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MAGRAOBL
29 seguidores
402 críticas
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4,0
Enviada em 24 de abril de 2024
[24/04/2024 - Star Plus]
Gostei, o filme é muito bom. Fotografia e cenografia fantásticas. Um elenco muito bom. Emma Stone brilhante e Willem Dafoe muito bom. Gostei da direção do Yorgos Lanthimos e o modo como ele conduziu todo o filme por vezes usando o olho de peixe o que deixou em certos momentos como se a Bella Baxter estivesse sendo observada. Ao menos para mim o a sensação que eu tive...
"Poor Things" é mais um filme peculiar do excelente diretor Yorgos Lanthimos, uma espécie de Frankenstein do século XXI que subverte a lógica do que é monstruoso, explorando a tentativa de uma alma em se manter pura em uma sociedade impura. O diretor já havia abordado um tema semelhante no filme "Dente Canino". As atuações estão excelentes, representando os melhores momentos na carreira de Emma Stone e Mark Ruffalo, que desempenham papéis muito bem aqui. Outro destaque é a construção de cenários no estilo retrofuturista, repleto de referências, como metrópoles, que mescla efeitos visuais propositadamente simples com efeitos de alta qualidade, criando constantemente uma sensação de desconfiança.
A fotografia busca ângulos abertos e distópicos, e as polêmicas cenas envolvendo sexo não são explicadas, mas são muito bem dirigidas. O filme parte de uma premissa no melhor estilo ficção científica, mas percorre vários gêneros, incluindo terror, comédia, romance e drama, formando uma obra completa. Apesar de estar longe de ser perfeito, em um período de repetições e pouca criatividade, Yorgos Lanthimos busca inspiração em um livro pouco conhecido dos anos 90 para criar um filme atemporal. Nota: 9/10.
"Pobres Criaturas" é uma verdadeira obra-prima. Filme criativo e peculiar, com uma trama excêntrica e divertida. Tem um exuberante conjunto de fotografia e montagem, além de contar com excelentes interpretações.
Filme fantástico! A excentricidade é a essência desse filme. A história é excêntrica, os personagens são excêntricos e toda cena tem uma excentricidade. É muito divertido e sensual, o humor negro é refinado e de alta qualidade. Todos os atores e atrizes se saíram muito bem. Além disso, passa uma mensagem sobre liberdade e objetificação do ser humano. Indicação ao Oscar muito merecida. Aplausos!
Bom filme. A experiência de assisti-lo é como ler uma poesia ou assistir a uma peça teatral. Entretanto, achei que o filme exagerou nas cenas eróticas, que chegam a beirar a pornografia, e no nudismo gratuito. A exposição dos corpos nus, especialmente da atriz, foi feita em demasia. Apesar desses pontos, a trama é interessante e original, e a condução do filme é muito boa. O filme acaba e você fica querendo mais.
Quanto às atuações, gostei muito do Mark Ruffalo e Willem Dafoe, mas a performance de Emma Stone foi sublime. Sua atuação é, sem dúvida, o ponto alto do filme. Quando assisti a "Assassinos da Lua das Flores", fiquei encantado com a atuação de Lily Gladstone, a ponto de me indignar por ela não ter ganho o Oscar. No entanto, ao assistir "Pobres Criaturas", entendi o motivo da vitória de Emma Stone. Sua atuação realmente foi a melhor entre as concorrentes.
É um bom filme e recomendo, mas é importante estar preparado, pois trata-se de uma obra intensa, dramática e muito erótica. Apesar do erotismo ser tratado como poesia...
Filme que adapta o livro de Alasdair Gray, que eu nunca cheguei a ler, mas fiquei com uma vontade imensa de ler depois desse magnífico filme. Grande atuação de Emma Stone, ela mereceu o Oscar e na minha opinião, foi um filme muito melhor que Barbie. Sensacional.
Fábula produzida com extremo esmero, onde God( Willen Dafoe), um Frankenstein que é simultaneamente criador e criatura, revive do suicídio Bella (Emma Stone) implantando em seu crânio o cérebro do bebê de que está grávida. Com isso se alcançam duas finalidades: não se cria a junção de corpos distintos, como um cachorro com cabeça de ganso, mas sim o deslocamento de partes de um mesmo corpo e permite acompanhar o desenvolvimento físico, mental e, no caso, principalmente sexual desse "bebê" sem implicâncias de ordem moral. A partir daí acompanhamos a sua evolução transformadora até a fase adulta impondo-se frente aos personagens masculinos que permanecem imutáveis e que procuram, sem sucesso, aprisioná-la mantendo-a distante de outras influências. Godwin encarna o papel de um pai super protetor, Max o de um futuro marido que a deseja intocada e Duncan o de um homem que se propõe dono do seu corpo. Os três, e todos os outros personagens menores, transitam sob o domínio de Bella, a feminista concreta que toda feminista teórica desejaria ter sido. Há que se destacar que a discussão que foi gerada pelas cenas de sexo, indispensáveis para o que pretende na história, deve ser creditada única e exclusivamente aos freios morais daqueles que perdem seu tempo com um tal blá-blá-blá. Será um trabalho hercúleo dos juízes da academia de Hollywood escolher com quais Óscares irão premiar este filme. Merece todos.
Mais um grande erro dos Oscars pois merecia ser o melhor filme. Cinema puro, fantasia e sensibilidade, beleza e conhecimento e muitas citações e lembranças de clássicos do gênero.
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