Dificilmente um filme que se prende em polêmicas consegue atrair um público mais neutro, naturalmente não quando entra-se em temas de debate sobre controle social, maldade, intolerância. V de Vingança é teatral, com um enredo bem-feito, baseado em parte em um livro de mesmo nome, do qual o autor diz que prefere dispensar a cinematografia de 2005 do seu livro. Baseado nos comics, espere encontrar alguns traços de irrealidade, exageros, explosão do Westminster, superpoderes para o justiceiro V. Mas a obra do cinema tem seus méritos, conseguiu prender a atenção pelo suspense, até a metade do filme. O resto, é a brincadeira da obra do personagem principal V (faca e sangue todo lado, invasão de estúdio estatal, superarmas, etc). Hugo Weaving não aparece em nenhuma cena, portanto, não se tem como dizer quanto atuou atrás da máscara, e não foi dublê, foi lá bebeu café no estúdio e se mandou, achei o mais ridículo do filme, todos os outros demais atores foram muito bem, dentro do seus papeis, fizeram belas atuações Natalie Portman, Stephen Fry, John Hurt e todos os outros. Infelizmente, a figura do personagem V virou símbolo na internet de anarquia e acho que os diretores e roteiristas não tem muito culpa disso. A humanidade mostrando que é retrograda, estragando um belo trabalho artístico. E diga-se em relação a doença, bem moderno para os nossos tempos não? Doença criada em laboratório, debatido no filme, para controle social, é um grande tabu da sociedade atual. Filme tem seus méritos.