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Ricardo LoboMaulus
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17 críticas
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2,0
Enviada em 6 de junho de 2023
Ruim. Filme se desenrola de forma morosa e fornecendo sempre mais dúvidas que respostas, o clima de fracasso permeia o filme do começo ao fim. Não bastasse a chata temática ambientalista na qual os humanos merecem desaparecer para não destruírem o planeta, puros cliches woke são enfiados goela abaixo do coitado do telelespectador que queria apenas assistir um bom filme de ficção científica, como ad astra por exemplo. Nota boa apenas para críticos que seguem uma cartilha de valores distinta da realidade.
Filme com roteiro muito bom, a trama quando começa a desenrolar, algo ocorre e tudo muda, talvez pelo fato de estarem isolados a meses dentro de uma cápsula no espaço, isso me chamou a atenção pelo fato de simular realmente o que pode acontecer na cabeça de pessoas isoladas, com o fato de estarem seguras na estação sabendo que tem sobreviventes na terra. Levando a questões filosóficas sobre a humanidade, compaixão, e sobrevivência. Eu curti.
Claro, o óbvio deve ser dito e nunca pode ser esquecido: aqueles que comandam a sociedade precisam sofrer as consequências. Aqueles que exercem controle sobre a sociedade precisam pagar um alto preço por isso. Especialmente quando você tem a oportunidade de realizar uma ação punitiva que beira a vingança desvairada, um tipo de ação que limpará sua alma e recuperará a civilização. Um gesto simbólico imbuído de violência mascarada, uma libertação, uma reviravolta.
Mas isso gera consequências. Em Rubikon: Ponto Sem Retorno, uma cultura materna de algas funcionais pode libertar a humanidade da chaga de uma catástrofe ambiental aniquiladora. Uma era em que as corporações substituíram os Estados e os governos e decidem o destino da humanidade, controlando recursos valiosos através de seus exércitos, provocando guerras químicas que só afundam cada vez mais o planeta. Diante de um cenário tão catastrófico, uma estação de pesquisa extraterrestre chamada Rubikon pode ser a solução. Tudo que precisa ser feito é dar, entregar as algas para aqueles que estão lá embaixo. Essas algas podem produzir oxigênio em quantidade suficiente e estariam sob o controle dos acionistas e dos diretores das corporações. Sim, vidas inocentes estão em risco, mas essa não é a principal variável a ser levada em conta. Quem está lá em cima está seguro, mas a solução científica não deveria ser distribuída para todos? Mesmo que isso signifique que as corporações também se beneficiem? Os protagonistas precisam tomar uma decisão enquanto divisões podem abortar o futuro da civilização. Porque quando se trata de vidas humanas inocentes, noções de Justiça e de retribuição devem ser repensadas.
Rubikon é um filme que nos impacta firmemente e induz uma intensa reflexão sobre quem somos, não apenas do ponto de vista individual, mas principalmente do ponto de vista social, a maneira como nos organizamos e concebemos a sociedade. Uma ficção científica valiosa, Rubikon desponta como uma grande obra de arte, relevante no aspecto do roteiro, com algo a dizer. E isso é o suficiente para que seja estimada. Não importa qual a resolução que encontremos para seu dilema perspicaz.
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