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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2024
Inspirado na vida de sua mãe, a atriz Malu Rocha, Pedro Freire entrega em Malu um drama familiar intimista e potente. Ambientado em 1990, o filme acompanha Malu (Yara de Novaes), uma atriz desempregada que sonha transformar sua casa inacabada em um espaço teatral, enquanto divide o espaço com sua mãe conservadora, Lili (Juliana Carneiro da Cunha), e recebe a visita da filha Joana (Carol Duarte), recém-chegada da França.
Com influências declaradas de John Cassavetes e ecos de Uma Mulher Sob Influência, a obra destaca a atuação extraordinária de Yara de Novaes, que, junto ao elenco, imprime realismo e tensão às relações. O conflito geracional entre as três mulheres reflete, com melancolia e intensidade, os desafios de identidade, sonhos frustrados e afeto.
Premiado no Festival de Sundance e no Festival do Rio, o filme conquistou os prêmios de Melhor Filme (dividido com Baby), Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Yara de Novaes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha). Malu é uma homenagem sensível, que transforma memórias familiares em uma narrativa universal sobre arte, legado e resistência. Homenagem delicada, atuações impressionantes, conflitos familiares realistas. Cinema intimista marcante.
Filme MARAVILHOSO!!! De uma sensibilidade ímpar. Todos os atores são intensos em suas interpretações. Parabéns ao elenco, ao diretor, a todos os envolvidos.
Premiado no Festival do Rio com o troféu de melhor filme junto com Baby, Malu é um projeto pessoal de Pedro Freire, filho da atriz Malu Rocha com Herson Capri, sobre a mãe morta em 2013. Malu era atriz de teatro e TV, fez novelas na Globo e saiu em turnê pelo país, mas o filme a retrata durante o período de decadência, vivendo com a mãe em uma casa precária do litoral do Rio de Janeiro. Malu é uma força da natureza, uma mulher forte, complexa, inteligente, vivendo das glórias do passado. O que mais se destaca nesse bonito trabalho de Pedro Freire é a direção das atrizes, todas formidáveis. Tanto a que faz a filha, Carol Duarte, a avó, Juliana Carneiro da Cunha e, principalmente Yara de Novaes. Pedro Freire não deixa arestas, não esconde os podres da relação entre as três e os momentos ternos, sinceros. É uma espécie de psicanálise ficcional, um acerto de contas com seu passado e uma homenagem à mãe, hoje esquecida. Também é um manifesto contra a caretice, contra o conservadorismo. Malu lutou contra tudo isso e o filho percebe que a nova geração não aprendeu com os erros do passado. Em cartaz nos cinemas.
Enquanto tem filmes que fazem um esforço para engajar,envolver e entreter o espectador...o grande trunfo dessa historia, está nas interpretações poderosas das protagonistas. Um drama familiar, (baseado em uma história real)no qual,narra a relação conflituosa entre 3 gerações de mulheres - envolvidas em uma espiral constante de: amor, rancor, mágoas, preconceitos,traumas e afetos. Ganhador de alguns prêmios, as atuações são impactantes / viscerais e mostra o quanto uma narrativa sensível, bem contada/dirigida podem ser uma obra belíssima e impactante.
As atuações de Yara de Novais como Malu, e a de Juliana Carneiro da Cunha, a Lili, são excepcionais por revelar uma carga dramática bem construídas em seus papéis, nas suas condições da bipolaridade e descontrole emocional da filha, e da dependência entre mãe e filha. Elas se precisam! Parabéns a todo o elenco e roteirista desse filme denso e revelador das tragédias que são parte da vida de todo mundo.
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