Sicko - S.O.S. Saúde
Média
4,2
63 notas

16 Críticas do usuário

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Marcelo S
Marcelo S

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4,5
Enviada em 3 de março de 2017
Sicko, documentário dirigido por Michael Moore, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2008, poderia facilmente ter levado a estatueta. É um trabalho digno de obra de arte, minuciosamente escrito e planejado, Moore nos mostra com este documentário, o quão precário é o sistema de saúde Norte-americano, justamente o país desenvolvido e poderoso do planeta.
Todos sabem como a Saúde no Brasil é deficitária e precária, principalmente em estados e municípios mais carentes, mas nos EUA a coisa séria, não queira ficar doente ou sofrer um acidente naquele, chega a ser ridículo em certa parte do filme você ver como são tratadas pessoas que não têm plano de saúde ou o plano não cobre os custos do hospital em que a pessoa está. Também é desolador ver como os EUA tratam alguns de seus "heróis" que se voluntariaram durante o 11\9 para ajudar no resgate de sobreviventes ou retiradas de corpos, sendo que não recebem qualquer auxílio do governo só pelo fato de não estarem em sua folha de pagamento.

Se descobre também o quão é avançado o sistema de saúde de países como Canadá, Inglaterra e França (você ficará pasmo ao saber como funciona todo o sistema de saúde e apoio à família na França). E também descobrir certas verdades que incluem como os EUA tratam os seus cidadãos e como eles tratam seus "inimigos" presos em Guantánamo, Cuba. País que por sinal, também tem um sistema de saúde que funciona muito bem.

Muita gente tem criticado o trabalho de Moore, pessoas estas que tem um posicionamento político muito forte, e costumam criticar e salientar certos movimentos políticos como se fossem religiões. Moore na verdade nos entrega um trabalho detalhado e presta um serviço à decadente sociedade, principalmente pelo que é mostrado em Cuba, muitos enxergaram a sequência em Cuba um tanto quanto exagerada, não vou negar que de uma certa forma esta sequência foi um pouco além do que deveria, porém, serve sim como um belo tapa na cara da sociedade americana que engole e consome tudo o que seu governo empurra para eles em seus noticiários mais do que patriotas.

Assistam e tirem suas conclusões, é um ótimo documentário pra você que tem pessoas na família que depende do serviço público, ou pra si mesmo pensando em um futuro próximo onde dependerá de hospitais públicos e planos de saúde, mesmo no Brasil.

O documentário se encontra no Youtube legendado e também Dublado.
Stanislaus  Kat
Stanislaus Kat

24 seguidores 82 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
Um documentário produzido em 2007, no qual Michael Moore disseca o sistema de saúde dos EUA, focando nos abusos cometidos pelas seguradoras de saúde contra os seus clientes. Além disso, nesse filme é feito uma comparação entre os sistemas de saúde dos EUA com o canadense, britânico, francês e cubano. Com um roteiro bem feito, com entrevistas e visitas às instalações médicas, mostrando as realidades dos diferentes sistemas de saúde. Muito bem recebido pela crítica cinematográfica, e obviamente, muito criticado pelas organizações que se sentiram prejudicadas pelo longa-metragem. Em especial, vale a pena de ser visto, para entender as mudanças que o presidente Barack Obama esta tentando implementar no sistema de saúde.
Renato Martins L
Renato Martins L

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de abril de 2019
Sobre os comentários que li aqui, a proposta do filme - fazer uma crítica aos EUA - é válida: ajuda a arejar as ideias, a questionar coisas que a gente vai engolindo sem perceber mas que acaba fazendo mal, deixando a gente mais fragilizado, dócil e suscetível a nos prejudicarmos.

Mas é preciso lembrar, a meu ver, que os EUA são um outro país. E como todos os outros países, os EUA têm sua cultura, sua história, seus interesses nacionais... são, enfim, mais um dos muitos outros países estrangeiros a nós. Tenho a impressão de que se não levarmos em consideração que Michael Moore é profundamente estadunidense, podemos nos enganar e eventualmente até esquecermos dos nossos próprios interesses nacionais.

Agora sobre o filme em si, achei bem escrito e bem realizado. Nota-se que a equipe fez um profundo trabalho de pesquisa tanto de casos como de locação e de música. É ingenuidade pensar que possa haver um filme "isento", todos os filmes têm uma intenção. Mas por não ser ficção, pode ser considerado documentário. Mas acho que cai numa armadilha muito comum: explorar dramas individuais. Algo como fazem os noticiários popularescos da TV: a Dona Maria chorando o desabamento de seu barraco é muito mais importante que a conjuntura social que a levou a morar naquele barraco. E é nesse ponto - foco total no indivíduo, nunca na coletividade - que dá para perceber que Moore é "demasiado", profundamente "americano".

A mim parece um bom filme.
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