"Navalny" traz ao noticiário internacional acontecimentos que foram deixados em segundo plano devido ao protagonismo, na época da ocorrência dos fatos, da pandemia de Covid-19. Assim, mesmo sendo um documentário, será visto pelo espectador médio como se fosse um thriller de suspense político, gerando uma torcida pelo personagem principal, Alexei Anatolievitch Navalny, o mais ferrenho crítico do governo Putin. Considerando a opção pela apresentação do ponto de vista de Navalny, somos surpreendidos quando uma voz em off, possivelmente a do diretor, pergunta sobre a questão delicada da conexão do político com um partido neonazista russo e a resposta vem clara e sincera. Isso poderia ter sido utilizado quanto a outros pontos também discutíveis. Porém, o longa se debruça com mais intensidade sobre a tentativa de assassinato de Navalny pelo FSB, serviço de segurança russo, utilizando-se o veneno novichok que só é produzido em um único lugar no mundo: um laboratório na Rússia. Em 2021 Navalny retorna a Moscou e é preso sob a alegação "de ter sido lento em informar para os oficiais da condicional que estava em coma na Alemanha".
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