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Suely F
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17 críticas
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1,0
Enviada em 26 de julho de 2022
Jane Austen não está representada. Para os amantes da autora, um conselho : não assistam, vocês vão ficar tristes e decepcionados, peguem o livro, leiam novamente, apreciem aquela Annie cheia de coragem na sua resignação, ao Capitao Frederick tão cheio de valores nobres,. PERSUASÃO é aquela obra onde o silencio é o protagonista , e você sente a emoção das palavras não ditas, mas percebidas nas entrelinhas , isso que torna esta obra grandiosa . Qualquer um que vai tentar contar essa história não pode se esquecer deste espírito! Annie tem grande nobreza de alma, não é aquela boba representada ali no filme.
Anne Elliot de Jane Austen atravessa um longo caminho, para deixar de ser uma moça excessivamente dócil e insegura. Insegurança que foi ampliada quando a docilidade acabou por fazê-la abrir mão de seu grande amor. Ela atravessa um grande caminho e percebe que não deve mais aceitar placidamente a opinião de terceiros, e assume a responsabilidade de suas próprias escolhas. Anne Elliot da diretora Carrie Cracknell já surge mordaz, zombeteira e até grosseira (nem tudo o que se pensa precisa ser dito). Assisti por teimosia, desde o início percebi que não gostaria do filme. O péssimo Orgulho, Preconceito e Zumbis consegue ser melhor que esse arremedo de adaptação.
Li o romance recentemente e achei a adaptação muito fraca. Talvez o problema é q eu tenha esperado algo mais fidedigno ao texto. Os diálogos são modernizados e os costumes, nem se fale: os beijos calorosos em público são tão anacrônicos qto os diversos atores negros q assumiram personagens originalmente brancos: na minha opinião, isso é um desserviço para a questão racial e a verdadeira igualdade q desejamos hj pq parece tentar disfarçar de um modo forçado a realidade cultural daquela época. Penso q seremos culturalmente melhores não qdo mentirmos sobre a História mas qdo fizermos as boas escolhas no presente. Essas releituras extremamente sexualizadas ou politicamente corretas, q querem tentar nos fazer crer q no passado as pessoas se comportavam ou pensavam como nós, roubam o brilho da arte p transforma-la principalmente numa arma ideológica.
Nunca um filme foi exemplo de que se você quer "atualizar" uma obra não pode simplesmente utilizar formas que deram certo em algum momento. Como, por exemplo, a tão bem utilizada quarta parede em Fleabag. Neste filme, perdeu o charme. Aliás, a ironia e crítica ao status e horror aos sem posse não covence. Assim como o ritmo tocado que não gera conexão. É como se fosse um meteoro, que na velocidade da luz irá desaparecer. Irônico, por ser uma adaptação de uma obra que nada tem de efêmero. Talvez aí esteja o ponto: nossos dias rasos, sem elegância e regrados a fugas agora são palco. Nada mais justo que ganhassem destaque.
Decepcionada. Quiseram dar um ar moderno ao estilo clássico que esperamos ver em filmes baseados nas obras de Jane Austen. Se você gostou de Orgulho e Preconceito com a Keira Knightley não espere nada parecido. Não tem classe. Não toca lá no fundo do coração.
Baseado no livro homônimo escrito por Jane Austen, “Persuasão”, filme dirigido por Carrie Cracknell, tem como propósito principal modernizar uma trama originalmente lançada em 1818, embora mantendo as suas características principais, notadamente o fato de que a obra se trata de um romance de época.
Dessa maneira, a essência do livro de Jane Austen está mantida e a história central envolve o reencontro entre Anne Elliot (Dakota Johnson) e o Capitão Frederick Wentworth (Cosmo Jarvis), oito anos após ela ter dispensado ele, apesar do grande amor que envolvia os dois, pelos motivos que eram comuns na época: o casamento não seria bom para a sua família.
A persuasão à qual o título do livro e do filme se refere diz respeito ao convencimento que foi necessário para que Anne entendesse que a decisão de deixar Wentworth seria a melhor para ela - e sua família. E, por consequência, a jornada da protagonista/heroína romântica está relacionada a uma segunda oportunidade que o destino lhe dá. Seria tarde para ela e Wentworth viverem o seu grande amor? Ou o ressentimento entre o que ocorreu entre eles seria mais forte?
A grande modernização que “Persuasão” traz à história elaborada por Austen está associada a um recurso típico da linguagem cinematográfica: a quebra da quarta parede entre Anne e nós da plateia. São vários os momentos em que a personagem se dirige diretamente a nós, como se dividisse conosco as suas intenções, pensamentos e próximos passos.
Sinceramente, na minha opinião, essa foi uma solução narrativa totalmente desnecessária, uma vez que a história de “Persuasão” já se comunica tão bem conosco. O que ficou claro, pra mim, no filme dirigido por Carrie Cracknell, é o seu desejo de agradar a uma plateia mais jovem, emulando elementos da crônica da sociedade da época feita em séries como “Bridgerton”, que também tem essa roupagem mais contemporânea para o gênero de romances de época.
O estilo do filme em si é ruim, força humor. E isso é mil vezes pior por se tratar de uma obra literaria muito boa que conseguiram estragar completamente.
Os meus receios foram confirmados, o filme não faz jus à obra da qual foi adaptada e foge demasiadamente do tom leve e classudo que Jane Austen dá à suas histórias. O único ponto positivo é que nos dar vontade de ler o livro!
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