A Paixão de Cristo
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4,6
3260 notas

121 Críticas do usuário

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Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 895 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de abril de 2025
A paixão de Cristo foi dirigido por Mel Gibson que também roteirizou o filme ao lado de Benedict Fitzgerald e William Fulco. O filme recebeu 3 indicações ao oscar de 2005: Melhor trilha sonora original, melhor fotografia e melhor maquiagem e penteado. Nessa versão de Gibson, a história de Jesus é recortada basicamente nas últimas 12 horas, ou seja, no momento em que Judas trai Jesus ( Jim Caviezel). Assim, o filme acompanha toda essa sua trajetória até o momento da sua crucificação. Vale lembrar que na época do seu lançamento, o filme gerou muita polêmica por ser bastante violento e isso fez as salas de cinemas ficarem cheias ( vale lembrar que o filme não é americano, mas usa o aramaico). Isso de fato prejudicou a mensagem que Gibson quis passar no seu filme. Existem passagem fora das 12 horas, mas são curtíssimas. A real mensagem no filme é de tornar claro o sacrifício que o filho de Deus fez pelo seu povo, mesmo parecendo soar como violência gratuita ( sou ateu e falo além do lado religioso, falo das intenções de Gibson).A parte do julgamento é interessnate quando é mostrado o motivo de Cristo ter sido condenado: por pensar diferente. Talvez exageraram nas cenas em que Jesus carregava a cruz, foram inumeras vezes que ele caiu. O filme na verdade se destaca pelo seu excelente trabalho técnico, como figurino e fotografias muito boas. A maquiagem ajuda a ficar realista e claro que estamos falando de um filme de 2004.
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de janeiro de 2016
Filme mostra com cenas fortes e emocionantes a trajetória de Jesus Cristo sendo crucificado,os momentos vividos por Cristo ate sua ressurreição são mostrados com muita dramaticidade e de maneira que impressiona.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 15 de abril de 2025
Lançado em 2004, A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson, é um dos filmes mais impactantes e controversos da história do cinema. Com um orçamento modesto de US$ 30 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 612 milhões mundialmente, tornando-se o filme cristão de maior bilheteria de todos os tempos. A produção retrata as últimas 12 horas da vida de Jesus Cristo (interpretado por Jim Caviezel), desde sua agonia no Jardim do Getsêmani até sua crucificação e ressurreição.

Gibson optou por uma abordagem visceral e hiper-realista, filmando em aramaico, latim e hebraico para maior autenticidade histórica. O filme foi elogiado por sua fidelidade aos relatos bíblicos e pela intensidade emocional, mas também criticado por sua violência gráfica e acusações de antissemitismo. Esta resenha analisará os aspectos narrativos, estéticos, teológicos e culturais do filme, além de explorar seu legado controverso.

A Paixão de Cristo baseia-se principalmente nos Evangelhos do Novo Testamento, mas também incorpora elementos da obra The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ, da mística católica Anna Catarina Emmerich. O roteiro, coescrito por Gibson e Benedict Fitzgerald, enfatiza o sofrimento físico de Jesus, desde a flagelação até a crucificação, com poucas interrupções para flashbacks de momentos como o Sermão da Montanha e a Última Ceia.

A escolha de filmar em línguas antigas (aramaico e latim) foi uma decisão ousada, inicialmente concebida para evitar legendas e confiar na expressão corporal, mas Gibson acabou incluindo-as para melhor compreensão. Essa abordagem reforça a imersão histórica, embora alguns críticos argumentem que o excesso de violência desvia o foco da mensagem espiritual.

O filme é notório por sua representação gráfica da tortura de Jesus. As cenas de flagelação, em particular, são extremamente detalhadas, com o uso de um sangue artificial desenvolvido especialmente para o filme, composto de corantes suspensos em glicerina para manter um tom escarlate realista. A maquiagem de Jim Caviezel levava até 10 horas para ser aplicada, e o ator chegou a dormir com ela para evitar repetir o processo no dia seguinte.

A violência extrema dividiu opiniões: alguns espectadores consideraram-na necessária para transmitir a magnitude do sacrifício de Cristo, enquanto outros acharam que o filme beirava o gore gratuito, comparando-o a produções de terror como O Massacre da Serra Elétrica. O antropólogo francês René Girard, em sua resenha, defendeu que o realismo de Gibson restaura o escândalo original da Crucificação, algo que versões anteriores do cinema haviam suavizado.

Desde seu lançamento, A Paixão de Cristo foi acusado de perpetuar estereótipos antissemitas, principalmente pela representação dos líderes religiosos judeus como os principais antagonistas. Críticos argumentaram que o filme poderia incitar ódio contra judeus, uma preocupação que ganhou força devido às declarações polêmicas de Gibson em sua vida pessoal.

No entanto, defensores do filme, incluindo teólogos e historiadores, afirmam que a narrativa segue fielmente os Evangelhos, onde os líderes judeus de fato desempenham um papel na condenação de Jesus, mas sem generalizar para todo o povo judeu. Gibson também ampliou a compaixão de personagens como Simão de Cirene e Verônica, figuras que demonstram piedade em meio à brutalidade.

Apesar das controvérsias, A Paixão de Cristo foi abraçado por comunidades cristãs e católicas como uma obra devocional poderosa. Relatos de conversões religiosas entre membros do elenco e da equipe foram amplamente divulgados, como o caso do ator Luca Lionello (Judas), que era ateu e se tornou católico após as filmagens.

Gibson também afirmou que ocorreram "milagres" durante a produção, incluindo a cura de uma menina epiléptica, filha de um membro da equipe . Esses relatos reforçaram a percepção do filme como uma experiência transcendente para muitos fiéis.

Vinte anos após seu lançamento, A Paixão de Cristo permanece um marco no cinema religioso. Gibson anunciou uma sequência, The Resurrection of the Christ, prevista para 2026, que explorará a ressurreição de Jesus com uma narrativa não linear, incluindo elementos de "ficção científica" . Jim Caviezel retornará como Jesus, e o filme promete ser tão ambicioso quanto o original.

A Paixão de Cristo é um filme que desafia, comove e divide. Sua abordagem crua do sofrimento de Jesus o torna uma experiência intensa, quase insuportável para alguns, mas profundamente significativa para outros. Se as críticas sobre violência excessiva e antissemitismo são válidas, também é inegável que o filme conseguiu capturar a dimensão sacrificial da fé cristã de uma forma nunca antes vista no cinema.

Como obra cinematográfica, é tecnicamente impressionante, com direção de fotografia meticulosa (Caleb Deschanel) e uma trilha sonora (John Debney) que amplifica o drama. Como fenômeno cultural, continua a gerar debates sobre arte, religião e responsabilidade histórica. Seu legado persiste não apenas nas bilheterias, mas na maneira como redefine os limites do cinema religioso.
Reinaldo Flores Alves
Reinaldo Flores Alves

1 seguidor 27 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de outubro de 2022
é sempre muito bom filme de livro porque aí você não precisa ler o livro
Diego d.
Diego d.

9 seguidores 77 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de maio de 2020
Provavelmente a melhor narrativa cinematográfica da história do Senhor Jesus.
Focado apenas no momentos finais da su vida terrena. Cenas fortes de flagelação, de modo a tentar nos dar uma pequena amostra do que Ele sofreu por nós.
Jairo D.
Jairo D.

1.348 seguidores 305 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de agosto de 2017
As últimas 12 horas da vida de Cristo, antes da crucificação, contada de forma pesada, real e verdadeira. Vindo a confirmar o que está escrito nas Sagradas Letras, a justificar a muitos e a expressar o que é dar a vida em favor de todos. De Mel Gibson, um filme histórico e obrigatório!
Daniel D.
Daniel D.

8 seguidores 187 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de outubro de 2023
O Filme foca apenas nas ultimas 12 horas, sendo assim pouco da história de Jesus é contada apenas em cenas rápidas, de resto só o sofrimento é exibido... Por ser um dos poucos que retratam o tema, é uma obra-prima.
Lucas D.
Lucas D.

7 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de abril de 2018
Por mais que seja polêmico, Mel Gibson entrega um de seus melhores trabalhos como diretor. O filme é visceral e o sentimento que temos ao fim é de um soco no estômago. Incrível e arrepiante.
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Chocante!O melhor filme de todos os tempos da historia do cinema.Esse filme so podia sair de um genio da setima arte,MEL GIBSON.O filme e de emocionar ate o mas durao,muito verdadeiro,melhor do que aqueles que ja inventaram sobre a historia de JESUS CRISTO.RECOMENDO.
Paulo Cesar Diniz R
Paulo Cesar Diniz R

7 seguidores 58 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2019
Filme forte emocionalmente que retrata as últimas 12 horas de Jesus, como ele sofreu para dar a vida por nós..reflexão de vida..
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