"O homem que copiava" consegue mesclar um inteligente roteiro, boas atuações e uma direção simples e cativante, utilizando diversos recursos visuais e com um grande poder de convencimento, o brilhante diretor gaúcho Jorge Furtado consegue causar um pertencimento do telespectador junto a sua obra através dos seus personagens.
O roteiro incialmente começa trabalhando com uma narrativa simples, contando a historia de um apaixonado e jovem rapaz que busca dinheiro para fugir com a sua amada, de certa forma é até uma trama simples que vai se construído em algo sujo e criminoso, com um elenco de apoio magnifico e ótimos textos, temos personagens marcantes, uma ótima linha do tempo, diversas quebras de expectativas e um final inteligente que conversa com uma das cenas mais clássicas do filme, a cena do "André seguindo no ônibus" é uma brincadeira narrativa perfeita.
Como já tido, os personagens de apoio são excelentes e seus atores dão vidas aos mesmo com toques especiais e trejeitos próprios, destaque para Luana Piovani e Pedro Cardoso, outro ponto legal de comentar é a triste fotografia combinada a uma triste e velha locação escolhida para filmar o filme, tudo combina a um clima triste e depressivo.
"O homem que copiava" está muito longe de ser um filme perfeito, alguns erros de continuidade existem, mas mesmo com uma clara simplicidade o longa funciona. Nota 8/10
Uma delicia de roteiro, e um elenco de peso! o filme é uma trama que te prende , tem muita licença poética , em grande parte narrado em primeira pessoa , fala sobre a esperança e a amargura de dias melhores , sobre dificuldades financeiras ., sobre amor ., tudo isso em meio a uma trama policial envolvente ! posso afirmar que é um clássico e um dos melhores filmes do cinema nacional!
O homem que copiava é um filme brasileiro que foi dirigido e roteirizado por Jorge Furtado. O filme conta a história de André (Lázaro Ramos) um rapaz humilde com seus 20 anos que mora em Porto Alegre e trabalha numa papelaria no fotocopiadora. André se apaixona por sua vizinha Silvia (Leandra Leal), que ele observa diariamente na janela do seu apartamento de binóculos. Pobre e sem perspectivas, André precisa dar um jeito de ter dinheiro para se aproximar de Sílvia. Mesmo com uma forte mensagem contra o capitalismo de um jovem negro que não consegue sair da sua teia de desigualdade, o filme não carrega o peso político, mas ao lugar disso prefere garantir a diversão com tons de críticas com a sua narrativa. O sentimento passado é que Além dos 2 personagens principais mencionados irem bem, Pedro Cardoso como Cardoso e Luana Piovanni como Marinês também se destacam muito na trama, mesmo sendo os personagens secundários. Mas evidentemente que o destaque é de Lázaro que consegue representar bem a realidade do jovem pobre no período da virada do século XXI no Brasil: trabalha muito, recebe pouco e não sobre nada. Os diálogos do roteiro são outro ponto forte com um humor ágil, assim como a sua narrativa. A narrativa quase sempre em primeira pessoa e contando detalhes são perfeitos aqui.
O filme é excelente, com certeza o melhor filme nacional que já vi. A atuação de Lázaro Ramos também é ótima, o filme tem um tom meio triste, como se o protagonista estivesse conversando e "desabafando" com nós, espectadores. A revelação no final(o ponto de vista da menina) deixou o filme bem mais legal, desde o começo ela sabia de tudo e já estava á fim dele! Recomendo!
Muito bom. Um filme nacional com roteiro envolvente .Não espere ver um filme aonde o mal perde pois os protagonistas são atípicos. As atuações são ótimas . Principalmente Pedro Cardoso e Lázaro Ramos. A química entre o personagem do Lázaro e da Leandra Leal é um dos pontos altos desse filme.
Um filme politicamente incorreto em que você se sensibiliza com a história do protagonista e torce pra o crime dele dar certo já que você fica com a sensação de que ele não é mal. As histórias paralelas, flashbacks e a atuação do Pedro Cardoso, com um personagem que lembra muito o Agostinho Carrara, também contam à favor. Só achei que poderia não ter feito algo tão forçado quanto ao final.
É um bom filme, tem algumas surpresas, uma revelação no final, um chá de coincidências talvez. As atuações são ótimas e o roteiro te prende. Recomendo assistir sem ler a sinopse, como eu fiz.
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