Shrek Terceiro
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4,0
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34 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
Bom filme! Shrek Terceiro, referente ao títulos de nobreza, mostra Shrek e Fiona de volta ao castelo de Tão, Tão Distante para substituir os pais dela em algumas tarefas burocráticas já que o rei Harold está muito doente. Durante esse tempo de substituição, o ogro percebe que não tem o menor jeito para comandar um reino. Logo depois, morre o rei e Shrek teria que assumir por ser próximo na sucessão. Ele descobre então que um príncipe distante de Fiona poderia assumir o trono e vai à sua procura. Paralelamente o príncipe e também ator frustrado Encantado, do filme anterior, é apresentado novamente como o vilão do filme, e acaba convencendo outros vilões dos contos de fadas, entre eles a Rainha Má da Branca de Neve e o Capitão Gancho, a invadir o castelo do reino na ausência de Shrek para dar um "golpe de Estado". Ainda paralelamente, Shrek fica sabendo que vai ser pai e fica reticente com a novidade.

O filme aborda aqui sobretudo o amadurecimento, sobre crescer e assumir as responsabilidades quando elas surgem em nossas vidas, mesmo que não estejamos preparados, ou que achemos isso. Shrek tem a paternidade à caminho, enquanto Artie tem que deixar de ser ridicularizado em sua escola para príncipes e por todos para assumir sem medo o reino de Tão, Tão Distante, provando seu valor. A maior lição aqui é saber que não devemos nos importar para que os outros digam, basta acreditar em você mesmo e buscar a coragem necessária para cada situação da vida.

Este filme é ainda melhor tecnicamente, nota-se facilmente a evolução nos gráficos dos personagens e cenários. Andrew Adamson deixou o posto de diretor a partir deste filme, mas permanece como produtor-executivo. Chris Miller tem uma boa direção, mas a grande questão desta terceira parte é o roteiro que deve ser analisado de duas formas. Primeiramente temos que elogiá-lo por manter as referências, citando ainda mais os personagens de histórias infantis e dos irmãos Grimm. São inúmeros os personagens e as referências aos contos de fadas. Porém algumas citações são antigas e só serão percebidas para o público mais adulto e não pelas crianças. Algumas cenas são hilárias como: (a cena em que Artie invade o castelo e vê reunidos na mesa Biscoito, Pinóquio e os Três Porquinhos, as cenas do Burro brincando com seus filhotes, a cena do chá de bebê com Fiona e as outras princesas Bela Adormecida, Rapunzel e Branca de Neve, a luta das princesas no final do filme e a troca de corpos entre o Gato de Botas e o Burro).

Porém o roteiro pecou em não adicionar novos personagens importantes, apenas secundários que pouco brilham, e ainda deu destaque menor para o Gato de Botas e especialmente para o Burro, que aparecem menos mas ainda assim conseguiram roubar as cenas em que apareceram. Outro grande problema é que o humor está presente, mas em uma escala bem menor que os anteriores. É jstamente essa queda brusca de humor dos anteriores para esse que incomoda os fãs da série. O filme apresenta muitos altos e baixos Em sua primeira hora o ritmo é muito parado e só engrena mesmo com a volta de Shrek ao reino para enfrentar Encantado e os outros vilões aliados a ele. Shrek neste filme não é o anti-herói de outrora e assume um papel típico de herói mais moralista e mais correto.

Assim como algumas citações são para um público mais adulto, o mesmo ocorre com a tão elogiada trilha sonora da série, aqui vemos desde Led Zeppelin, Heart, Paul McCartney, até Ramones. Sinal que a preocupação do estúdio em atingir todos os públicos é realidade, não apenas o público mais infantil. Não é ruim como alguns dizem, porém ficou abaixo dos anteriores sem sombra de dúvidas. Pesou o fato de não apresentar muitas novidades significativas em relação aos anteriores e é o roteiro menos desenvolvido e sem grandes / inesquecíveis cenas. Mas de qualquer maneira deve ser visto!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2025
Shrek the Third (2007) representa um momento de transição na franquia Shrek, buscando expandir sua narrativa e universo ao mesmo tempo em que enfrenta desafios para manter o mesmo nível de qualidade e inovação de seus antecessores. Dirigido por Chris Miller e co-dirigido por Raman Hui, o filme se apoia na fórmula estabelecida pelos dois primeiros longas, mas apresenta dificuldades em equilibrar humor, desenvolvimento de personagens e uma história coesa. Com um elenco de vozes estelar, avanços na animação e um enredo que explora questões de sucessão e maturidade, Shrek the Third arrecadou impressionantes US$ 813 milhões globalmente, demonstrando seu apelo comercial, mas recebeu recepção mista da crítica, sendo considerado inferior aos filmes anteriores.

A trama do filme gira em torno da sucessão ao trono de Tão Tão Distante após a morte do Rei Harold. Shrek, relutante em assumir a coroa, embarca em uma jornada com Burro e Gato de Botas para encontrar Arthur Pendragon, um jovem inseguro e rejeitado por seus colegas, mas o único herdeiro legítimo além do próprio ogro. Enquanto isso, o Príncipe Encantado planeja um golpe para tomar o reino, reunindo vilões dos contos de fadas para executar sua vingança. Fiona e outras princesas clássicas se unem para defender o castelo, criando um subenredo que busca desconstruir arquétipos femininos tradicionais.

Apesar de uma premissa promissora, a execução da história apresenta fragilidades. A jornada de Shrek e Arthur carece do mesmo impacto emocional e dinamismo das aventuras anteriores, tornando-se um arco previsível e com menor profundidade. O desenvolvimento de Arthur como personagem central é apressado e sua relação com Shrek, que poderia ter sido um reflexo mais significativo sobre amadurecimento e responsabilidades, é explorada de forma superficial. O Príncipe Encantado, apesar de carismático, não possui a mesma presença imponente da Fada Madrinha em Shrek 2, tornando sua ameaça menos convincente.

O elenco de vozes continua sendo um dos pontos altos da franquia. Mike Myers retorna como Shrek, mantendo o equilíbrio entre a rudeza e a sensibilidade do personagem, mas com menos oportunidades para explorar novas camadas emocionais. Eddie Murphy, como Burro, e Antonio Banderas, como Gato de Botas, entregam performances enérgicas e humorísticas, mas seus personagens recebem menos destaque e piadas menos inspiradas. Cameron Diaz reprisa seu papel como Fiona, agora mais proativa, mas ainda sem o protagonismo que a personagem poderia ter. A adição de Justin Timberlake como Arthur Pendragon introduz um novo elemento juvenil, mas sua atuação não traz o mesmo carisma dos personagens anteriores. Eric Idle, como Merlin, adiciona um toque excêntrico, mas sua presença serve mais para alívio cômico do que para impulsionar a trama.

O roteiro de Shrek the Third enfrenta dificuldades em manter o frescor e a irreverência que caracterizaram a franquia. O humor, embora ainda presente, perde parte de sua sagacidade ao depender mais de piadas físicas e menos de sátiras inteligentes. O filme tenta abordar temas de responsabilidade e aceitação, mas sem a mesma profundidade emocional dos antecessores. As interações entre os personagens não são tão cativantes quanto antes, e muitos momentos cômicos parecem reciclados ou previsíveis. Enquanto os primeiros filmes equilibravam humor e emoção com maestria, esta sequência apresenta um desequilíbrio, deixando a sensação de que falta algo para tornar a história verdadeiramente memorável.

Visualmente, a animação continua impressionante, com aprimoramentos técnicos notáveis em texturas, expressões faciais e cenários. Tão Tão Distante mantém sua estética grandiosa e detalhada, e a introdução de novos ambientes, como a escola medieval de Arthur, adiciona variedade ao universo da franquia. As cenas de ação são bem coreografadas, embora careçam da energia e inovação vistas em Shrek 2. Os personagens mantêm sua identidade visual bem definida, mas a direção artística, de modo geral, não apresenta grandes inovações em comparação aos filmes anteriores.

A trilha sonora de Shrek the Third segue a tradição da franquia ao mesclar músicas licenciadas com composições originais. Embora conte com faixas de artistas conhecidos, como "Immigrant Song" do Led Zeppelin e "Live and Let Die" de Paul McCartney, o impacto musical do filme não atinge o mesmo nível icônico de seus antecessores. Enquanto Shrek e Shrek 2 utilizaram a música de forma orgânica para enriquecer a narrativa e as emoções, esta sequência carece de momentos musicais verdadeiramente memoráveis.

O desfecho do filme se desenrola de maneira previsível, com Arthur finalmente assumindo seu papel como rei e Shrek aceitando sua nova fase de vida ao lado de Fiona, que está grávida. A derrota do Príncipe Encantado ocorre de forma anticlimática, encerrando o arco do vilão sem grandes reviravoltas. A mensagem de aceitação e amadurecimento é clara, mas a execução deixa a desejar em impacto emocional.

No geral, Shrek the Third é um filme competente, mas aquém das expectativas estabelecidas pelos primeiros filmes da franquia. Sua recepção mista se deve à combinação de um roteiro menos inspirado, desenvolvimento de personagens enfraquecido e uma abordagem humorística que perde parte de sua originalidade. Embora tenha sido um sucesso financeiro expressivo, arrecadando US$ 813 milhões mundialmente, sua recepção crítica reflete sua posição como uma sequência que não conseguiu capturar plenamente a magia dos antecessores. Ainda assim, sua animação de alta qualidade, elenco talentoso e alguns momentos de humor garantem entretenimento, mesmo que sem o brilho e impacto que tornaram Shrek e Shrek 2 referências na animação moderna.
Roberto Carlos M.
Roberto Carlos M.

3.603 seguidores 443 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de agosto de 2015
assisti na temperatura máxima na tv globo e revi no canal megapix hd, excelente animação, história muito bem produzida e dirigida, muitas cenas hilárias, dublagem nota dez..
silva m.
silva m.

17 seguidores 76 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de julho de 2012
muito bom mas não é o melhor não é muito hilario.nota:4.5
Renato Henrique Gimenez
Renato Henrique Gimenez

1 seguidor 23 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2024
Melhor Filme de 2007, Bom Começo, Boa Enrolação e Desfecho Excelente, um dos Melhores Filmes que já Assisti, Realmente Incrível, Por Que Não Existem Mais Filmes Como Esse Hoje em dia??? Quem Deu só uma Estrela na Avaliação Não Tem Senso Crítico, Não Teve Infância, e Provavelmente é Algum Tipo de Monstro, ou Então, só Alguém Chato e Rabugento. Melhor Filme do Mundo eu Diria, Muito Bem Estruturado e Animação, Dublagem, Piadas de Ponta!! Realmente Muito Bom Recomendo Muito, Quem Assistir irá me Entender Plenamente.
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