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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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4,5
Enviada em 9 de janeiro de 2025
"Obra tensa e visceral, que une brilhantemente narrativa, atuações e crítica social." As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen, é um western contemporâneo ambientado na Galícia, onde um casal francês enfrenta hostilidade ao se opor a um projeto de energia eólica. O filme explora tensões entre locais e estrangeiros, com uma narrativa marcada pela violência latente e uma atmosfera de crescente tensão. Marina Foïs brilha ao interpretar uma mulher que desafia a lógica masculina de violência, enquanto Denis Ménochet e Luis Zahera entregam atuações poderosas. Premiado no Goya e no César, As Bestas se destaca por sua direção habilidosa, que privilegia a ameaça implícita sobre a violência gráfica.
Um filme que critica a xenofobia de forma, digamos, diferente...
O modo "superior" como os franceses são retratados no filme quando comparados aos espanhóis só pode ser uma ironia pesada e acredito que quando os portugueses aqui chegaram olharam os índios com a mesma empáfia.
O diretor, sendo espanhol, deve estar ironizando em AS BESTAS, utilizando-se de um humor negríssimo disfarçado de drama, a suposta "superioridade" que os franceses sentem em relação aos espanhóis.
Mesmo nós brasileiros, que temos um complexo de inferioridade latente quando comparados aos norte-americanos, por exemplo, nunca fomos retratados no cinema de forma tão baixa quando comparados aos nossos irmãos do norte como os espanhóis são retratados aqui em comparação aos franceses. Aos espanhóis só falta andar de quatro, e eu não estou exagerando!
Agora, a possibilidade de SOROGOYEN não ser chegado em uma ironia e estar sendo literal em seu filme existe...E, se for essa a situação, não há como negar que ele é um capitão do mato muito do competente!
A passividade do protagonista me deixou nervoso... Para um brasileiro é estranho assistir esse filme, pois quem seria tão mole e sangue de barata quanto o francês?
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