Os Sonhadores
Média
3,9
732 notas

33 Críticas do usuário

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Vinipassos
Vinipassos

259 seguidores 178 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de abril de 2014
Incrível como é retrata a vida desses 3 jovens, é impressionante, nudez constante, completamente artístico. Como cinéfilos, a direção e edição conseguiram capturar e colocar na tela oq se passaria na mente deles, em reprodução das cenas.
Ótimas atuações, como disseram, química perfeita e a Eva Green maravilhosa, q sonho.
Dá pra ver no olhar dos gêmeos q não há incesto, é como se fossem um só, vendo seu reflexo e nunca se desgrudando dele.
O sangue de Isabelle com Theo foi a coisa mais linda que já vi, sangue de fogo, excitante como gozo, incrível.
Igor Durden
Igor Durden

52 seguidores 96 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Uma obra-prima do cinema francês e italiano!!
A forma como o filme retrata a juventude, a paixão e o sexo de uma forma realista e não apelativa! Atuação boa de todo o elemco, trilha sonora realmente muito linda!!! Enfim, esse filme, é top da minha lista dos melhores estrangeiros que ja vi!!
Nota 100
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de dezembro de 2013
A cada obra de Bertolucci que eu vejo, minha relação de amor e ódio com ele cresce assustadoramente!!! A trilha sonora afe... maravilhosa...
Cinemauniversal
Cinemauniversal

37 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de agosto de 2013
A revolução, o medo, o delírio e a obra de Bertolucci.

Quando Bernardo Bertolucci (O Último Tango em Paris) começou a filmar Os Sonhadores, de primeira linha, no primeiro ato, e não apenas em sua introdução dos créditos iniciais, a certeza era absoluta: esse é um filme para se deliciar. E não foi por menos. Existe aqui uma instigante e sexy homenagem ao cinema, à forma de se fazer arte e como se debruçar em metáforas compostas da máxima competência que esta sétima propõe aos leitores/espectadores. Quem tentar compreender um dos melhores e mais deliciosos filmes de Bertolucci como apenas amostragens poéticas sexuais, está enganado até a segunda ordem.

Matthew é um estudante americano que está alocado na Paris de 1968. Ano de muitas manifestações no cinema, ele conhece dois irmãos franceses (gêmeos, segundo eles) e os três começam a viver experiências sexuais visivelmente eróticas entre eles. De imediato vem o pensamento de incesto, libidinosas práticas, homossexualidade. No entanto, mais do que isso, e, além disso, vale frisar, a poética desses acontecimentos é somente um plano secundário para o que o autor quer insinuar, mas não respondendo, a seus leitores. Com Theo e Isabelle, o estudante é recebido numa nova atmosfera de desejos e concepções sobre o prazer do descobrimento, deixando para trás, por um momento, suas antigas e conservadoras inquietações.

Dentre os três personagens centrais, Isabelle é a mais interessante. Quando apresentada ao espectador, é tão reveladora e complexa quanto os dois rapazes. Complexidade essa maximizada nos atos seguintes, reportando aos que assistem dúvidas sobre sua consciência frágil e doce, a sóbria e por vezes patológica sonhadora condição psicológica. Doçura e devaneio. Já Theo é um bom traço de política no texto, discutindo com Matthew sobre as incapacidades e congruências de se lutar contra a repressão, munido pela violência e pelas ideologias destronadas pelos regimes da França dos anos 60. A década das revoluções culturais, da nova música, do cinema de autor, da sexualidade e do grito do povo.

Assistir a Os Sonhadores é aprender mais e mais sobre cinema. Ser um passageiro no navio de emoções e prazeres do diretor italiano que viaja com sua câmera com os suaves planos-sequência, pelos quartos e corredores da bela casa desenhada como um espaço que respira desejo e contradições. Nesse ambiente, o trio de amigos que inicialmente experimentaram uma nova forma de conhecer um ao outro, evolui para o que se poderia chamar de "triângulo amoroso contemplativo". Eles chegam a um nível tão íntimo (cenas como a da masturbação frente a uma foto de Marlene Dietrich; quando Matthew e Isabelle fazem amor diante de Theo; ou quando correm nos corredores do Museu do Louvre, fazendo uma bela referência a Band à Part, e aceitando o estudante americano como um deles) que sofrem as consequências de se dar abertura ao outro, revelando aos seus o lado mais profundo e enigmático de cada um.

Mesmo assim, ainda que mergulhados (literalmente, a cena da banheira, belíssima!) um dentro da mente do outro, como indivíduos simbióticos, os três se tornam dois. Theo e Isabelle são únicos: são apenas o Um, e não há nada que os faça separar. Enquanto que Matthew é apenas um secundário, sem nenhuma interferência significativa neles.

Bernardo Bertolucci não quer provar nada, apenas insistir que o leitor desenvolva suas próprias interpretações dos personagens, das proposições sobre política, poder e cultura. As cenas não contem nenhum pudor: vaginas e pênis são mostrados livremente, a fim de desnudar a sociedade de seus preceitos entendidos como corretos, mesmo diante de tanta corrupção e a doença da igualdade de direitos entre os indivíduos que a compõe. Muita música, muito sexo, e muita filosofia para apresentar outro lado do prazer, dos desejos e do saber sonhar com algo, mesmo que vá contra um amigo ou contra uma nação; neste último caso, complacente com a situação, acredita Theo.
looidi
looidi

18 seguidores 76 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Nos dias 24 e 26 de Julho de 2011, a oportunidade de tê-lo em filmoteca pessoal, pelo TC-Cult [ http://globosat.globo.com/telecine/canais/filmes.asp?cid=30&fid=4866&criticas=1&eid= ]. Pra dizer o essencial, trata-se de um momento-maior de Bertolucci. 4,5 estrelas, equivalente a nota 8,5
Victor Mendes
Victor Mendes

7 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de setembro de 2021
É um filme com pegada psicológica. Trata muito bem da relação a dois dos irmãos e a tentativa quase impossível de um terceiro adentrar nela. Pra mim esse é o assunto principal do filme : os irmãos se bastam e não se cansam deles mesmos, mas isso não é verdadeiro pro "alien" da relação. Ele sempre vai estar de lado, desejando ser carne da carne deles, mas sabendo que é descartável, que é um amor passageiro, embora os ame de verdade.
Numa família desorganizada, com os pais ausentes, restou aos gêmeos encontrar apoio e fraternidade entre si. Os dois são a própria família, e em algum momento, essa relação atingiu o sexual. Matthew é aceito, mas com críticas e divergências. Acho que a relação, no entanto, foi sendo construída ao longo da trama devido à condição semelhante de Matthew: ele também estava perdido e distanciado dos pais. Essa construção só é interrompida no final, quando Theo se desentende com o amigo e Isabelle o segue, reforçando que naquele trio romântico existiam certas predileções que Matthew nunca poderia corresponder.
Luiz O.
Luiz O.

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de junho de 2015
Bom filme, história bacana. Principal problema é a filmagem ser um pouco ruim. Cenas quentes.
JOPER
JOPER

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de maio de 2020
Engana-se quem acreditou que Os Sonhadores foi apenas mais um filme do Bernardo Bertolucci. Além de um excelente filme, é também um poema em movimento, uma aula de história de um mundo em ebulição, da contracultura, do cinema e sobre mudanças de paradigmas a respeito de uma geração com desejo de fazer a (re)evolução de costumes, da política e da arte em geral.

As personagens, representadas por três jovens, uma casal de gêmeos franceses e um americano, retrata o encontro do velho continente com suas características revolucionárias com a America, o novo mundo, conservadora, racista e intervencionista. A arte, em especial o cinema e a música, universal, assim como aquela geração representada pelas personagens, é o elo para se construir novos tempos, para se abrir horizontes, para deixar o mundo menos chato e careta.
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