O roteiro é impecável, o filme é passado de trás para frente, em alguns momentos parece que vai se perder, porém o filme se acha e muito bem por sinal, a cena do estupro da para sentir na pele de tão real que parece e tem a cena do instintor de incêndio que é tão brutal quanto a cena do estupro, o filme é bem diferente do convencional.
Gaspar Noé, diretor conhecido por sua abordagem visceral e provocativa, eleva a discussão sobre os limites do cinema em Irreversível. Este drama psicológico é ao mesmo tempo fascinante e perturbador, desafiando as convenções narrativas ao utilizar a estrutura reversa para contar uma noite de tragédia e vingança.
O filme, estrelado pelo trio brilhante Monica Bellucci, Vincent Cassel e Albert Dupontel, conduz o espectador por um labirinto emocional, começando com atos de violência e culminando em uma esperança irônica — revelada somente no final cronológico da história. Ao inverter a ordem dos acontecimentos, Noé não apenas redefine o impacto da narrativa, mas também obriga o público a refletir sobre as escolhas e consequências que precederam cada evento.
O ponto central do enredo, a infame cena de estupro que choca por sua brutalidade e realismo, é um divisor de águas na história do cinema. Gaspar Noé utiliza técnicas cinematográficas de maneira magistral, como os planos-sequência intensos e os sons de baixa frequência que aumentam a sensação de desconforto. Essas escolhas visuais e sonoras transformam o filme em uma experiência sensorial quase insuportável para muitos, mas é exatamente nessa intensidade que reside seu impacto.
Embora tenha sido indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, Irreversível não é um filme para todos. Sua crueza e seu desespero emocional o tornam mais uma experiência do que uma narrativa convencional. O mérito de Noé está em sua dedicação ao realismo brutal e em sua habilidade de explorar as profundezas da humanidade — tanto as mais sombrias quanto as mais esperançosas.
Por fim, Irreversível não busca agradar ou confortar; ao contrário, ele exige uma reflexão profunda sobre a fragilidade humana e a violência que permeia nossas escolhas. É uma obra que desafia e permanece com o espectador muito tempo após os créditos finais.
Filme com roteiro e estética discutíveis. Câmera desfocada e girando, vertigem, sem trilha sonora, mas com barulho de fundo. Sem diálogos, só gritaria, enfim é o que é. O que Bellucci faz neste filme? Mistério.
Para um filme de 2002, achei muito bom. A forma como ele começa é bem pesada e angustiante, e embora a gente saiba que o "fim" da história é ruim, ao mesmo tempo o "começo" vai deixando o filme mais leve e menos tenso. A cena do estupro é bem pesada e a mais forte que vi até hoje, por isso dou nota 10 para as atuações.
O filme é claustrofóbico,se percebe logo no começo(no final) e tem vários artifícios para te fazer ficar incomodado,pra mim não fez efeito,tirando a tremedeira da câmera,mas li que várias pessoas sentiram náuseas e outras coisas. Parece ser chato e sem sentido,mas depois que assistimos um pouco mais,vai ficando mais fácil de se entender. Achei válido a cena da violência contra a Alex,justamente pra que tenhamos uma noção de quão horrível,verdadeiramente ela é (e a mesma foi filmada pela própria Monica.) Realmente,não temos poder sobre o destino e o que foi feito,não podemos mudar. "O tempo destrói tudo"
Preciso, bem dirigido, ótima ambientação, trilha sonora, a movimentação da câmera e uma realidade crua, nua e visceral. Você sofre junto a vítima, você fica ofegante junto ao "justiceiro". Que experiência nauseante, atordoada e impactante.
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