O Júri
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4,0
470 notas

18 Críticas do usuário

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

1.597 seguidores 293 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Este é o que eu chamo de cinemão em grande estilo. Temática jurídica baseada em best-seller de John Grisham, dupla de atores de primeiríssima linha, Gene Hackman e Dustin Hoffman, um elenco de apoio excelente, uma cidade exótica onde se desenrola a trama, Nova Orleans, e uma direção ágil, eis que temos como resultado um filmão. Daqueles que as mais de duas horas parecem passar em 10 minutos. Um jovem executivo é assassinado juntamente com outras 10 pessoas, vítimas de um tresloucado portador de uma pistola automática. Isso dá margem a que a viúva entre na justiça contra a indústria de armas, que todos sabemos ter um lobby fortíssimo no congresso norte-americano. Wendell Rohr (Dustin Hoffman) é o advogado responsável pela acusação à indústria de armas, que será defendida por Fitch (Gene Hackman), que tem à sua disposição toda uma equipe de investigadores. Eles analisam o perfil psicológico de cada um dos jurados. A turma do Fitch estuda cada aspecto envolvido no julgamento. Se for necessário usar espionagem e suborno, esses ingredientes serão adicionados ao esquema. Fitch e seus asseclas não contavam que o júri teria um membro infiltrado, Nicholas Easter (John Cusack), que influenciará no veredito final. Nicholas e sua namorada, Marlee (Rachel Weisz), irão persuadir o júri para o lado da indústria de armas ou para o lado da viúva, dependendo de qual dos lados pagar mais. O personagem de Gene Hackman diz um frase luminar: "Julgamentos são muito importantes para serem decididos por jurados". O pragmático Hackman que de controlador passa a ser controlado. Um thriller de tirar o fôlego.
Nelson J
Nelson J

51.029 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 19 de junho de 2020
Grandes atores, mas uma estória óbvia e previsível. A namorada de um jurado oferece o veredito por um preço e obviamente a diabólica indústria de armas irá pagar e fazer jogo sujo, mas a intenção do jurado é outra.
Israel F.
Israel F.

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2,5
Enviada em 28 de novembro de 2015
spoiler:
RESENHA CRÍTICA DOS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO NO FILME O JÚRI

O JÚRI (RUNAWAY JURY) É UM FILME ESTADUNIDENSE DE 2003 DIRIGIDO E PRODUZIDO POR GARY FLEDER, BASEADO NO LIVRO THE RUNAWAY JURY, DE JOHN GRISHAM, CONTÉM 127 MINUTOS E É DISTRIBUIDO PELA 20TH CENTURY FOX.

O Filme “O Júri” se diz respeito a uma viúva que decide entrar com um processo na justiça, pedindo uma indenização milionária, contra as empresas de armas, por considera-las coparticipante na morte de seu marido. Para defendê-la ela contrata o advogado Wendell Fohr (Dustin Hoffman). Porém Fohr precisará enfrentar Rankin Fitch (Gene Hackman), um especialista em selecionar os jurados de forma a garantir de antemão sua vitória no julgamento. Mas o que Fohr e Fitch não contavam é que um dos jurados, Nicholas Easter (John Cusack), tem seus planos para manipular o júri. E, com o apoio de Marlee (Rachel Weisz), pretende chantagear a dupla, em troca da compra de um veredito, mas na realidade se trata de uma vingança contra Rankin, pelo julgamento da morte de Gabriele irmã de Marlee.
Tento em mente uma análise crítica, no que diz respeito ao processo de comunicação no filme, é bastante evidente a utilização das técnicas da interpretação da comunicação corporal e comportamental por parte do personagem Rankin, pois ele analisa os diferentes estilos das pessoas com o objetivo de selecionar os que supostamente seriam os mais favoráveis a seu posicionamento defendido no tribunal, isto é bastante evidente quando Ranki, pretende selecionar uma jurada gorda chamada Delores Kinnerly (Rusty Schwimmer), pois em suas palavras: “gordas são tensas e antipáticas”, outra cena que se nota muito bem esta análise comunicativa de Rankin é na cena ao qual quando o personagem chega na cidade onde vai ocorrer o julgamento, dentro de um táxi, ao conversar com um taxista; só em analisar os objetos ao qual este taxista carregava consigo no carro, consegue detectar o momento ao qual aquele homem tem passado e é baseado neste tipo de comunicação impulsiva, realizada pelas pessoas que o todo filme é construído.
Outro ponto referente a comunicação que nos chama a atenção no referido filme, se diz respeito ao uso de alta tecnologia, para comunicação entre o advogado Cable (Bruce Davison) e Rankin, ao qual, chegam a usar uma espécie de fone de ouvido de condução óssea, para que o advogado Cable, consiga escutar as dicas da equipe de Rankin, além claro de um óculo e uma maleta especial para captação de vídeo se apropriando então dos órgãos de comunicação da visão e audição, elementos estes que ajudam a identificar ao decorrer do filme a pessoa responsável por tentar vender o júri.
Quando falamos da comunicação no filme o Júri, um fato que é aparente é a comunicação persuasiva onde chega ao seu pico emblemático, quando Marlee entrega, envelopes com a mensagem “JURY FOR SALE” ou seja, júri a venda, ela ali se ultiliza de cor vermelha nas letras; uma tática muito boa no requisito comunicação, pois como no estude de pesquisadores da University of British Columbia ao avaliarem o comportamento de 600 pessoas que executaram tarefas que exigiam atenção a detalhes (como revisão de textos) e outras que exigiam criatividade (como resolver um problema). Eles se saíram melhor nos testes que exigiam atenção aos detalhes, quando o plano de fundo do computador que estavam usando era vermelho é observável então que o diretor do filme, nos quer atrair a atenção para o fato do júri está sendo negociável e do ponto de vista dos personagens, Marlee, tenta demonstrar uma solução fácil e objetiva ao caso, pois como nos diz uma pesquisa de 2007 do professor de psicologia Andrew Elliot, da University of Rochester; o vermelho nos faz lembrar dos erros cometidos e queremos evitá-los de se repetirem.
Em Suma, o filme O Júri é recheado de elementos de fator comunicativo, até mesmo, com seu telespectador, onde é claro e evidente, por intermédio de frases seletivas, principalmente dos advogados, querer levar o telespectador a ser contra o porte de armas, e é aí que detectamos a magia da comunicação, pois é utilizado, elementos audiovisuais e argumentos puramente sentimentais, sem base em realidade, para induzir seu telespectador ao objetivo do autor desta produção. Indo em direção a dados condizentes a realidade podemos citar o relato de um trecho da reportagem da empresa jornalística BBC no dia 18 de dezembro, 2012 ao qual nos diz o seguinte: “Baseado em estimativas colhidas em 2007, o relatório do UNODC diz que, nos Estados Unidos, havia 270 milhões de armas em posse da população, contra 15 milhões no Brasil. Não fica claro, entretanto, se os números são apenas de armamentos registrados, ou também se englobam estimativas de armas ilegais. O que fica claro é que os americanos vivem bem mais "armados" do que os brasileiros. Mas enquanto nos EUA a taxa de óbitos por arma de fogo é de 3,2 por 100 mil habitantes, no mesmo ano, em 2010, os brasileiros contavam 19,3 mortos por 100 mil. ”
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