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Anderson
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190 críticas
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4,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2024
A quantidade de personagens é limitada quase ao mínimo: um. A vantagem é que o ator que o representa vale por muitos: Willen Dafoe. A insanidade da solidão quando nos é retirada a liberdade de escolha. As faces boa e má da tecnologia. A arte (Isso é arte?) como criação oriunda da destruição. Quem vai desistir primeiro: o personagem ou o espectador?
Embora pareça um filme chato, mostra muitas coisas, quando mais precisamos das pessoas elas somem. Mesmo o cara tendo dinheiro, a filha não é feliz. A solidão do Dafoe dentro da casa mostra que mesmo tendo uma casa grande e dinheiro, você não compra felicidade. A arte em si é mostrada com as coisas que Dafoe monta e desenha na parede. Eu particularmente ameiii, mas o final deixou um pouco a desejar, pois ele destruiu a casa mas salvou 3 quadros. Até pensei que o dono do apto trancou ele lá dentro como uma ARTE, mas não consigo ter certeza dessa ideia. Enfim, não assistam quem gosta de filme de ação e suspense, já que o filme não é tão maravilhoso para a maioria das pessoas. Já assisti 2 vezes.
Achei maravilhoso, é psicológico, filosófico, frustrante, angustiante, provoca esses sentimentos com atuação perfeita de Dafoe. É um monólogo algumas vezes da para prever as ações mas as saídas são criativas e artísticas, projeta a mente do personagem no ambiente e vai transformando o cenário conforme o tempo passa. A esperança apaga e reacende várias vezes, a gente fica com vontade de ir lá e dar uma força. Direção e atuação primorosas.
"Dentro" é um filme nerd. O personagem fica preso em um apartamento por um sistema de sugurança. A tecnologia desse sistema não só o impede de fugir mas também coloca muitos desafios, ora o ambiente fica muito quente, ora muito frio. O personagem, então, com o anseio de fugir do lugar, acaba destruindo o apartamento e do sofrimento causado pela escassez. A solidão quase o deixa louco. Tudo isso é uma metáfora sobre a prisão que a tecnologia realiza hoje. Há varias metáforas dentro de uma metáfora maior (o filme). O filme foi muito bem produzido, e o autor deu um show de atuação.
Lamento pelas críticas negativas que o filme vem recebendo, mas é inegável que certas obras exigem um repertório mais amplo para serem plenamente apreciadas. Trata-se de um filme que se articula como uma poderosa metáfora sobre as futilidades humanas e aquilo que, de fato, é essencial. A aparição do livro O Casamento do Céu e do Inferno de William Blake, encontrado pelo protagonista como se fosse um refúgio oculto no inconsciente, é um ponto crucial que sintetiza com precisão o espírito da obra.
O desfecho, marcado por aquela cena simbólica de ascensão, funciona como a culminação de toda a proposta do filme: uma trajetória que transcende a materialidade e aponta para algo mais elevado, ainda que indefinido. É um daqueles filmes que, mais do que provocar impacto imediato, vai reverberando aos poucos, “batendo” com força dias depois da sessão. Em suma, uma experiência cinematográfica potente, que merece ser revisitada e amadurecida com o tempo. Ótimo.
Diferente de todos os filmes agradáveis e com roteiros previsíveis. A palavra final world nos mostra que o mundo com toda a sua evolução tecnológica nos deixa afinal sós.
O filme é muito interessante. Explora crítica do papel e importância que estamos atribuindo à tecnologia nas nossas vidas; o papel da arte e da mente humana como fontes de libertação frente à modernidade e prisão que criamos e vivemos dentro de nós mesmo, além da manutenção da sanidade. Precisa de reflexão para compreensão do filme.
Creio que pra a maioria de nós que vemos as coisas pelo lado mais prático é tolo, sem sentido e irritante. Principalmente o final. Creio que o pessoal das artes vai gostar. Talvez a intencionalidade artística era de deixar a gente incomodado e irritado mesmo, se era a proposta deu certo.
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