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Harisson G.
72 seguidores
40 críticas
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4,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2014
Marie Antoinette é uma obra centrada essencialmente na vida da excêntrica monarca, deixando de lado praticamente todo o contexto histórico da Revolução Francesa. Gostei do filme pois já existe muitos por ai relatando sobre a Grande Revolução vivida pelos franceses, neste mostra uma visão mais humana da rainha considerada por muitos fria, fútil e fraca. Possuí um enredo bem aprimorado, além de é claro fotografia e cenário perfeitos. Sofia Coppola conseguiu extrair de Kirsten Dunst uma de suas melhores atuações. Imagens épicas com trilha sonora moderna e ousada.
O filme MARIA ANTONIETA, de Sofia Coppola (filha do grande Francis Ford Coppola), de 2006, é ousado. A ousadia começa pela trilha sonora, com músicas contemporâneas, especialmente rock dos anos 1980, liberdades poéticas em algumas cenas (como aquela em que Antonieta e seu grupo de amigos participam de um jogo de adivinhação muito comum entre os jovens dos EUA, ou aquela em que aparece um par de tênis rosa) e continua pela maneira pessoal, extremamente feminina e sensível de retratar a protagonista. Sofia fugiu de todos os clichês sobre a controversa rainha e nos apresenta uma versão talvez mais "humanizada" em relação a Maria Antonieta e, acima de tudo, em relação ao apresentado enquanto belo, jovem e extremamente assustado e despreparado Luís XVI, mais interessado em chaves e fechaduras do que no governo da França. O que Sofia parece nos querer dizer durante todo o filme é que eles eram apenas adolescentes quando assumiram o trono. Lembrando que o conceito de adolescência só vai ser engendrado à partir do século XIX e sedimentando no século XX. Até o século XVIII se passava diretamente da infância à idade adulta, sem uma fase intermediária. Os protagonistas são construídos enquanto inocentes e extremamente inexperientes, ambos criados em redoma, ou em "bolhas", como diríamos hoje, mal aconselhados pelos seus ministros e tornados um pouco "órfãos" pelo casamento precoce. Dentro da lógica do filme, eles certamente não poderiam mesmo ter feito muito melhor do que fizeram...
Um ótimo filme. Gostei muito da atriz, da direção, dos figurinos, cenários e fotografia. Também achei legal da parte do diretor excluir a decapitação dela, para ficarmos com a melhor imagem da Maria Antonieta em nossas mentes. A única ressalva, é sobre o "caso do colar" que foi omitido no filme, e que teve tanta repercussão.
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