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Alvaro S.
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349 críticas
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5,0
Enviada em 10 de maio de 2016
Há exatos 40 anos atrás estreava nos EUA Rede de Intrigas, um filme visceral, sem papas na língua, com uma visão crua sobre a recessão americana e absurdamente atual com o sentimento do cidadão brasileiro hoje. O filme não tem medo de mostrar o desânimo do americano comum e as artimanhas e falta de ética e escrúpulos de uma rede de TV americana para conseguir sucesso a qualquer preço, com seus funcionários abrindo mão de sua humanidade para continuar no ápice. Trocando a rede de TV pela política nacional e seus líderes, temos a analogia perfeita com nossa realidade atual. Impossível destacar uma interpretação, todo o elenco está perfeito. E Sidney Lumet entrega uma obra-prima inesquecível. Um FILMÃO! Curiosidade. Indicados a 10 Oscar, Melhor Filme, Direção, Ator (William Holden), Ator Coadjuvante (Ned Beatty), Fotografia e Edição, ele venceu em quatro categorias, Melhor Ator (Peter Finch), Atriz (Faye Dunaway), Atriz Coadjuvante (Beatrice Straight) e Roteiro Original. Outra Curiosidade. Está em 181º lugar entre os melhores filmes segundo o site IMDB. Nota do público: 8.1 (IMDB) Nota dos críticos: 91%(Rotten Tomatoes) Bilheterias EUA - $23 milhões Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Tudo merece elogios nesse filme genial de Lumet. Roteiro e diálogos inquietantes, atores fabulosos - cinema pode ser arte, de verdade, e um desafio intelectual aos seus espectadores.
Mais um ótimo filme do ano de 1976 (o outro foi "Todos os Homens do Presidente"). Um dos grandes acertos da direção de Sidney Lumet (recentemente falecido), com vigorosos desempenhos de Faye Dunaway, William Holden e Peter Finch. Aliás, Finch morreu antes da premiação do Oscar e foi merecidamente escolhido melhor ator, como homenagem póstuma.
O filme favorito de Paul Thomas Anderson (Sangue Negro, Magnólia, etc..) não podia ser algo pequeno, certo? Certíssimo. O filme é digno do gênero "horror" pois.. Nossa, chega a assustar o quão a mídia (nesse caso a informante, jornalística) é estúpida, se aproveita de tudo sem escrúpulos, usa as pessoas (e acaba sendo usada). Como numa cena do filme em que o apresentador enlouquecido diz mais ou menos assim: "Não somos mais pessoas, somos produtos". Produtos produzidos para comprar, consumir e pensar o que deve ser pensado. Mas esquecemos que somos todos humanos, mas alguns são menos humanos do que outros (coincidência com A Revolução dos Bichos é mera coincidência) porque os que estão no poder perdem seu "interior" de uma forma não muito diferente do que os que estão embaixo que nunca pareceram ter um "interior". Enfim, esse filme merece ser visto mais de uma vez - coisa que eu ainda farei, que é revê-lo.
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