Pobres Criaturas, do cineasta grego Yorgos Lanthimos, é uma comédia dramática surrealista protagonizada pela ótima Emma Stone. Na minha opinião, é o filme mais fraco de Lanthimos, junto com Sacrifício do Cervo Sagrado. Muita molecagem pra pouco conteúdo... Não sei se os problemas do filme, como a mensagem contraditória e imoral, são devido ao livro do qual adapta(que não li), ou são modificações feitas pelo diretor e roteirista pra dar mais "ousadia" e temas "modernos" à trama. A mensagem aliás, além de torta, ainda é pouquíssimo sútil. Se não fosse pelo design de produção e pela excelente atuação de Stone, o filme seria só mais um filminho militante medíocre. Esse diretor tem filmes bem melhores, como O Lagosta e A Favorita, por exemplo. Recomendo muito mais esses, valem a pena.
Saí do filme reflexivo e fiquei uma semana tentando entender aquela personagem e suas várias camadas. Fiquei encantado com a realidade ficcional: o cérebro de uma menina que amadurece e se desenvolve no corpo de uma mulher e todas as possibilidades narrativas e reflexivas que isso pode gerar. Um filme para assistir de coração aberto.
O filme se perde entre as ilusões do feminismo burguês e termina se entregando a uma vergonhosa ode ao neoliberalismo. A prostituição é apresentada como um meio de emancipação da mulher, de forma pueril porque não nos mostra nem um tipo de revés associado a esta condição exploratória. Talvez o filme tenha apenas se prestado a dar voz à propaganda que ainda encontra barreiras morais (demagógicas, mas ainda sim barreiras) na sociedade ocidental. É como se os banqueiros de fato estivessem a anunciar: - mulheres, não percam tempo, todas vocês podem empreender com os seus próprios corpos (estes seus próprios meios de produção) e assim se emancipar do "patriarcado", do macho tóxico. Mas não da dominação do capital. Esta deve ser cinicamente aceita como parte natural (ou "inatural"?) do mundo... O segmento final do último ato insiste na propaganda, mas é um exagero na dose. Sem ele, talvez, o marketing pudesse passar mais despercebido. E por último, Emma Stone também não entrega mais do que o "script" da propaganda. Sendo assim, nestes termos, o Oscar parece certo.
Chato, cansativo e sem graça. Tão ruim (creio q pior) qto seu "irmão" Lagosta. Se tivesse gasto vendo esse lixo no cinema, pediria reembolso. É um filme "baseado" em pautas lacradoras, mas travestidas em cenas estranhas q só fazem bocejar.
Um Frankenstein filosófico psicodélico, achei cansativo, monótono, sinceramente não tive nenhum tipo de emoção assistindo, em nenhum momento me fez rir, não me chorar, não tive raiva, nem ódio , tive um tédio, não daria um Oscar jamais.
Um filme com muitas camadas!Enredo cativante, figurino e fotografia impecáveis, atuações dignas de Oscar, realmente. Revirou meu estômago mas também me encantou, superou minhas expectativas muito positivamente!
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