Quando o filme foi lançado, eu não curtia muito cinema, tão pouco tinha cabeça para apreciar determinado filme romântico. Provavelmente estava inclinado a ver algum filme de ação com bastantes tiroteios e bombas.
Mas, se tivesse visto o filme na época de lançamento e, visse Joaquin Phoenix naquela interpretação, poderia dizer que era um péssimo ator, mas, como não vi na época, e já vi o Joaquin em “ELA”, devo dizer que ele não foi feliz na interpretação de Johnny Cash.
Vamos pensar assim, a história, que foi inspirada na autobriografia de Johnny Cash com ajuda de Patrick Carr chamado de Walk the Line. O roteiro foi escrito por Gill Dennis e James Mangold, esse último também diretor, e, na bem da verdade, não entendi o que esses dois tiveram a intenção de fazer.
Se você reparar no filme, vai o Joaquin se esforçando para imitar gestos, formas de cantar, formar de se por no palco ou como falar com os companheiros, mas, o que esperar de um ator que vai interpretar um cantor famoso nas telonas?
E, indo de contra ponto, June (Reese Whiterspoon) praticamente brilha no filme, tanto foi que, a Reese ganhou o Oscar de melhor atriz daquela vez, sempre bonita, e numa posição do filme de extrema importância, numa posição da história que ganhou um viés muito indispensável.
Sabe aquela frase, “atrás de um homem, existe uma grande mulher”, é bem por aí que permeia o filme o tempo inteiro, mas me pergunto uma coisa: E o talento de Johnny? E o movimento revolucionário que pode se disser que foi ele quem começou? E sua arte?
O que me parece é que os roteiristas pegaram um grande diamante e não souberam construir uma joia, ou resolveram fazer o mais fácil, o mais feito ou o que dava menos trabalho.
Apesar de alguns contratempos, sobre a minha visão, vale apena assistir pela Resse e pela história atrás de um dos ícones da música norte americana e mundial.