Inteligência Artificial é um filme de ficção científica/drama que contou com a direção de Steven Spielberg e roteiro de Brian Aldiss e Ian Watson. O filme recebeu 2 indicações no Oscar de 2002: melhor efeitos visuais e melhor trilha sonora. Em um mundo futurista, onde os problemas ambientais são cada vez mais caóticos, os cientistas resolvem desenvolver um novo tipo de androide : um menino- robô David (Haley Joel Osment). A princípio, David é adotado por um funcionário da empresa que o fabricou, para ficar em seu lar junto com sua esposa. David supriria a falta do filho do casal que estava em coma, mas após ele despertar um serie de acontecimentos faz o casal abandonar David. Um fato curioso do filme foi que ele foi desenvolvido por Kubrick desde 1969, mas resolveu esperar para que a tecnologia acompanhece as ideias. Porém, com a morte do cineasta em 1999, sobrou para Spielberg dirigir a trama, sendo esse o seu primeiro filme dos anos 2000. O fato é que se criou uma grande expectativa em torno do filme, mas chegou a ser um grande fracasso de bilheteria e a crítica caiu em cima. Talvez pelo fato de esperaram alfo sombrio na direção do falecido cineasta, mas o que vimos foi um conto de fábula colorido na mão de Spielberg. Independente disso, o filme opera sem didatismo diante de suas discussões filosoficas. São diversas questões de cunho ético que entra em debate. A questão do amor, pois agora o menino-robô é o primeiro a nutrir esse sentimento, entao qual será a reação dos humanos para isso? Um amor sem retribuição, alimentação do ego humano? Outro ponto , tbm associado a esse é quando um robô mais antigo, que servia apenas para transar com mulheres Joe (Jude Law) fala sobre o Utilitarismo: os humanos te ama pelo que vc pode oferecer. Quando nao tem o que oferecer te trocam. Lógico que a questão robótica funciona como uma incrível metáfora sobre a condição humana. Ainda sobre o roteiro, o filme é logo, mas tem seus 3 atos bem divididos. Gostei da forma em que David foi desenvolvido em tela, foram 50 minutos bem gastos na trama. A jornada de David começa a partir daí: a busca por ser aceito pela família que o abandonou se passa por ele ser humano ( aqui Spielberg aproveita e usa perfeitamente o conto de Pinóquio para isso). É de fato uma jornada dolorosa em termos sentimentais e emocionante tbm. O desfecho foi ainda mais sensacional e criativo ( a chegada dos ets, a forma com que os ets tratam o David era como queríamos que os humanos o tratasse). O final é um abraço aconchegante, mas triste. Em termos técnicos, o filme foi sensacional. Sem exageros, com efeitos que pouco se percebe. Fotografia eficiente mostrando tanto o lado urbano noturno, quanto a floresta sombria com cadáveres de robôs velhos e o cenário caótico de um fim do mundo. Creio que é um filme que precisa ser revistado. Creio que foi muito mal compreendido na época.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade