Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
agathe
2 críticas
Seguir usuário
2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Bertolucci
Todas as obras do mestre são inigualáveis e maravilhosas, fica difícil para um amante de cinema escolher uma. Mas vou me ater ao filme Os Sonhadores, que é um dos meus preferidos; fotografia musica e roteiro magníficos. Musica! Nossa! Deslumbrante. O bom e velho Rock dos anos 60, regado a Hendrix Experience. Um tributo ao cinema. Varias citações de filmes clássicos e de diretores do cinema arte. Truffaut, Godard, Antonione, Visconte e muitos outros importantíssimos para a historia do cinema. Incluindo a relação amorosa o incestuoso ménage, que dá um charme maior a trama. As passeatas de defesa a arte, a liberdade política, a igualdade. O mundo estudantil refletido em cores, moda e Rock and Roll. Muito vinho, cigarro, como pede o bom cinema. Roteiro rebelde analisando todos os aspectos cinematográficos da época; a musica que se fazia e a Arte em geral. Os atores jovens que nos remete o tempo do frescor, da indignação política, artística. Bonitos e inteligentes vão desenhando o filme com maestria. Seios, púbis, peles, traspassando na tela. É quando sentimos que o cinema está vivo; mágica, loucura. Lindo filme que ainda vejo até hoje, só por saudade. Ass, Agathe Cleofas
Esse filme tem uma referência histórica ótima! Com um diretor que eu adoro, eu não poderia deixar de amar o filme. O mesmo envolve com o desenrolar da história muito bem escrita apesar de ter história original de um livro.
Nos dias 24 e 26 de Julho de 2011, a oportunidade de tê-lo em filmoteca pessoal, pelo TC-Cult [ http://globosat.globo.com/telecine/canais/filmes.asp?cid=30&fid=4866&criticas=1&eid= ]. Pra dizer o essencial, trata-se de um momento-maior de Bertolucci. 4,5 estrelas, equivalente a nota 8,5
É um filme com pegada psicológica. Trata muito bem da relação a dois dos irmãos e a tentativa quase impossível de um terceiro adentrar nela. Pra mim esse é o assunto principal do filme : os irmãos se bastam e não se cansam deles mesmos, mas isso não é verdadeiro pro "alien" da relação. Ele sempre vai estar de lado, desejando ser carne da carne deles, mas sabendo que é descartável, que é um amor passageiro, embora os ame de verdade. Numa família desorganizada, com os pais ausentes, restou aos gêmeos encontrar apoio e fraternidade entre si. Os dois são a própria família, e em algum momento, essa relação atingiu o sexual. Matthew é aceito, mas com críticas e divergências. Acho que a relação, no entanto, foi sendo construída ao longo da trama devido à condição semelhante de Matthew: ele também estava perdido e distanciado dos pais. Essa construção só é interrompida no final, quando Theo se desentende com o amigo e Isabelle o segue, reforçando que naquele trio romântico existiam certas predileções que Matthew nunca poderia corresponder.
Bertolucci é um ótimo diretor, e fez um trabalho espetacular com Os Sonhadores. Eva Green está ótima como Isabelle (uma personagem complexa na minha opinião), Michael Pitt está muito bom (me lembrou o jovem Leonardo DiCaprio) e Louis Garrel interpretou Theo de uma maneira que me fez ficar apaixonada pelo personagem e é sempre ótimo ver o lindo Louis. Um filme sexy, poético e maravilhoso de Bertolucci
Engana-se quem acreditou que Os Sonhadores foi apenas mais um filme do Bernardo Bertolucci. Além de um excelente filme, é também um poema em movimento, uma aula de história de um mundo em ebulição, da contracultura, do cinema e sobre mudanças de paradigmas a respeito de uma geração com desejo de fazer a (re)evolução de costumes, da política e da arte em geral.
As personagens, representadas por três jovens, uma casal de gêmeos franceses e um americano, retrata o encontro do velho continente com suas características revolucionárias com a America, o novo mundo, conservadora, racista e intervencionista. A arte, em especial o cinema e a música, universal, assim como aquela geração representada pelas personagens, é o elo para se construir novos tempos, para se abrir horizontes, para deixar o mundo menos chato e careta.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade