Hideo Nakata mostra um interesse muito forte nas sensações que os cenários do filme são capazes de fornecer, o horror mais visual é chutado de lado para sustentar o horror no mistério, na sensação do mal à sua volta.
A mise-en-scène do Nakata é bastante claustrofóbica, dá a impressão desse túnel sem saída, de que o tempo é como os espaços do filme, curtos. São 7 dias para poder achar uma solução e continuar vivo, para isso é necessário ceder seu tempo ao que a protagonista faz: Investigar. Acredito que o Nakata tem um potencial dramático forte dentro do arco entre mãe e filho, ela não possui tempo para ele, mas precisa renunciar o cargo de mãe em prol de seu ambiente de trabalho.
Mas é impressionante o quão raso é essa dramatização e como próximo ao terceiro ato, o filme ganhe resoluções muito jogadas dentro da obra. O mistério parece cair como um poder de clarividência - E isso realmente acontece - Mas gosto desse tratamento mais sensorial com o horror, Sadako parece habitar-se na escuridão, é um filme que realmente não quer assustar simplesmente com algo muito visual e segura isso até o fim.
Interessante dizer que mesmo com alguns clichês, a versão americana tem um roteiro bem mais elaborado do que este. Aqui, temos muitas pontas soltas, e cenas de suspense bobas com atuações lembrando uma novela mexicana.A história pode vir do oriente, mas foi o ocidente quem tornou ela muito mais assustadora.
Essa é a versão japonesa, que estreou dois anos antes do remake americano. Diferente de toda a pomposidade de sua cópia, e os efeitos sonoros enlatados de terrores hollywoodianos, este tem a rapidez de um thriller e a semi-profundidade de um drama. Possui um ritmo visual econômico e ágil, e uma conclusão factóide, o que o torna um exemplo de sua própria lenda.
O interessante nesse filme, além dessa premissa aparentemente simples gerou uma verdadeira avalanche de remakes de filmes asiáicos(não apenas de terror).Infelizmente, em virtude de um certo desgaste “Ringu” perde um pouco do impacto.Mesmo com um orçamento relativamente baixo, Ringu é extremamente envolvente, que irá agradar os fãs de filmes de terror.
Ringu é um sucesso e um fracasso. Por um lado, Ringu mostra uma boa progressão da história de terror japonesa; por outro lado, Ringu toma a liberdade de mudar a história do Sr. Suzuki para algo mais superficial e fácil de implementar.
Ringu não é a primeira adaptação de Ring de Koji Suzuki, a primeira adaptação é um filme direcionado para a TV chamado, bem, Ring de 1995. Ring (1995) adapta melhor o romance; Ringu também faz um bom trabalho, mas você vê as mudanças desde o minuto 0.
Em Ringu, seguimos a jornalista Reiko Asakawa que está investigando a morte de sua sobrinha. Reiko também está cobrindo a lenda urbana sobre uma fita de vídeo amaldiçoada que mata quem a assiste. Assim, desde o início, Ringu descarta parte do trabalho investigativo que o Sr. Suzuki estabelece em seu romance, provavelmente tentando aumentar o ritmo da ação.
A clarividência desempenha um grande fator em Ringu, aplicando um pouco de Ex-Machina a certos momentos em que a trama converge em linhas complicadas. Esses insights convenientes adicionam muita casualidade, o que diminui a tensão do mistério. Sempre que os personagens parecem bater em uma parede, uma visão parece colocá-los de volta no caminho certo.
Os elementos de terror são abruptos, recorrendo a fatores de choque e jumpscares, a maioria deles eficazes, mas também irritantes e repetitivos. No entanto, parabéns a Sadako, especialmente seu olhar mortal, um quadro clássico na história do terror.
Ringu é uma adaptação eficaz, embora não totalmente fatal para o conteúdo original. Ringu toma a liberdade de mudar enredos complicados e enredos pesados, atenuando a violência da história original, mas mantendo seu arco geral. Um filme recomendável para os fãs de terror.
O chamado é realmente o tipo de filme de terror que faz a pessoa dormir de luz acesa. Esqueça O Exorcista, A Bruxa de Blair, A Casa da Colina, etc... O filme mexe com seus nervos e a frieza dos personagens ajuda a criar o clima tenso. Veja esse filme de madrugada com as luzes apagadas, se tiver coragem!
Horrível! Como filme de Terror ele realmente se torna uma ótima comédia! Só faltaram os famosos super heróis japoneses! Não provoca medo, susto ou qualquer outra reação relacionada a um filme de terror! Vale apenas pela idéia original, que modificada em alguns pontos no seu remake americano, ganhou vida nova e uma cara real de filme de terror!
A versão americana é muito melhor, esse filme não da sustos como eu esperava, além de ser um filme meio sem foco, tanto esse quando a versão japonesa de JU-ON The Grudge....sinceramente não vale a pena....
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