No documentário Prisma, a belga An van Dienderen convida a camaronesa que vive em Bruxelas, Rosine Mbakam, e Éléonore Yaméogo, de Burquina Fasso e residente em Paris, para fazerem juntas um filme no qual as diferenças de cor de pele e de experiências de vida são o ponto de partida para um debate acerca do racismo no cinema ocidental. A centralidade do branco fez com que a mídia fotográfica assumisse e privilegiasse a branquitude e o longa problematiza a objetividade da câmera e sua desigualdade de poder para enfrentar outras desigualdades também baseadas na cor da pele. À medida que o filme desconstrói essas questões, as cineastas também estão tentando reconstruir, criando de forma colaborativa, e conscientemente tentando superar esses preconceitos.
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