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2 críticas
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5,0
Enviada em 21 de março de 2025
Shrek Terceiro é um filme que sofreu uma recepção fria da crítica, mas merece mais reconhecimento. Tudo bem, ele não tem o mesmo impacto do segundo, que elevou a franquia a nível hard, mas ainda é uma animação muito divertida e cheia de boas ideias. O humor continua afiado, repleto de sátiras inteligentes sobre contos de fadas.
Os personagens ajudam muito a segurar a trama. Shrek passa por um conflito mais maduro, lidando com a responsabilidade de ser rei e a iminente paternidade.O Príncipe Encantado, mesmo sendo um vilão mais cômico e desastrado, encaixa bem no tom do filme. Artie, apesar de não ser um protagonista tão marcante, tem um arco interessante de autoconfiança, e as princesas—como Branca de Neve e Cinderela—são um dos grandes destaques com suas personalidades exageradas e inesperadas.
Shrek Terceiro pode não ser tão memorável quanto o segundo filme, mas está longe de ser ruim. Ele mantém a essência da franquia e entrega momentos muito divertidos. Talvez não tenha sido o que o público esperava na época, mas com o tempo merece uma nova chance, porque é uma animação bem melhor do que muitos dizem.
Toda franquia chega a um ponto delicado: continuar por necessidade… ou por inspiração. Shrek Terceiro parece existir exatamente nesse limite — onde a fórmula ainda está presente, mas a alma começa a se diluir.
Principais vozes e personagens Mike Myers — Shrek Cameron Diaz — Fiona Eddie Murphy — Burro Antonio Banderas — Gato de Botas Justin Timberlake — Artie (Arthur) Rupert Everett — Príncipe Encantado
Com o rei à beira da morte, surge a responsabilidade de escolher um sucessor. E o improvável candidato é Shrek — algo que ele rejeita imediatamente.
O ogro não quer um trono… quer seu pântano.
Para escapar desse destino, ele parte em busca de Arthur, o herdeiro legítimo. Mas no meio do caminho, Shrek enfrenta um conflito ainda maior: a descoberta de que será pai.
Enquanto isso, o Príncipe Encantado reúne vilões esquecidos dos contos de fadas para tomar o reino — numa tentativa de finalmente ser o protagonista de sua própria história.
E é nesse jogo de responsabilidades e identidade que o filme tenta se sustentar.
Análise crítica
Shrek Terceiro sofre de um problema comum em sequências: repetir sem reinventar.
O humor ainda existe, os personagens continuam carismáticos e o universo permanece reconhecível. Mas falta impacto. Falta surpresa. Falta aquela sensação de novidade que marcou os dois primeiros filmes.
A jornada de Shrek sobre paternidade poderia ser profunda — afinal, trata de medo, responsabilidade e mudança. Mas o roteiro trata isso de forma superficial, sem explorar o potencial emocional que o tema carrega.
O arco de Arthur, interpretado por Justin Timberlake, também não atinge o peso necessário. Sua transformação é previsível e pouco envolvente.
Já o Príncipe Encantado, como vilão, carece de força. Sua motivação é quase caricata, e mesmo reunindo outros vilões, a ameaça nunca parece real.
Por outro lado, há momentos que funcionam — especialmente com as princesas assumindo protagonismo e quebrando o estereótipo de passividade. É um dos poucos pontos onde o filme tenta evoluir.
⚖️ Reflexão final
Se Shrek 2 expandiu o universo… Shrek Terceiro apenas o ocupa.
Não é um filme ruim — mas é um filme sem urgência. Sem aquele brilho criativo que transforma entretenimento em algo memorável.
Ele cumpre sua função. Diverte em partes. Mas dificilmente permanece.
Vale a pena assistir? Sim — como continuidade da franquia e para fãs dos personagens. Mas com expectativas controladas.
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