Pobres Criaturas
Média
3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

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54 críticas
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32 críticas
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Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de agosto de 2024
Bom filme. A experiência de assisti-lo é como ler uma poesia ou assistir a uma peça teatral. Entretanto, achei que o filme exagerou nas cenas eróticas, que chegam a beirar a pornografia, e no nudismo gratuito. A exposição dos corpos nus, especialmente da atriz, foi feita em demasia. Apesar desses pontos, a trama é interessante e original, e a condução do filme é muito boa. O filme acaba e você fica querendo mais.

Quanto às atuações, gostei muito do Mark Ruffalo e Willem Dafoe, mas a performance de Emma Stone foi sublime. Sua atuação é, sem dúvida, o ponto alto do filme. Quando assisti a "Assassinos da Lua das Flores", fiquei encantado com a atuação de Lily Gladstone, a ponto de me indignar por ela não ter ganho o Oscar. No entanto, ao assistir "Pobres Criaturas", entendi o motivo da vitória de Emma Stone. Sua atuação realmente foi a melhor entre as concorrentes.

É um bom filme e recomendo, mas é importante estar preparado, pois trata-se de uma obra intensa, dramática e muito erótica. Apesar do erotismo ser tratado como poesia...
Ricardo P.
Ricardo P.

14 seguidores 20 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2024
Em uma palavra: perturbador. Despertou em mim risadas, um pouco de asco mas, principalmente, reflexões filosóficas. Podia maneirar um pouco na escatologia e nas cenas de sexo quase explícito, mas tem um roteiro denso e original (não, não é um novo Frankestein).
Leonardo A
Leonardo A

12 seguidores 187 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de março de 2024
Mais um grande erro dos Oscars pois merecia ser o melhor filme. Cinema puro, fantasia e sensibilidade, beleza e conhecimento e muitas citações e lembranças de clássicos do gênero.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de março de 2025
Filme que adapta o livro de Alasdair Gray, que eu nunca cheguei a ler, mas fiquei com uma vontade imensa de ler depois desse magnífico filme. Grande atuação de Emma Stone, ela mereceu o Oscar e na minha opinião, foi um filme muito melhor que Barbie. Sensacional.
Piza
Piza

5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de fevereiro de 2024
Parece óbvio, mas é um ponto que parece ser repetido à exaustão neste filme: tudo gira sobre a construção literal de um personagem. Quais as situações, insumos, objetos, lugares, pessoas, ideias e parâmetros que a personagem principal precisa se expor até demonstrar uma personalidade peculiar, mas ainda assim, aberta a novas construções e aquisições. É um filme sobre ser, absorver, crescer, delimitar, aprender, rever, etc.

spoiler: O interessante é que o filme não julga nenhuma das escolhas da personagem e coloca todas elas no mesmo local de importância para sua definição: desde a ingenuidade em querer resolver os problemas do mundo com dinheiro (de jogo) até o uso do próprio corpo para descoberta, aprendizado e, posteriormente, sustento. Grande parte do filme gira em um motivador e um motivo.


É um ótimo filme, nasce para ser um clássico - pra mim, só não atinge a nota total por uma ou outra escorregada no roteiro (especialmente no final), mas nada que desabone a grande obra de arte que temos em tela.
Mauricio Louz
Mauricio Louz

3 seguidores 58 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de março de 2024
Interessante, boa reflexão, mas pesado, a experiência é diferente, mas digo que vale a pena... Uma boa construção. Mas não indico pra qualquer um, o filme é pesado em alguns sentido!! Sexo e Sangue.
Carlota Herchovicht
Carlota Herchovicht

18 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de março de 2024
Surrealista do inicio ao fim. Uma obra de arte, que não será compreendida por muitos. Denso, tenso, bizarro, cômico, gera ânsia, riso, dor...um deslumbre, ESPETACULAR! Emma Stone..como nunca imaginei, atuação impecável. Outro que brilhou(como sempre) Willem Dafoe, que eu amo! Pontos positivos: Atuação da protagonista, figurinos e trilha sonora. Ponto Negativo: Houve um excesso ( proposital) as cenas de sexo e exposição do corpo da Emma Stone.
Cleber Duarte Coelho
Cleber Duarte Coelho

9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de fevereiro de 2024
Um filme que foge do óbvio, com provocações filosóficas e sociológicas acerca das convenções sociais, do machismo, dos papéis que assumimos em sociedade. Se você gosta de filme clichê, fuja desse filme.
Ricardo Fortes
Ricardo Fortes

2 seguidores 38 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de setembro de 2025
Em seu primeiro ato achei o filme um pouco incômodo, principalmente pelas ações do personagem de Mark Ruffalo, mas conforme a obra avança e vemos a evolução de Bella, fica cada vez mais fascinante, com ótimas atuações.
Assuero Breckinridge
Assuero Breckinridge

1 seguidor 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de julho de 2024
Uma personagem que sente um desejo incontrolável por liberdade: essa é a premissa central de Pobres Criaturas (Poor Things), que vai se expandindo encantadoramente ao longo do filme. Mas o que torna essa história tão incrível é a maneira como o faz, enquanto observamos uma premissa aparentemente simples se desabrochar magnífica. Desde a questão dos limites éticos de um experimento científico, até a maneira como a ingenuidade de alguém que quer mudar o mundo pode ser vista como algo bom ou ruim. A personagem sente uma sede impetuosa de descobrir o mundo e luta contra todas as formas de prisão e limitação que querem lhe impor. Todos nós sentimos esse forte desejo de explorar tantos lugares quanto possível, está no DNA humano. E aqui a vemos recebendo outra vez uma oportunidade de experimentar sua vida depois de um fim trágico, de renascer, de mudar, de recuperar algo, uma essência perdida. E durante sua jornada, ela descobre tudo de bom e novo e acaba encontrando a possibilidade de mudar o mundo que vê à sua volta, como um reflexo de seu próprio interior.

As pessoas são melhoráveis? É tolice querer que as coisas sejam diferentes, que a sociedade mude, que a injustiça acabe (sim, acabar), que a pobreza vá embora e nunca volte, que tenhamos paz ao invés de guerra? Porque não se pode mais sonhar com isso, é ingênuo, é bobo, é típico de pessoas que acabaram de renascer e estão no processo de descobrimento. Então, como se faz? Somos feras selvagens do berço à sepultura (uma ideia sugerida por uma personagem)? Tudo que é sombrio e cruel, deveríamos tolerar? Se conformar perante tudo, e onde é que está a intensidade, o desejo genuíno de ver luz ao invés de trevas? Seja com socialismo ou capitalismo (em sua versão transformada), ou com qualquer outro meio, a história de Pobres Criaturas nos permite contemplar essas possibilidades como algo natural.

Pobres Criaturas é incrível não só porque mostra uma personagem que por natureza anseia liberdade incondicional e o quanto isso nos é narrado como algo maravilhoso. A maneira como ela transcende os limites que a sociedade à sua volta tenta impor, por vezes sendo incompreendida e até tida como um monstro. Ela não tolera limites, ela não tolera ser diminuída ou controlada. Mas ela também quer que as coisas mudem. Chame de revolução ou não, mas a personagem não se conforma com as nuances de desgraça e de opressão, e sua natureza livre a leva a querer mudá-las. E isso é o que faz de Pobres Criaturas uma obra realmente bonita.

***

Pobres Criaturas merece todos os elogios que recebeu e continua recebendo. Eu mesmo fiz questão de elencar alguns, mas fuçando um pouco pelas demais críticas, julguei necessário acrescentar um complemento pertinente.

Parece óbvio para quem assiste que a protagonista se envolve em uma jornada de aventura e descobertas. E com isso ela enfrenta vários desafios. Mas a mensagem implícita parece não ter ficado muito clara. Sim, esse é um filme sobre feminismo, mas não é um filme ideológico. Aponta um fato simples que muitos preferem não aceitar: as mulheres podem ser autossuficientes (se elas quiserem) e a liberdade que elas reivindicam é genuína.

Estamos no século 21 e às vezes parece que ainda mantemos comportamentos dos tempos bíblicos quando as mulheres eram vistas como mercadoria. Parece que a cada passo para frente damos dois para trás. As mulheres não pertencem a ninguém, chega dessas regras medievais idiotas. Lugar de mulher não é na cozinha, dentro de casa, lavando roupa ou submetida a qualquer limite imposto culturalmente. Lugar de mulher é onde ela bem entender.

Não querido, as mulheres não precisam ou devem fazer isso ou aquilo. Elas fazem o que elas bem desejarem e a única coisa que as impede de exercer plenamente sua liberdade é esse machismo ultrapassado que está profundamente enraizado na cultura. Assim como a protagonista Bella Baxter, as mulheres não têm que obedecer, seguir, se enquadrar, se contentar com uma vida sem liberdade, aceitar todas as convenções que limitam seu comportamento e seu desejo. Por isso as ideias do filme são tão fortes e pertinentes, vieram na hora certa, ainda dá pra consertar o século 21 e se livrar de todas as formas de injustiça, opressão e atraso.

Viva a revolução feminista!
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