original era exatamente "Wiseguy".
- Para se prepararem para seus papéis no filme, Robert De Niro, Joe Pesci e Ray Liotta conversaram frequentemente com Nicholas Pileggi, que compartilhou material de pesquisa que sobrou da escrita do livro.
- Segundo Joe Pesci, as improvisações surgiram dos ensaios em que Scorsese deu aos atores liberdade para fazer o que quisessem. O diretor fez transcrições dessas sessões, pegou as falas que mais gostou e colocou-as em um roteiro revisado, a partir do qual o elenco trabalhou durante a fotografia principal.

Recepção crítica e bilheteria:
"Os Bons Companheiros" foi desenvolvido com um orçamento de US$ 25 milhões e arrecadou US$ 47 milhões. O longa recebeu ampla aclamação após o lançamento, sendo amplamente considerado um dos maiores filmes de gangster já feitos. Em 2000, foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo" e selecionado para preservação no National Film Registry pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Com base em seu feito histórico e grande influenciador, seu conteúdo e estilo foram imitados em vários outros meios de comunicação.

"Os Bons Companheiros" está classificado em 92º lugar na lista 100 Years...100 Movies (10th Anniversary Edition) da AFI, publicada em 2007. Em 2012, o Motion Picture Editors Guild listou "Os Bons Companheiros" como o décimo quinto filme mais bem editado de todos os tempos, baseado em um levantamento de seus membros. Nas pesquisas Sight & Sound de 2012, foi classificado como o 48º melhor filme já feito na pesquisa dos diretores. Nas pesquisas subsequentes de 2022, ficou em 28º lugar na pesquisa dos diretores e empatou em 63º (com "Casablanca", de 1942, e "O Terceiro Homem", de 1949) na pesquisa da crítica. "Os Bons Companheiros" está em 39º lugar na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos feita por James Berardinelli em 2014. Em 2015, "Os Bons Companheiros" ficou em 20º lugar na lista dos "100 Maiores Filmes Americanos" da BBC, votada por críticos de cinema de todo o mundo.

De acordo com o agregador de críticas Rotten Tomatoes, 96% dos 107 críticos deram ao filme uma crítica positiva, com uma avaliação média de 9,00/10. O consenso dos críticos do site diz: "Contundente e estiloso, "Os Bons Companheiros" é um clássico dos gângsteres - e sem dúvida o ponto alto da carreira de Martin Scorsese." O Metacritic atribuiu ao filme uma pontuação média ponderada de 92 em 100 com base nas avaliações de 21 críticos, indicando "aclamação universal". O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma nota média de "A−" em uma escala de A+ a F.

Premiações:
"Os Bons Companheiros" foi indicado a seis Oscars: Roteiro Adaptado, Edição, Atriz Coadjuvante - Lorraine Bracco, Diretor e Melhor Filme, com Joe Pesci vencendo como Melhor Ator Coadjuvante. No Globo de Ouro o longa foi indicado em cinco categorias. No BAFTA foi nomeado em sete categorias, ganhando em Roteiro Adaptado, Montagem, Figurino, Direção e Melhor Filme. Além disso, "Os Bons Companheiros" foi eleito o melhor filme do ano por vários grupos de críticos. No 47º Festival Internacional de Cinema de Veneza, Scorsese foi premiado com o Leão de Prata de Melhor Diretor.

Encerro afirmando que o gênio Martin Scorsese traz aqui a sua segunda maior obra-prima de toda a carreira. "Os Bons Companheiros" é um resgate histórico e bíblico do belíssimo gênero de gângsteres e mafiosos. Um verdadeiro mergulho na arte cinematográfica, uma linda forma de se fazer cinema ao relatar uma abordagem em um gênero tão amado, idolatrado e aclamado pelos quatro cantos do planeta.
"Os Bons Companheiros" soa como uma obra autoral e intimista do mestre Scorsese, mas por outro lado ele também estava nos brindando ao nos entregar esta verdadeira carta de amor dedicada para toda a história da sétima arte.

Simplesmente um dos melhores filmes da década de 90 e indiscutivelmente um dos maiores filmes de gângster de toda a história do cinema.
Sem mais!
[20/10/2023]
⭐⭐⭐⭐⭐
    
Kfrag
Kfrag

14 seguidores 46 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de julho de 2025
Sem dúvidas um dos maiores filmes de máfia de todos os tempos (junto com O Poderoso chefão), onde mostra como realmente eram os mafiosos da época, eles se divertiam atirando e matando as pessoas por motivos muitas vezes banais.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 29 de dezembro de 2015
Um filme com frases impactantes. 
Atuações impactantes. 
Direção impactante. 
"Os Bons Companheiros" reúne novamente Robert DeNiro e Martin Scorsese. E fazem outro grande trabalho.
Ray Liotta comanda a história na maior parte do filme.Poucas são as aparições de Joe Pesci,mas é algo memorável.O baixinho é um dos grandes personagens.
Não podendo esquecer de lembrar a belíssima trilha,que sempre aparecem em ocasiões especiais.

-Filme assistido em 28 de Dezembro de 2015
-Nota 8/10
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de setembro de 2020
Um clássico ! o mais interessante nesse filme é que ele te prende do início ao fim! são mais de 2 horas que vc não vê passar. Com um grande elenco , destaque para Joe Pesci que está perfeito!  roteiro muito bem trabalhado, tudo muito bem feito. 
Elson Leonardo
Elson Leonardo

11 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de junho de 2014
Um adjetivo poderia resumir bem "Os Bons Companheiros": O melhor filme da década de 90!!! Sem dúvida nenhuma, uma obra prima cinematográfica!!! A dupla Scorcese x DeNiro estão fantásticos neste filme que pra mim, está entre os três melhores da parceria e um dos melhores filmes de máfia da história do cinema (ficando atrás somente de "The Godfather" e "The Godfather - Part II"). Além de DeNiro, a película traz um elenco afiadíssimo, entre eles, Joe Pesci é o destaque e mostra o motivo do Oscar que recebeu pelo papel. Lorraine Braco e Paul Sorvino também estão excelentes e Ray Liotta mostra uma competência absurda que contrasta com os filmes que fez ao longo de sua carreira de lá para cá.
"Goodfellas" no original, é um clássico no cinema e sem dúvida deve ser assistido e reassistido sempre... MAIS QUE RECOMENDADO!!!!
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa