Um filme que, literalmente, não só ressuscitou o gênero, Piratas, como também deu uma nova cara ao mesmo. E ainda de quebra, consagrou, aquele que, hoje, é um dos mais idolatrados astros de Hollywood: Johnny Depp, que anteriormente, era considerado um veneno de bilheteria, já que, seus filmes, não visavam lucros de bilheteria, e sim qualidade cinematográfica (vide Dead Man, Ed Wood, Benny e Joon...).
Mas ao contrário da maioria, Johnny, conseguiu emplacar um blockbuster que, é bem a sua cara, e um personagem tão autêntico, quanto aquele que o interpreta, não atoa, ele recebeu ali, sua primeira indicação ao Oscar.
Pois bem, Piratas do Caribe começa, com um tema, a muito esquecido no cinema, pirataria. E que rendeu alguns bons filmes no passado, como: Os Piratas diabólicos (Christopher Lee), A Ilha da Garganta cortada, O Cisne Negro...
Só que, com alguns elementos um pouco diferentes. Já que, o longa é uma produção de Walt Disney, não poderíamos esperar algo diferente, dos elementos de fantasia, encontrados ao longo da história.
Pois é exatamente esse o trunfo do filme. Explorar as lendas, e o mundo fantástico que cercavam as histórias dos piratas naquela naquela época, e transformar, todos esses contos, de pilhagens, invasões, maldições, navios fantasmas, em uma realidade dentro da trama.
Testemunhamos ali também, o nascimento de um dos personagens mais amados da história do cinema, o Capitão Jack Sparrow. Com seu jeito irreverente, uma forma engraçada de falar e andar, e um senso de humor único, Johnny conseguiu cativar o público, com seu mais novo, e hoje famoso personagem.
A história é muito bem conduzida, de forma que, todos os elementos do filme são muito bem explorados, e nesse caso, como não pode deixar de ser, um filme sempre é tão bom quanto seu vilão. E nessa posição, temos o Capitão Barbosa, que assume, e muito bem o papel, do cara mau. Se bem que, nem o próprio Jack, pode ser efetivamente considerado um herói, já que seu jeito malandro, e aproveitador, fazem dele, um sujeito que pensa primeiro em si mesmo, e em segundo também... transformando-o em uma espécie de anti-herói.
O mocinho da trama, de verdade, se chama Will Turner, muito bem interpretado por Orlando Bloom, que tem papel central no longa, já que, é o único capaz de livrar os piratas, da tal, maldição sofrida pelos marujos do Pérola Negra, que se tornaram uma espécie de mortos vivos, por conta do roubo de um tesouro proibido.
Keira Knightley é outra que tem um papel de extrema importância, e o executa muito bem, como a filha do governador, e a falsa herdeira de "Bootstrap" Turner, pai de Will, e nesse caso, aquela que livraria os piratas de sua maldição.
Geofrey Rush é outro grande destaque, já que, como eu disse acima, interpreta com destreza o vilão da trama.
Os efeitos visuais são um show a parte nesse longa, que também conta com um figurino incrível, e uma reconstrução de época magistral.
Em resumo, um grande filme, que deve ser visto por todos os que gostam do que há de melhor no cinema.
Nota: 10