"A REVOLUSÃO; dia após dia ela vai enraizando na minha personalidade, no meu caracter e me tornando, não um ser humano melhor nem tão pouco pior. Mais sim um ser humano sem medo de ser... humano."
-----Tiago Augusto Martins-------
Antes de assistir esse filme, eu era imcapaz de cobrar aquilo que é meu por direito, muito menos reivindicar a justiça. Agora, eu não apenas cobro, eu faço aquilo que está ao eu alcance.
V de vingança é um filme de ação/suspense que contou com a direção de James McTeigue e roteiro de Lilly Wachowski e Lana Wachowski (irmãs Waschowski). O filme parte de que após uma Guerra Mundial, a Inglaterra passa a ser ocupada por um governo autoritário. Na busca pela liberdade, uma figura conhecida apenas como V (Hugo Weaving), utiliza táticas terroristas para enfrentar esses opressores. Tudo muda quando V salva uma jovem Evey (Nicole Portman) da polícia e ganha uma nova aliada. As irmãs Waschowski imprimiu uma versão estritamente política na adaptação do clássico dos quadrinhos de Alan Moore (que não aprovou tal adaptação). Atualmente o filme é lembrando ainda como um dos clássicos políticos no cinema do século XXI e possui suas características próprias. A direção procura mostrar em poucos minutos as principais características de um regime autoritário, com ideias de supremacia e ultra-nacionalistas. Assim como a criação de um medo invisível que o governo cria para fidelizar a população. A direção acerta em mostrar como a arte é marginalizada, no personagem de Gordon (Stephen Fry). O ponto alto do filme é como o telespectador compra a ideia de V mesmo sabendo que ela é tão violenta. Existe uma parte da crítica que não vai gostar do filme pelo tom de rebeldia, mas precisamos interpreta-lo como um artifício retórico. Outro ponto alto, é como Evey é desumanizada durante a tortura, e nos traz de imediato a analogia dos prisioneiros do Holocaustos. Os seus números não eram pra facilitar identificação, mas de desumanizar, deixa-los sem passado e sem história. O filme é um retrato complexo do totalitários e V não é um rosto, mas uma ideia.
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