Vitória
Média
4,0
231 notas

46 Críticas do usuário

5
22 críticas
4
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Nelson J
Nelson J

50.964 seguidores 1.961 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2025
Filme magnifico em cada detalhe. Tudo gravita em torno da força e carisma da nossa Diva. Roteiro, personagens e cenas de alto impacto. Fura a bolha da polarização, pela sua humanidade, serenidade e indignação. Uma história real que merece ser contada. Não curto o cinema nacional, mas torço para que seja indicado ao Oscar. Claro, que para vencer depende da vontade e disposição da Diva para divulgação. Não perca, de jeito nenhum!
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.162 seguidores 954 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de março de 2025
Que filme forte! A expressividade de Fernanda é comovente e tem tanto a dizer que diálogos não poderiam transmitir. Um enredo real e triste dos nossos dias. Impactante atuação.
soh beltrão. 𔓘
soh beltrão. 𔓘

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de março de 2025
Me sinto honrada em poder assistir no cinema Fernanda Montenegro, com seus 95 anos dando um show de atuação, como sempre. Adorei o filme e tomei Nina como inspiração, obrigada Andrucha 凉
Felipybraga61
Felipybraga61

5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de março de 2025
Entregar nas atuações já virou de lei quando se trata de Fernanda Montenegro. Que filme! Que história!
NerdCall
NerdCall

53 seguidores 429 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de março de 2025
Vitória tem a difícil missão de contar a história de Joana da Paz e seu embate contra o tráfico e a corrupção em seu bairro no Rio de Janeiro. Dirigido por Andrucha Waddington, o filme se apresenta como uma adaptação livre do livro Dona Vitória da Paz, e, como toda adaptação, precisa transformar sua fonte original em uma narrativa cinematográfica envolvente. Desde o início, fica claro que algumas escolhas criativas foram feitas para dar maior dinamismo à trama, como a escalação de Fernanda Montenegro no papel principal — uma decisão que não busca semelhança física com Joana da Paz, mas sim valorizar o peso dramático da personagem. Além disso, algumas passagens da história real foram modificadas ou deixadas de fora, algo comum em qualquer adaptação de livro para cinema.

Com esse ponto esclarecido para aqueles que esperavam uma fidelidade absoluta à história real, é importante destacar a importância do timing de lançamento do filme. Vitória estava programado para chegar aos cinemas no segundo semestre de 2025, mas, com a indicação de Fernanda Torres ao Oscar, a Sony Pictures antecipou sua estreia para aproveitar o momento. Essa decisão se prova acertada, pois a produção merece ser vista na tela grande. Embora não seja uma obra-prima do cinema nacional, o filme se sustenta como uma história envolvente, que se torna grandiosa graças à presença de Fernanda Montenegro. Aos 93 anos, a atriz deu indícios de que este pode ser seu último filme, o que, por si só, já torna a experiência obrigatória para qualquer fã de cinema.

Mas não se engane: o filme não é apenas um veículo para a consagração de Montenegro. Sua atuação é impecável, demonstrando um controle absoluto da narrativa e extraindo o máximo de sua protagonista. A trajetória de Joana da Paz já renderia um excelente filme por si só, mas a presença de uma atriz dessa magnitude eleva a obra a outro nível. Ainda assim, há momentos em que o filme parece genérico, comprometendo parte do seu impacto. A direção de Andrucha Waddington é segura e eficaz, permitindo que Montenegro brilhe sem grandes interferências. Mesmo com suas limitações físicas, a atriz é conduzida com maestria em cada cena. A reconstrução do Rio de Janeiro dos anos 2000 também é um dos pontos altos, transmitindo com autenticidade a atmosfera da época.

Entretanto, o roteiro apresenta falhas que enfraquecem o conjunto da obra. Um dos exemplos mais notáveis é o arco do major envolvido na corrupção, que, apesar de ter todo o seu esquema registrado por Vitória, não toma nenhuma atitude contra ela. Além disso, algumas relações construídas ao longo da trama, como as interações de Vitória com Marcinho e Bibiana, são trabalhadas de forma a gerar uma conexão emocional, mas acabam sendo subaproveitadas e parecem existir apenas para amarrar pontos soltos da narrativa. Ainda assim, Alan Rocha merece destaque por sua atuação marcante, conseguindo brilhar mesmo ao lado de uma atriz tão grandiosa.

No final das contas, Vitória é um filme que se engrandece mais pela força de Fernanda Montenegro e pela potência da história real que inspirou a trama do que propriamente pela maneira como essa história é contada. Montenegro entrega mais uma atuação memorável, conferindo carisma e profundidade à personagem, a ponto de eclipsar as deficiências do roteiro. Seu desempenho é tão impactante que, por vezes, faz com que o público esqueça das inconsistências narrativas e apenas se deixe levar pelo seu talento. Com uma história envolvente, uma protagonista inesquecível e uma direção competente, mas um roteiro que carece de maior refinamento, Vitória emociona e instiga, mesmo sem revolucionar
Leo Hermes
Leo Hermes

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2025
Filme lindo demais, uma história super bem descrita pelo roteiro, com uma interpretação mais do que especial de Fernanda Montenegro que com toda sua genialidade traz vida há personagem de Josefina, Fernanda transmite emoção ao atuar.
Lindo!
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 15 de março de 2025
Dirigido por Andrucha Waddington e com co-direção póstuma de Breno Silveira, Vitória é um filme de drama brasileiro que se baseia na história real de Joana Zeferino da Paz, uma mulher que, sob o pseudônimo de Dona Vitória, enfrentou o crime organizado em sua comunidade ao registrar atividades criminosas com uma câmera. O filme, estrelado por Fernanda Montenegro, é uma produção da Conspiração Filmes em parceria com o Globoplay, e foi lançado nos cinemas em março de 2025. A obra se destaca por sua narrativa inspiradora, mas também levanta questões sobre representação, ritmo e profundidade narrativa.

O enredo de Vitória é poderoso e emocionante, centrado na luta de Nina (Fernanda Montenegro), uma idosa que decide filmar as atividades criminosas em seu bairro após se sentir impotente diante da violência crescente. A história, inspirada na vida de Joana Zeferino da Paz, é uma ode à coragem e à resistência, mas também uma crítica contundente à omissão das autoridades e à passividade da sociedade. A trama se desenvolve de forma gradual, começando como uma dramédia de costumes e evoluindo para um thriller policial, com momentos de tensão e drama que mantêm o espectador engajado.

No entanto, o roteiro, escrito por Paula Fiúza, peca em alguns aspectos. A transição entre os gêneros nem sempre é fluida, e certos arcos narrativos, como o do major corrupto, parecem subdesenvolvidos. A relação de Nina com Marcinho (Thawan Lucas), um garoto da comunidade, é tocante, mas poderia ter sido mais explorada para evitar clichês, como a ideia do "salvador branco", que surge no final. Apesar dessas falhas, a história consegue transmitir uma mensagem forte sobre justiça e resistência, especialmente em um contexto social tão relevante quanto o do Brasil.

Fernanda Montenegro é, sem dúvida, o grande destaque do filme. Aos 93 anos, a atriz entrega uma performance multifacetada, alternando entre humor, drama e tensão com maestria. Sua interpretação de Nina é carregada de nuances: ela consegue transmitir a solidão, o medo e a determinação da personagem com uma naturalidade impressionante. A cena em que ela tenta consertar uma xícara quebrada, por exemplo, é uma metáfora poderosa para sua luta interna e externa, e Montenegro a executa com uma sensibilidade que arrebata o público.

O restante do elenco, embora competente, não consegue acompanhar o brilho de Montenegro. Linn da Quebrada, como a vizinha Bibiana, e Alan Rocha, como o jornalista Flávio, entregam boas atuações, mas seus personagens são pouco desenvolvidos, servindo mais como apoios narrativos do que como figuras complexas. Thawan Lucas, como Marcinho, tem momentos tocantes, mas seu arco é prejudicado por uma falta de profundidade no roteiro.

O roteiro de Paula Fiúza tem méritos inegáveis, especialmente na construção da protagonista e na forma como aborda temas como violência urbana, corrupção e solidão. A narrativa é envolvente e emocional, mas sofre com algumas inconsistências. A transição entre os gêneros (dramédia, drama, thriller) nem sempre é suave, e alguns personagens secundários parecem caricatos, como o condômino conservador ou o jovem esquentado. Além disso, o final, embora satisfatório, poderia ter sido mais impactante se explorasse melhor as relações entre Nina e os moradores da comunidade.

A escolha de Fernanda Montenegro para o papel principal, embora justificada pelo peso dramático da atriz, levanta questões sobre representação racial, já que Joana Zeferino da Paz era uma mulher negra. Esse aspecto, no entanto, foi além do controle da produção, já que a identidade real de Joana só foi revelada após o término das filmagens.

A fotografia de Vitória é um dos pontos altos do filme. A direção de fotografia captura com maestria a atmosfera cinzenta e melancólica do Rio de Janeiro, refletindo a dureza do cotidiano da protagonista. O apartamento de Nina, inicialmente aconchegante, torna-se um espaço claustrofóbico e tenso à medida que a trama avança, e a câmera trabalha bem essa transformação. As cenas externas, que mostram a violência e o caos da comunidade, são filmadas com um realismo cru que reforça o tom neorrealista da obra.

No entanto, há falhas pontuais, como o tratamento desigual da iluminação em cenas com personagens negros, o que pode distrair o espectador mais atento.

A trilha sonora de Vitória é discreta, mas eficaz. Ela complementa a narrativa sem roubar a cena, reforçando os momentos de tensão e os de introspecção. A escolha de músicas regionais e instrumentais ajuda a imergir o espectador no contexto do filme, embora não haja nenhum tema memorável que se destaque após o término da exibição.

O final de Vitória é emocionante e satisfatório, mas não surpreende. A analogia da xícara quebrada, que percorre todo o filme, ganha um significado especial no desfecho, simbolizando as cicatrizes e as conquistas de Nina. A protagonista consegue expor a corrupção e o tráfico, mas a um custo pessoal alto, o que reforça o tema central do filme: a luta pela justiça em um sistema falido. No entanto, o final poderia ter sido mais impactante se explorasse melhor as consequências das ações de Nina na comunidade e em sua própria vida.

Vitória é um filme que se sustenta principalmente pela força de sua história real e pela atuação magistral de Fernanda Montenegro. A direção de Andrucha Waddington é competente, mas não inovadora, e o roteiro, embora envolvente, peca em alguns aspectos, como o desenvolvimento de personagens secundários e a transição entre gêneros. A fotografia e a trilha sonora contribuem para a atmosfera do filme, mas não são memoráveis.

Apesar de suas falhas, Vitória é uma obra importante e emocionante, que resgata a história de uma mulher corajosa e a transforma em um símbolo de resistência. O filme pode não revolucionar o cinema brasileiro, mas certamente deixa uma marca, especialmente pela atuação de Fernanda Montenegro, que mais uma vez prova por que é uma das maiores atrizes do país. Para os fãs de cinema e para aqueles que buscam histórias inspiradoras, Vitória é uma experiência que vale a pena.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

77 seguidores 333 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de março de 2025
Com uma atuação e interpretação fantastica de fernanda montenegro. Vitoria mostra como uma simples mulher conseguiu ajuda a prender tantas pessoas com uma simples câmera
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

22 seguidores 801 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de setembro de 2025
Vitória é um filme nacional de drama que contou com a direção de Andrucha Waddington e Breno Silveira. O filme é baseado em fatos. A trama se passa no Rio de Janeiro, em 2005, e acompanhamos Dona Nina (Fernanda Montenegro) uma senhora solitária que aflita com a violência na sua vizinhança, começa a filmar tudo que se passa da janela do seu apartamento. Após tentar realizar denuncia na policia com suas fitas gravadas, a idosa chama atenção do jornalista Fábio Gusmão (Alan Rocha), com quem faz uma forte amizade. Ao passo que as investigações dão andamento, a vida da Dona Nina passa a correr risco. Fernanda Montenegro brilha em mais uma atuação impecável e consegue nos mostrar que a verdadeira força da sua personagem está no retrato da sua solidão, indo muito mais além do que a violência e envolvimento da policia com o trafico de drogas na sua vizinhança. A sua personagem está no centro da trama e o filme passa quase todo em seu apartamento. O roteiro com sua narrativa consegue nos mostrar a rotina da protagonista de forma muito minuciosa e a direção de arte nos entrega uma verdadeira volta no tempo para o início dos anos 2000, com músicas, eletrônicos, decoração do apartamento e até mesmo os preços dos produtos são fiéis a época. O roteiro também se preocupa em mostrar a falta de poder público para acabar com o problema da violência e tráfico de drogas (que hoje está tão atual em grandes e médias cidades do Brasil) e como a juventude vem sendo perdida para isso. Além da hipocrisia da população sobre condenar um de menor e fechar os olhos para quem comanda o tráfico. Filme memorável e é sempre bom ver Fernanda ainda em alto nível nas telas.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

20 seguidores 404 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de março de 2025
Construído sob uma narrativa sensível e impactante, o enredo de “Vitória” resgata a história de coragem de uma mulher transformada em símbolo de resistência. O filme também é uma crítica clara à omissão das autoridades e à passividade da sociedade. A magnífica Fernanda Montenegro brilha com todo o seu carisma e expressividade.
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