A premissa de Hypnotic tinha tudo para ser um ótimo thriller de ficção científica. O conceito de controle mental é forte, mas o filme não consegue sustentar a ideia. A gente espera uma reviravolta que justifique a sessão, mas ela não chega.
O que fica é um roteiro confuso, cheio de buracos e soluções fáceis que não convencem. É como se a direção não soubesse para onde ir, e você, espectador, fica perdido na trama. É o tipo de filme que tenta ser esperto, mas acaba sendo apenas complicado.
Um bom suspense psicológico curto que prende até o final. O roteiro de Richard D'Ovidio faz com que a gente fique fisgado do início ao fim, pois consegue mostrar toda a evolução da protagonista, mostrando seus pontos fracos e fortes, além das consequências causadas pelo tratamento terapêutico da hipnose. A medida que vamos avançando para o segundo ato, todo o mistério (ou quase todo) vem a tona, e as atuações de alguns personagens acabam deixando a desejar, parecendo algo muito forçado e sem emoção. A fotografia do filme (ao menos no primeiro ato) é algo de se admirar, pois os cenários nos faz lembrar do filme "Corra". A direção também focou no protagonismo feminino de Kate Siegel, seguindo a proposta de resolver tudo sozinha ou com pouca ajuda. Isso é um ponto positivo.
O filme até tem uma premissa interessante, mas tem um roteiro previsível e os fatos acontecem de uma maneira muito fulgaz, parece que os personagens não foram muito bem trabalhados e havia espaço e margem para melhorar esse background. O fato de como o vilão é entregue é muito cedo inserido no filme e o detetive passando todas as informações confidenciais de um caso para uma simples civil é muito inverossímil. Fora isso dava para melhorar o filme, seria um ótimo blog twist apresentar alguma cena mostrando que ela ainda estava sob influência hipnótica do terapeuta ou ela ser a esposa morta, sei lá, dava para fazer um desfecho mais elaborado.
No começa você até cria uma expectativa mas depois o filme se desmancha em clichês. Roteiro fraco, personagens que precisam ser bastante burras pra trama acontecer. Tem umas das personagens que realmente eu não aguento mais ver em filmes, o policial despreparado de bom coração. Tem situações em que você pensa em parar de ver pois são de uma burrice sem tamanho. Consegui chegar até o final que não foi uma grande decepção pois já estava preparado para o pior, e claro foi terrível.
Bom filme, recomendado pra quem tem sede de imersões psicológicas em um momento com um toque de boa vontade. Cenas do sofrimento psicológico bem feitas e de estética primorosa. O argumento é original e trás metaforas diversas para reflexão acerca de temas como fragilidade, controle, vingança e, claro, o bem e o mal em cada um de nós. O pecado está na trama previsível, apesar da ideia ser original. Bela oportunidade perdida de ser um filmaço.
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