Nada Será Como Antes - A Música do Clube da Esquina: Críticas
Nada Será Como Antes - A Música do Clube da Esquina
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Adriano Côrtes Santos
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4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Emocionante e nostálgico, mas faltou aprofundar impacto cultural do movimento. "Nada Será Como Antes – A Música do Clube da Esquina", de Ana Rieper, é um mergulho nostálgico e emocionante nas memórias de um dos discos mais icônicos da música brasileira. Com uma narrativa que combina depoimentos íntimos, imagens de arquivo e clipes musicais, o documentário resgata com delicadeza as origens do Clube da Esquina, desde o encontro casual entre Lô Borges e Milton Nascimento até a formação do coletivo que marcaria a história da MPB.
A obra brilha ao capturar a essência afetiva das relações entre os músicos e sua genialidade criativa, tornando-se uma celebração tanto da amizade quanto da música. Porém, enquanto o prólogo, que revisita momentos singelos como o encontro de Lô e Bituca na padaria, é cativante e dá o tom da narrativa, o filme poderia ousar mais ao explorar o impacto social e cultural do movimento além da nostalgia. Ainda assim, é uma experiência valiosa, especialmente para os fãs da MPB, que encontrarão nesse registro uma homenagem sincera e sensível a um marco atemporal. E viva a musicalidade de Minas!
Documentário que apresenta a gênese do movimento musical mineiro que explodiria criativamente com o álbum Clube da Esquina. Desconfia-se que o termo vá além do próprio álbum, pois não se encontra restrito a ele, e a denominação remetia a um clube que não era o Oasis, clube para o qual os jovens haviam sido chamados, mas não tinham dinheiro para ir, e teria sido criado em resposta por Lô Borges. E um Clube da Esquina, ampliado literalmente ou não, deve levar em conta, além de Lô e Milton Nascimento, igualmente Beto Guedes, Tavinho Moura, Ronaldo Bastos, Toninho Horta, Márcio Borges e o restante do clã Borges, Wagner Tiso, Robertinho Silva, Novelli e outros. mais em:
Sinopse: A produção musical do grupo de artistas que criou os álbuns "Clube da Esquina", volumes 1 e 2. O processo de criação artística e inspiração poética desses músicos - lugares, pessoas e emoções que deram origem a cada uma dessas canções emblemáticas.
Crítica: "Nada Será Como Antes - A Música do Clube da Esquina" traz à tona um aspecto importante da música brasileira, celebrando o legado dos álbuns "Clube da Esquina", volumes 1 e 2, e apresentando as histórias que cercam a criação dessas canções emblemáticas. Através das memórias e dos afetos dos artistas envolvidos, a produção busca capturar a essência do movimento musical e o impacto cultural que ele teve.
No entanto, uma das críticas que se pode fazer à obra é sua tendência a adotar um ritmo monótono, que pode se tornar cansativo para aqueles que não são fãs ardorosos desse estilo musical. Enquanto o filme se dedica a explorar lembranças íntimas e experiências pessoais, que são, sem dúvida, significativas, muitos podem sentir que a narrativas se estendem por tempo demais, sem inovações ou dinâmicas que prendam a atenção. O foco em conversas nostálgicas e contemplações pode restringir o envolvimento de um público mais amplo que busca algo mais vibrante e impactante.
Além disso, há a percepção de que o filme poderia ter aproveitado melhor a oportunidade de explorar o impacto técnico e a genialidade harmônica das canções que compõem o 'Clube da Esquina'. O magnífico entrelaçamento de estilos e as inovações musicais que esses álbuns trouxeram ao cenário musical brasileiro mereciam uma análise mais detalhada e aprofundada. A experiência auditiva que essas músicas oferecem – com suas nuances, harmonias complexas e arranjos inventivos – poderia ter sido um foco central da narrativa, em vez de se concentrar apenas no clima descontraído de conversas entre amigos.
Essa abordagem poderia proporcionar uma compreensão mais rica e multifacetada da contribuição desses artistas para a música e a cultura. Diante disso, a obra, embora repleta de momentos tocantes e significativos, pode ser vista como um retrato que, apesar de sua beleza, não consegue captar a totalidade e a profundidade do que realmente representa o 'Clube da Esquina'.
"Nada Será Como Antes" tem seu valor e suas qualidades, especialmente para os fãs do gênero, mas, ao mesmo tempo, pode não conseguir engajar totalmente aqueles que esperam uma exploração mais robusta e energizada do legado musical que celebra. O equilíbrio entre nostalgia e uma análise crítica poderia ter enriquecido ainda mais a experiência proporcionada pelo filme.
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