Por um Fio
Média
3,8
962 notas

19 Críticas do usuário

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Francisco Russo
Francisco Russo

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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Após um bom tempo, enfim Joel Schumacher acertou a mão. "Por um Fio" é um filme tenso, nervoso até o último minuto, que consegue prender a atenção do espectador do início ao fim. Ou melhor, quase do início ao fim, já que os primeiros minutos com narração em off falando sobre a utilização de telefones em Nova York são didáticos demais, sendo até mesmo desinteressantes. Porém a partir de então o filme cresce e muito. Da apresentação ao personagem Stu Shepard até sua ligação a Pamela, tudo serve para que o público conheça melhor o personagem que ficará, na hora seguinte, preso a uma cabine telefônica sendo chantageado por um franco-atirador. O duelo existente entre Stu e o franco-atirador, sempre pelo telefone, é bastante tenso e com grandes doses de humor negro. Todo o contexto criado ao redor da cabine telefônica, com a polícia suspeitando de Stu ter cometido um assassinato ocorrido bem em frente à cabine telefônica em que está, dá ainda mais nervosismo à situação. Com isso o filme proporciona pouco mais de uma hora em que tudo pode acontecer e, apesar do cenário e os elementos envolvidos serem sempre os mesmos, o espectador volta e meia é surpreendido com os rumos da trama. Boa parte da tensão também deve ser atribuída a Joel Schumacher, que soube mantê-la sempre em alta com a utilização de diversas câmeras mostrando o personagem de Colin Farrell sob os mais diversos ângulos possíveis, e a própria edição do longa-metragem, que em diversos momentos mostra a mesma cena sob vários pontos de vista diferentes, na mesma tela. Farrell, por sinal, tem uma atuação bastante convincente, indo desde a arrogância inicial até o desespero pela situação a qual seu personagem se encontra. Tudo isto ao mesmo tempo, aliado ainda à sensação de que tudo se passa em tempo real, faz com que "Por um Fio" seja um dos melhores suspenses a serem lançados nos cinemas nos últimos tempos, fazendo com que o público entre numa jornada tensa a qual tudo pode acontecer."
Thiago C
Thiago C

7 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Eis um filme interessante de ser ver do ponto de vista psicológico: um coitado faz uma pessoa qualquer de cobaia para o divertimento próprio fazendo essa pessoa perder toda a credibilidade - ainda que discutível - em fente às câmeras. Joel Schumacher já se esqueceu de Batman & Robin o que é muito bom."
alex
alex

3 seguidores 28 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um agente de atores e atrizes de Nova Iorque liga pra sua amante de uma cabine telefônica e, logo que ele desliga o telefone toca, ele atende, então ele se vê numa complicada situação: se ele desligar, ele morre, pois do outro lado da linha existe um matador que o está vigiando o tempo todo; e na rua tem a polícia, que acredita que ele seja o culpado pela morte de uma pessoa naquele momento. Uma história que faz pensar que o filme é muito chato e intediante, pricipalmente se você souber que praticamente o filme todo se passa em uma determinada avenida de Nova Iorque, e o personagem Stuart Shepard (Colin Farrell) fica o tempo todo dentro de uma cabine telefônica. É um completo engano. O diretor Joel Shumacher tem que receber os parabéns pela excelente direção. Ele fez de um filme que tinha tudo pra ser monótono, um filme repleto de suspense e drama. As pessoas não tiram os olhos da tela em nenhum momento, sempre tem algo acontecendo. No filme são discutidos assuntos como a importância excessiva que as pessoas dão pras coisas materiais. O personagem Stu Shepard usa ternos italianos e um relógio de 2.000 dólares; isso pra enganar a si próprio sobre sua importância. Assim como muitas pessoas, Stu acredita que o que faz uma pessoa é o que ela tem, não o que ela é. O diretor tenta desmistificar isso. Interessante que o próprio assassino faz Stu pensar refletir sobre isso e finalmente admitir o que está acontecendo, que ele não vale nada porque trai sua esposa e engana as pessoas. O personagem então percebe isso e entra em depressão. É doloroso quando você descobre que o que você tem não faz de você uma pessoa melhor, pelo contrário, pode até corrompê-lo. Mais uma de várias tentativas do cinema de mostrar isso. Apesar dessa "lição de moral", o diretor não foi radical, quer dizer, ele não disse que as coisas não valem absolutamente nada e que você tem que se desfazer delas. Stu usa o seu celular pra ligar pra polícia, o que foi útil, querendo ou não isso decidiu se a vida dele seria salva ou não, pense se ele estivesse sem o celular naquele momento... Então não sejamos radicais, as modernas tecnologias também nos ajudam e servem pra muitas coisas. Não podemos voltar ao passado quando não existiam celulares e computadores, isso tudo já faz parte da nossa vida, o que não podemos é nos iludir que essas coisas trarão felicidade. Então temos que ser pessoas honestas, equilibradas e gentís com os outros; porém sem largar o conforto da tecnologia que nós temos hoje. O filme tem apenas 81 minutos, é curto em comparação a outros filmes mas vale a pena ir assistir. Um filme muito bem produzido e dirigido. A tensão é constante."
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