O Auto da Compadecida 2” decepciona ao tentar reviver a magia do clássico sem capturar sua essência. O roteiro é inconsistente, falhando em equilibrar humor e crítica social, tornando a narrativa arrastada e sem impacto. Os efeitos visuais são exagerados e artificiais, destoando do charme rústico do original. Além disso, o cenário grotesco e a falta de inovação prejudicam a imersão, tornando a experiência frustrante. Infelizmente, a sequência parece uma tentativa comercial sem a profundidade e espontaneidade do primeiro filme. Nota: 2/5
Extremamente DECEPCIONADO, esperava mais, porém, roteiro fraco, histórias confusas, muito uso de computação gráfica, após 24 anos, poderiam ter entregue algo melhor. Lamentável, não assistirei novamente e não recomendo. Assista apenas o primeiro que é melhor, e finja que nunca teve o segundo.
Os personagens principais continuam com ótimas atuações, são um show a parte. O Coronel e sua filha também mandam muito bem. Mas o restante do elenco é fraco e forçado, fazendo cair bem a qualidade do filme. Outra coisa bem nítida é que repetem o enredo do filme anterior, praticamente uma cópia do primeiro filme, porém bem inferior. Diversão apenas razoável, graças aos personagens destacados. No mais, sem grandes surpresas e nem de perto tem a magia do primeiro filme.
A atuação incrível do Selton Mello e do Matheus Nachtergaele é o ponto mais forte do filme, é incrivel pensar que tudo se passa em um estúdio. A forma como o filme é teatral, a coloração e roteiro são incríveis. Viva ao cinema brasileiro!!!
O Auto da Compadecida 2 é uma continuação que falha em capturar a essência do clássico que o precede, mergulhando na nostalgia de forma excessiva e sem oferecer algo realmente novo. Ao tentar homenagear o primeiro filme, o segundo se perde em um ritmo apressado e em cenas desnecessárias que parecem mais filler do que parte de uma trama bem construída.
A decisão de trocar locações reais por um estúdio resulta em uma representação do Nordeste que carece de vida e autenticidade, transformando o cenário vibrante e culturalmente rico da década de 50/60 em algo artificial e pós-apocalíptico, mais parecido com o cenário da serie "Fallout" do que com uma representação da realidade. O filme perde a oportunidade de explorar a fundo a rica cultura nordestina, como fez o original, e se contenta em apenas usar o pano de fundo como desculpa para uma disputa política rasa e sem substância.
Os personagens novos, como o Coronel Ernani e o radialista Arlindo, embora interpretados por ótimos atores como Humberto Martins e Eduardo Sterblitch, são mal aproveitados. O filme sofre com a falta de desenvolvimento desses personagens, além de perder o carisma e a profundidade de outras figuras do primeiro filme.
Em termos de narrativa, O Auto da Compadecida 2 se apega tanto ao original que repete piadas e situações sem trazer novas perspectivas. Isso torna a experiência cansativa para o espectador, que sente falta de algo mais original, algo que possa estabelecer a obra por si só. A tentativa de homenagear o primeiro filme acaba se tornando uma âncora, impedindo a continuação de ser uma construção própria e digna de seu próprio legado.
Por fim, a ausência de Ariano Suassuna, o mestre por trás do texto do primeiro filme, é sentida de forma dolorosa. O roteirista e diretor do segundo filme tentam replicar a magia de sua obra, mas falham em capturar a mesma mistura de humor, crítica social e poesia que fazia do original algo atemporal. No fim, O Auto da Compadecida 2 falha em ser uma obra própria e se torna mais uma tentativa de reviver algo que talvez fosse melhor deixado no passado.
Tentei assistir ontem no primeiro vídeo...parei na metade. O filme não empolga. Setor Melo, que adoro, não conseguiu dar vida ao Chico, e é ele, Chico que dá vida a todo restante da história do primeiro filme, parecia que ele estava interpretando o Leleu, de florisbela e o prisioneiro...foi raso, o CGI é terrível, cadê o charme da cidade, as praças as ruas...teve um momento que eu pensei estar assistindo "Em busca do soldado Rayan " de tanta destruição...o Coronel é uma cópia do outro, a filha do coronel está lá para criar tensão sexual...o João Grilo está bom, mas sem a sagacidade do seu amigo Chico não segura a onda do filme...bem, pelo menos não dá metade que vi.
É triste saber que um longa tão aclamado pela crítica tivesse, 25 anos depois, uma sequência tão ruim, de tão baixa qualidade. Basicamente foi um filme constituído para lucrar em cima da nostalgia. Não há diálogos espertos, precisos e de raciocínio rápido. Tudo é engessado. Selton Melo visivelmente atuando com freio de mão puxado, não vi a essência do personagem nele. Parecia outro ator. Será que os fãs da obra de Ariano não mereciam, ao menos, um cenário real típico de uma cidadezinha do sertão paraibano? Assim como foi no primeiro? Ao invés disso, o CGI mal feito e mal caracterizado acabou sendo a grande cereja do bolo de um filme preguiçoso, que entregou migalhas.
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