Nickel Boys
Média
2,9
42 notas

7 Críticas do usuário

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Carlos P.
Carlos P.

265 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2025
Bom filme. Criativo ao usar a filmagem em primeira pessoa, precisamos de novidades assim. História de partir o coração, segue muito a linha da literatura negra dessa época - me lembra inclusive Se a Rua Beale Falasse, em alguns aspectos. Em determinado momento do filme, senti que ficou um pouco chato, mas depois o final foi impactante demais. Lindo e emocionante.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

23 seguidores 481 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2025
Sinopse
A história de dois jovens afro-americanos que se tornam amigos em um reformatório na Flórida. A trama se passa na década de 1960, durante o Movimento pelos Direitos Civis.

Crítica:
"Nickel Boys" é uma obra cinematográfica poderosa que não apenas traz à tona os horrores do sistema penitenciário juvenil, mas também se destaca como uma crítica social contundente. A direção de RaMell Ross combina uma estética visual impressionante com uma narrativa emotiva, criando um ambiente que reflete tanto a beleza quanto a brutalidade da era dos anos 1960.

A escolha de uma perspectiva em primeira pessoa proporciona uma visão íntima das vivências dos protagonistas, Elwood e Turner. Embora possa ser desafiador emocionalmente se conectar a cada nuance de sua história, isso também serve para intensificar a experiência do espectador. Ross e Barnes transmitem a vulnerabilidade e a resiliência da juventude afro-americana em um sistema que os desumaniza, fazendo com que suas lutas e triunfos ressoem profundamente.

Ethan Herisse e Brandon Wilson entregam atuações impressionantes, trazendo vida e profundidade a personagens que são, ao mesmo tempo, universais e profundamente específicos. A química entre os dois meninos é palpável e fornece um alicerce emocional que sustenta toda a narrativa. O elenco de apoio, com talentos como Daveed Diggs e Aunjanue Ellis-Taylor, acrescenta camadas de complexidade a um sistema de opressão que abrange gerações.

A cinematografia do filme merece destaque, utilizando técnicas inovadoras que capturam a dualidade da esperança e desesperança. As cores vívidas contrastam com os temas sombrios, refletindo a eterna batalha entre a inocência da infância e as realidades cruéis da sociedade. A trilha sonora, por sua vez, infunde ainda mais emoção, guiando o espectador através do sofrimento e da luta por dignidade.

Embora "Nickel Boys" possa em certos momentos ser difícil de digerir, essa dificuldade é uma parte essencial de sua mensagem. É um lembrete contundente dos efeitos duradouros do racismo institucional e do abuso de poder. Através de uma narrativa ousada e corajosa, o filme nos convoca a refletir sobre nosso papel na luta contra essas injustiças.

Em suma, "Nickel Boys" é mais do que um filme; é uma experiência que provoca reflexão e empatia, destacando a necessidade de uma maior conscientização. É um testemunho do poder do cinema em trazer à luz as verdades mais difíceis e necessárias.
NerdCall
NerdCall

54 seguidores 435 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de março de 2025
A originalidade é um elemento cada vez mais raro no cinema contemporâneo, especialmente quando se trata de adaptações literárias. Porém, "Nickel Boys", dirigido por RaMell Ross, se destaca justamente por sua ousadia. Adaptando o aclamado romance de Colson Whitehead – vencedor do Prêmio Pulitzer –, Ross faz sua estreia na ficção cinematográfica com uma abordagem visual inovadora: toda a narrativa se desenrola em primeira pessoa, como se estivéssemos vivenciando a história pelos olhos do protagonista. Essa escolha estética, raríssima em longas-metragens, carrega consigo um potencial imersivo significativo, mas também representa um desafio técnico que, infelizmente, nem sempre é superado com êxito.

Desde o início, fica evidente que RaMell Ross busca algo muito além de uma simples adaptação convencional. Com experiência apenas em documentários, o cineasta imprime seu estilo próprio, mesclando cores frias, enquadramentos expressivos e um jogo de luz e sombra que reforça o caráter melancólico da narrativa. O filme se passa em um reformatório para jovens nos Estados Unidos dos anos 1960, um período marcado pela segregação racial e pela luta por direitos civis. A atmosfera opressora da instituição é representada com sensibilidade, e o diretor faz um trabalho competente ao construir a tensão latente que permeia cada cena. No entanto, a perspectiva em primeira pessoa, que deveria aumentar a imersão do público, acaba gerando um efeito contrário em certos momentos. A mecânica de filmagem exige um cuidado minucioso com as interações dos personagens, e aqui ocorrem alguns tropeços: olhares que não se encaixam com a proposta visual, diálogos em cortes abruptos e interpretações que, por vezes, parecem artificiais.

Apesar dessas limitações, o elenco de "Nickel Boys" carrega a narrativa com força e carisma. O filme acompanha Elwood (interpretado com notável sensibilidade por Ethan Herisse) e Turner (vivido por Brandon Wilson), dois meninos com visões opostas sobre o mundo e o próprio futuro. Elwood, criado pela avó, mantém uma postura esperançosa e acredita no poder da empatia, enquanto Turner, mais cético e endurecido pelas circunstâncias, enxerga a realidade com amargura. Essa dualidade entre os protagonistas enriquece a narrativa, oferecendo ao espectador um estudo de contrastes que dialoga com o próprio contexto social da época. Os diálogos entre os dois são carregados de significado, mas a escolha da câmera subjetiva torna algumas conversas menos impactantes do que poderiam ser, especialmente pela maneira fragmentada como são filmadas.

A trilha sonora e a montagem ajudam a criar um impacto emocional crescente, e Ross ainda incorpora discursos de figuras históricas como Martin Luther King e Malcolm X para reforçar a mensagem do filme. Esses momentos adicionam peso à narrativa, relembrando o espectador da brutalidade do período retratado e da importância da resistência. No entanto, a obra se apoia tanto na inovação técnica que acaba sacrificando parte de sua potência dramática. Algumas cenas que deveriam ser profundamente emocionantes perdem sua força devido ao distanciamento criado pelo formato de filmagem. Há momentos em que a linguagem experimental se sobrepõe à narrativa, tornando a experiência menos envolvente do que poderia ser.

"Nickel Boys" é, sem dúvida, um filme corajoso. RaMell Ross poderia ter seguido um caminho mais seguro, optando por uma abordagem convencional que certamente traria mais reconhecimento durante a temporada de premiações. No entanto, ele escolheu arriscar, priorizando sua visão criativa acima de qualquer outra coisa. Essa decisão deve ser valorizada, mas também abre espaço para questionamentos sobre a real eficácia de sua abordagem. Se o objetivo era aproximar o espectador da história de maneira visceral, o resultado é ambíguo – enquanto alguns momentos realmente nos colocam na pele do protagonista, outros acabam criando um efeito de desconexão.

No fim, "Nickel Boys" é um filme de grande impacto narrativo, mas sua execução técnica divide opiniões. Se fosse filmado de forma tradicional, talvez tivesse um alcance emocional ainda mais poderoso. Ainda assim, a obra merece reconhecimento pela ousadia e pela relevância de sua temática. É um filme que, apesar de seus tropeços, provoca reflexão e permanece na mente do espectador muito depois dos créditos finais.
Jim S
Jim S

2 seguidores 16 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2025
A premissa é interessante e o entendo tb mas Não conseguiu prender minha atenção. …………………………..,,
Ricardo L.
Ricardo L.

63.245 seguidores 3.205 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 31 de março de 2025
Indicado a melhor filme do ano no Oscar 2025! Tem seu métricos como seu roteiro bem retratado e um elenco muito bem, ressalvas para ritmo que engrena pouco para ter chegado aquele final mais pesado.
Carlota Herchovicht
Carlota Herchovicht

18 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2025
Não recordo de ter assistido um filme, onde o posicionamento da câmera, me trouxe para dentro das cenas, de forma tão verossímil. Belos enquadramentos/fotografia, interessante o paralelo entre a história (baseada em fatos reais) x imagens da época incluindo figuras icônicas, da luta pela liberdade,igualdade e direitos civis americano como Malcom X e Martin Luther King. Impossível não sentir angústia,raiva, horror com as injustiças/abusos retratados, mas...o alívio, vem pela amizade/cumplicidade entre os protagonistas. O filme derrapa no ritmo-enfadonho(em alguns momentos)mas o conjunto da obra é interessantíssimo.
JRusso
JRusso

68 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de setembro de 2025
Meio tedioso e o recurso de câmera na mão, aplicada na perspectiva dos protagonistas do longa, talvez não tenha tido tanta relevância como poderia desejar o diretor.
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