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marcelo
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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um ótimo filme ... ele busca as raizes do cinema ... sem contar que se passa na cidade mais linda do mundo ... com uma trilha sonora que vai de La Mer ... a Jim Morson e Janes Joplin .... fazia tempo que um filme tão inteligente era lançado.
O título do filme bem que podia ser ''Os Nada'', porque o filme é basicamente isso : UM GRANDE NADA COM NADA!!! Eva Green é uma das pouquíssimas razões para ver esta energúmena fita...
Delirei com a cena final. Quando Mathew discorda dos irmãos com relação ao uso da violência no emergente movimento estudantil de maio/68. Vibrei com a música de Piaf "Non, je ne regrettre rien" e ao fundo a polícia atacando os manifestantes. Lembrei-me do embate entre Rosa de Luxemburgo e Lênin a respeito da revolução. Ela defendia a revolução de forma pacífica e ele o uso da violência para se chegar nela...Excelente filme.
A revolução de 68 em Paris é revisitada pelo mestre italiano de uma maneira tangencial. Através do trio formado pelo norte-americano Matthew (Michael Pitt) e os irmãos gêmeos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) vivem no epicentro da revolução mais charmosa na história do século XX. Isso não quer dizer que eles sejam revolucionários propriamente ditos. A paixão pelo cinema fez com que o americano recém-chegado a Paris e os gêmeos viessem a se conhecer. O radicalismo do trio não está nas passeatas e nos confrontos com os policiais franceses, mas sim na relação que eles estabelecem entre si dentro do apartamento dos gêmeos franceses. Eles discutem cinema (Matthew prefere Buster Keaton a Charles Chaplin enquanto Theo aprecia este último), política (Theo é maoísta enquanto Matthew é contrário a um regime que permite que todos leiam apenas o livro vermelho), música (Matthew idolatra Jimi Hendrix, já Theo venera Eric Clapton). É em direção de Isabelle que a paixão de ambos converge. Esse triângulo tem inevitavelmente um tempo de duração limitado. Trata-se de uma homenagem explícita a François Truffaut, mais especificamente a seu filme "JULES E JIM". Por sinal, inúmeros filmes e diretores recebem deferência do diretor de "O ÚLTIMO TANGO EM PARIS" (com o qual "OS SONHADORES" guarda várias semelhanças). As transgressões do trio dentro do apartamento são muito maiores do que aquelas dos estudantes e trabalhadores franceses que transformaram as ruas de Paris num palco de ebulição política. Esta é uma característica do cinema de Bertolucci; a sensualidade como uma das formas de expressão mais poderosas do ser humano. A atuação do trio central é excelente, particularmente a belíssima Eva Green e o cover do Leonardo DiCaprio, Michael Pitt. É com ele que nos tendemos a simpatizar, por ser inteligente, articulado, diria, sensato. Já Theo com sua aparência blasé. e suas atitudes típicas de radicais-chique, não ganham o nosso afeto. Enfim, estamos diante de um raio X da adolescência européia no final dos anos 60. E ao som de The Doors, Jimi Hendrix e Janis Joplin nos tornamos admiradores e cúmplices destes sonhadores inocentes que Bernardo Bertolucci tão bem retratou.
Poeticamente poderoso, o filme é lindo, gostoso de se ver e se for assistido sem moralismos ultrapassados chocará positivamente o espectador. Além de uma trilha sonora sublime.
Todas as obras do mestre são inigualáveis e maravilhosas, fica difícil para um amante de cinema escolher uma. Mas vou me ater ao filme Os Sonhadores, que é um dos meus preferidos; fotografia musica e roteiro magníficos. Musica! Nossa! Deslumbrante. O bom e velho Rock dos anos 60, regado a Hendrix Experience. Um tributo ao cinema. Varias citações de filmes clássicos e de diretores do cinema arte. Truffaut, Godard, Antonione, Visconte e muitos outros importantíssimos para a historia do cinema. Incluindo a relação amorosa o incestuoso ménage, que dá um charme maior a trama. As passeatas de defesa a arte, a liberdade política, a igualdade. O mundo estudantil refletido em cores, moda e Rock and Roll. Muito vinho, cigarro, como pede o bom cinema. Roteiro rebelde analisando todos os aspectos cinematográficos da época; a musica que se fazia e a Arte em geral. Os atores jovens que nos remete o tempo do frescor, da indignação política, artística. Bonitos e inteligentes vão desenhando o filme com maestria. Seios, púbis, peles, traspassando na tela. É quando sentimos que o cinema está vivo; mágica, loucura. Lindo filme que ainda vejo até hoje, só por saudade. Ass, Agathe Cleofas
Esse filme tem uma referência histórica ótima! Com um diretor que eu adoro, eu não poderia deixar de amar o filme. O mesmo envolve com o desenrolar da história muito bem escrita apesar de ter história original de um livro.
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