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Vinícius d
612 seguidores
676 críticas
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3,5
Enviada em 1 de janeiro de 2025
Uma utopia científica misturada com uma gota de romance, amor e charme que as obras do George Clooney sempre envolvem. O filme inteiro lida com conceitos científicos sobre matéria, citando várias vezes o Boson de Higgs, energia e conceitos científicos que apenas quem é cientista pode captar de primeira, obviamente misturada com as visões e projeções mentais em torno da esposa do personagem central. A obra inteira se arrasta em torno da investigação em torno da estação que orbita uma estrela azul (estrelas tipicamente maiores que o nosso Sol) e cujo efeito da sua atividade é criar uma realidade dentro da nave, com seres reais (não mentais) que podem interagir com objetos e tudo mais. A história toda é feita em torno disso, a esposa do psicólogo é a pivô da história por uma boa parte do filme. O legal, com certeza, é acompanhar os delírios, mas acho que é uma obra "melhor ainda" para as admiradoras do galã de hollywood que tem uma justificativa para assistir uma ficção científica. Obra inspirada no livro Solaris de Stanisław Lem. Esperava mais da trilha sonora anunciada nos trailers pela internet, mas me decepcionei um pouco.
O filme é super cabeça e você terá que se aprofundar em psique humana para conseguir compreender ele de fato,pra mim,foi um filme como outro,sem muito sentido,sem ação,mas com mistério.
É um filme para refletir, o tema de ficção científica é apenas um pano de fundo, na verdade o entendimento desse filme a meu ver vai depender muito das crenças que a pessoa tem, diria que o real tema é a existência, o tempo e a eternidade para quem acredita nisso (não é meu caso já que sou ateu). Recomendo para quem gosta de filme que fazem pensar, quem procura algo com mais ação, aliens e coisa do tipo provavelmente não vai gostar.
Me decepcionei com Steven Soderbergh. Tem tempo que tinha gostado dos filmes dele. Porém, Solaris é um filme monotóno e chato. Soderbergh é bem pretencioso com esse filme. Primeiro, que ele tenta fazer uma coisa clássica, mas não consegue. A trilha sonora só serve pra encher o saco. Segundo, que ele se achou tão bom, que com as cenas tediosas, chatas e monótonas, ele tenta dar uma sacada de genial tentando se aproximar aos padrões lynchianos (mas mais mal feito). Além, dele tentar também se aproximar de algo como "2001: Uma odisséia no espaço". Na verdade, a impressão que se tem é que é um remake muito fiel. Isso porque, de tão mal feito, algumas cenas parecem ter sido filmadas em 1972. O cenário é uma espécie de "cenário clichê". A nave espacial é toda com cores prateadas e é toda iluminada. Outra falha do roteiro de Soderbergh (além do monotonismo ), é a superficialidade do tema. Na verdade, o tema é chato mas podia ser bem trabalhado e aprofundado. Temas que envolvem a mente humana são sempre muito ricos. Mas de uma coisa não se pode queixar: Todos os enforços de Soderbergh não foram em vão. Com seu roteiro e sua direção, ele passou perfeitamente o clima dos habitantes da nave: alienação e tédio."
Eu, sendo admirador de Tarkovsky, certamente vem à mente comparações com o filme original e o livro.
Mas não podemos fazer isso, este Solaris de 2002 é uma obra distinta. Tarkovsky imprimia muita densidade num filme, associando-se a diversos recursos técnicos como, por exemplo, jogo de cores, expressividade dos atores...
Soderbergh fez uma homenagem. Aqui também, como no caso do filme soviético, a ficção científica é só pano de fundo o para desenvolvimento da trama.
E, imagino a dificuldade de adaptação do enredo a um formato de menor duração e narrativa mais ágil.
E, quer saber, eu até gostei do filme. Tem bons efeitos visuais, interpretações convincentes, a interação do casal central ajudou muito. E conseguiu transmitir uma história existencialista nas telonas.
Esse remake em especial me deixou curioso pela assinatura de Soderbergh na reimaginação de uma obra complexa de um diretor não menos. Infelizmente o que vemos mais uma vez é o registro do esvaziamento do conteúdo do original, capaz sim, de irritar entusiastas da filmografia de Tarkovsky e amantes de seus admiráveis planos-seqüência. A história do psiquiatra que é enviado em uma missão numa estação que orbita o planeta Solaris para lá reencontrar sua esposa, morta na Terra anos antes de sua partida, aqui aparece fria e isenta quase por completo de todo o aspecto humano e questionamentos subjetivos, verdadeiros focos da versão soviética. Fica a saudade do original em imagens que respeitam a estética registrada por Tarkovsky, mescladas a outras que me parecem homenagens ao revolucionário “2001, Uma Odisséia no Espaço”. O “mar de Solaris” caótico e assutador no cinza de 1972 volta lilás, tão psicodélico quanto sem graça! Clooney vive um Chris Kelvin mais superficial e exagerado. O exagero também prejudica Jeremy Davis, mas os fãs de Lost gostarão de matar saudades. Natascha McElhone contribui com sua beleza, mas sua Rheya é mais rasa que banheira de neném. Até respeitaríamos (entender nunca) o projeto pessoal de Soderbergh de revisitar a obra de um ídolo, verificada no respeito à cronologia dos eventos que se sucedem em Solaris, mas certamente o nosso respeito acaba ao depararmos com a garfada impediosa no epílogo da história e com o final açucarado e enlatado demais. O máximo de poesia que encontramos no filme são os poucos excertos lidos monocordicamente em determinadas cenas. Tarkovsky certamente está revirando no túmulo!
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