Silêncio
Média
4,1
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30 Críticas do usuário

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Di Silva
Di Silva

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2,0
Enviada em 12 de maio de 2025
Um filme chato comparado a outros, tanto do diretor quanto principalmente dos atores, denso e tenso, fúnebre, acho que scorcese como cristão romantizou muito os padres e questão dogmática cristã também, assim como tudo a cerca dessas religiões judaico-cristãs, penitência, longas e angustiantes cenas de sofrimento, fome e tortura e fora os questionamentos existenciais e confessionais sempre "clamando" a um deus respostas e soluções e milagres, que só mesmo com segue essa vertente acho lindo e inspirador e bonito. Mesmo sendo um fato histórico, acho engraçado e ate muito tendencioso da parte de alguns aqui, que pelo tom das palavras sabemos exatamente o pano de fundo, começarem a falar e até começarem a enxergar a intolerância religiosa, MAS somente nesse contexto dos cristãos e inclusive acharem absurdo ou indignante sendo que mundialmente falando o que ocorreu foi totalmente o inverso. Por outro lado acho que esse contra ponto que achei positivo, a questão de a partir dessas colocações, alguns, sei que poucos, enxergarem além da questão de "é a minha religião sendo perseguida" para realmente por na balança, mesmo que diluído pela questão do fato de ai estarem na posição de vítimas, a questão da intolerância ao outro, não importa seita/religião, etnia, nacionalidade etc etc. Não existe um lado só, assim como também na realidade essa dualidade bem×mau criada por religiões foi e é o principal motivo das piores barbáries na civilização, estopim do ódio e até genocidios, houve perseguições aos cristãos no oriente, sim! Fato. Mas todos senatamente e historicamente falando sabem que ao redor do mundo TAMBÉM houveram E AINDA HÁ E MUITO perseguições desses mesmos cristãos contra outras religiões e grupos sociais, inquisição, martelo das bruxas etc. A realidade é que o ser humano criou um mundo paralelo "para sí" e mais especificamente para os outros, e através dele e de sua esperteza incutiu na mente da própria humanidade por milênios a culpa por simplesmente nascer e existir.
Vinícius d
Vinícius d

614 seguidores 676 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2024
Choques de cultura, de fé, um Japão como poucos conhecem. Para aqueles que querem a inspiração para refletir sobre a grande interface que existiu entre a história dos asiáticos e a história ocidental na fé. O grande desafio que os desbravadores padres europeus tiveram para participar dessa cultura rica que é o Japão. E os tempos mudaram. Grande atuação de Andrew Garfield, Adam Driver e Liam Neeson. E uma obriga diga, aí sim um bom filme Martin Scorsece (entre muitas porcarias que dirigiu).
Arthur
Arthur

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de janeiro de 2022
Martin Scorsese faz outro filme na tradição de seus filmes anteriores como 'A Última Tentação de Cristo' que explora temas religiosos como a fé diante da opressão, espiritualidade e o conflito da natureza divina e da natureza humana neste filme intitulado 'Silêncio'. Baseado no romance de 1966 escrito por Shūsaku Endō com o mesmo título, bem como na adaptação cinematográfica japonesa de 1971 do referido romance intitulado 'Chinmoku'. 'Silêncio' poderia facilmente se chamar "Sono". Sem querer parecer precário, mas admiro ter me decepcionado bastante com o longa, não é nem pelo fato dele se emancipar tanto do restante da filmografia do Scorsese, ou pelo fato deu achar filmes com temática cristã rigorosa um tédio, mas sim por considerá Silêncio um filme um tanto quanto redundante. Definitivamente não é a primeira vez que o cineasta explora a vertente cristã em sua obra, todos os filmes do diretor no mínimo já exploraram essa questão, seja por personagens martirizados, redenção ou até mesmo sacrifício, o conseito de alegoria religiosa é bem comum na sua carreira, então um filme inteiro dedicado única e exclusivamente à isso me passou uma impressão meio supérflua. No fim o maior mérito de Silêncio está em sua direção que novamente se destaca – toda a ambientação de um Japão feudal é magnífica – e lógico, nas atuações, Liam Neeson faz aqui uma ponta sofisticada, Adam Driver rouba à cena, mesmo não sendo o protagonista, já Andrew Garfield está bonito... é, este é o maior adjetivo que posso apontar para Garfield, ele tem sim a sua presença e carisma, mas particularmente não conseguiu me convencer como sendo este padre "hiper devoto de sua religião" – aliás, curioso que Andrew Garfield foi literalmente o protagonista de um filme do Martin Scorsese, e mesmo assim não foi o suficiente para ele se desvincular daquelas bombas dos dois rebbots do Espetacular Homem-Aranha – mas enfim, Silêncio é uma grande repetição de conseitos do Scorsese, está longe de ser objetivamente ruim, até o filme mais fraco do Scorsese sola qualquer blockbuster pipoca medíocre, mas deixa bem a desejar quando comparado à outras obras do cineasta.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.006 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de outubro de 2021
Silêncio filme 2016, dirigido por Martim Scorsese, adaptado do livro de mesmo nome Chinmoku, de Shusaku Endō, aborda temas potentes na obra de Scorsese. Culpa, fé, catolicismo ... todos presentes e corretos e não hesitaria em dizer que o esforço valeu muitíssimo a pena. Começa com a notícia do ex-mentor dos padres Rodrigues (Andrew Garfield) e Garrpe (Adam Driver), o padre Ferreira (Liam Neeson), de que missionários católicos da Espanha e Portugal estão sendo perseguidos pelas autoridades japonesas. Embora ambientado no século XVII, a rejeição de estrangeiros revelando diferentes credos torna-se um comentário inegavelmente contemporâneo. Quando chega a Portugal a notícia de que o próprio Ferreira apostatou, Rodrigues e Garrpe recusam-se a acreditar e convencem o padre Valignano de que devem viajar para o leste para aprender a verdade e salvar o catolicismo japonês no processo. A grandiosidade de sua missão não se perde nos temas inerentes ao filme, que discutem arrogância e fé, abnegação e martírio. Silêncio não esconde suas alusões à vida de Cristo e, embora muitas vezes sejam golpes muito amplamente aplicados, são certamente intelectualmente provocantes. Ao longo do filme, Rodrigues e Garrpe testemunham os horrores da pobreza e da perseguição no Japão, cinematograficamente retratados em nevoeiros e pântanos envolventes como um pesadelo, os missionários lutam contra a ausência de ajuda de Deus: 'seu silêncio é terrível'. O tormento enfrentado pelos sacerdotes é o de manter segura sua fé em um mundo aparentemente sem Deus. Na verdade, esta é a mensagem do inquisidor, Inoue, autor de algumas torturas verdadeiramente angustiantes: O Cristianismo não pode sobreviver no Japão. Silencio é, sem dúvida, outro trabalho cativante de Scorsese, dirigindo com brio e intensidade. Confesso que fiquei paralisado. Futuramente se tornará um cult clássico, sem dúvida.
Wesleygmaia
Wesleygmaia

3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de abril de 2021
Um must see. Um grande drama-histórico que retrata a forma de propagação do cristianismo no Japão medieval.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 12 de novembro de 2020
Palavras-chave: fé, intolerância religiosa, história.

O filme retrata a crise de fé e as adversidades enfrentadas por um padre jesuíta em missão em um Japão intolerante, padre esse que sofrerá torturas psicológicas e provações de fé durante sua jornada de catequese. Além disso o filme fala sobre sincretismo religioso, cultura japonesa feudal, fidelidade, traição e devoção. É principalmente um filme que nos leva a refletir sobre o que é a fé e como ela é algo íntimo e intrínseco a cada um.
Pedro Machado
Pedro Machado

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de agosto de 2020
Ai ai, ela é tão burrinha!! A Maddie podia te-lo matado 4 vezes, repito 4 VEZES, isso foi o que mais me irritou neste filme por isso é que eu dei 2,5 estrelinhas. E so dei isso pelo John que mesmo com um corte na garganta e uma facada no posterior da perna e mesmo assim conseguiu fingir-se de morto para o imobilizar e só não fez mais porque é fumante e é mais fraquinho se não tinha o matado.
Conclusão - este filme so vale a pena pelo John!

Com amor Pedrocas :D
Robert Barboza
Robert Barboza

8 seguidores 74 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de maio de 2020
Um bom filme. Deixa claro o preconceito entre as religiões antigamente e como isso pouco mudou até os dias de hoje, mesmo aproximadamente 400 anos depois.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.789 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de outubro de 2019
O tema religião é muito presente nos filmes do grande Martin Scorsese que é cristão,aqui ele tem um trabalho sobre fé que é até intimo no que se diz respeito a ele.O filme narra a história de 2 padres jesuítas que vão em missão ao Japão onde o cristianismo foi abolido,em busca de seu mentor Padre Ferreira.O filme é baseado um livro escrito pelo Shuzaku Endo que colabora com o roteiro escrito pelo Scorsese,o roteiro tem um bom primeiro longo ato onde tem um forte senso de fé e de nervosismo de certas cenas,a segunda parte se arrasta mais tendo mais de uma hora e acompanhando alguns diálogos/cenas mais longas que o necessárioe as cenas de tortura são muito bem dirigidas com uma dose de crueldade.O elenco do filme está muito bem em seus personagens,o Liam Neeson é um ponto de discórdia que abre questionamentos de apostolar ,o Adam Driver tem uma carga de bom missionário e até um drama bem construídos e o melhor de todos é o Andrew Garfield que tem uma luta interna muito convincente com uma constante briga interior de fé posta a prova e situações críticas.A parte técnica impressiona,com boas localizaçôes e cenários além de uma ótima fotografia.Silêncio é um pouco longo demais do que precisava,tem um bom elenco e tem algo a dizer sobre religião e fé.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de setembro de 2019
Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam ao Japão para buscar evidências do paradeiro de Ferreira (Liam Neeson), também padre e responsável pela formação teológica dos dois jovens. A busca enfrenta complicações devido ao fato de que o cristianismo foi banido do país oriental e seus fiéis são motivos de perseguição brutal. Os aprendizados e o sentimento de perseverança acompanharão os dedicados padres na difícil tarefa almejada por eles.

Empurrado e retirado da gaveta por diversas vezes, o longa SILÊNCIO trilhou um árduo caminho até que Martin Scorsese, enfim, conseguisse colocá-lo nas telas. O filme, cuja temática aborda o cristianismo de maneira minimalista em um período no qual o Japão, sob domínio de um violento inquisidor, não prosseguiu como doutrina. Aqueles que aderem à busca por uma escolha espiritual que possa fazer menção ao catolicismo, ainda que em imagens ou gestos, são forçados ao ritual conhecido como fumiê, cuja apostasia castigava psicologicamente os fiéis.

O teor e temática do filme são não menos que incríveis, principalmente porque o excelente diretor Martin Scorsese trata do assunto de forma imparcial, realçando aquilo que efetivamente precisa ser deliberado em cena. O período no qual se desenvolve a história é marcado por uma intolerância brutal, sempre realçada pelo desprezo dos líderes orientais por uma doutrina que pregava, antes de tudo, o perdão e a tolerância. Há grandes manifestações ideológicas e filosóficas impelidas ao contexto do filme, algumas capazes de causar reflexão acerca da perseverança e da força em uma crença inabalável (religiosa ou não).

O ritmo lento de um filme longo, já que são quase 3h de duração, soam propositais para inserir o espectador na busca incessante de seus protagonistas ante tamanhas dificuldades que vão muito além do idioma e da brutalidade de seus algozes. Garfield e Driver estão brilhantes em seus complicados papéis, que exigem grande apelo emotivo para construir o que é proposto pelo roteiro, tudo alavancado pelo sólida e segura direção de Scorcese que tem em seu grupo um diretor de fotografia simplesmente brilhante.

Independente das acepções de cada pessoa, SILÊNCIO entrega muito mais do que tratar da intolerância religiosa, uma vez que suas concepções filosóficas se ajustam ao indivíduo de acordo com suas capacidades de reflexão sobre, principalmente, respeito e perseverança. Um filme para poucos que fala para muitos. ÓTIMO!
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