Cidade dos Sonhos
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4,0
753 notas

46 Críticas do usuário

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Gabriel Custodio
Gabriel Custodio

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2026
Obra prima demaissssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
contato kintal
contato kintal

12 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2026
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk obra prima de fato, bizzaro
Gab
Gab

4 seguidores 66 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de abril de 2025
david lynch criou um dis melhores filmes da hisotria pqp, pode ser confuso mais e bom,inteligente e suuuper interessante me entreti do inicio ao fim!!!
Túlio Bartolomeu
Túlio Bartolomeu

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de outubro de 2021
Claramente um composto genial de Buñuel, Hitchcock, Tarantino e Ferrara. Para mim, o melhor filme do Lynch.
Tiberius L. S. Lobo
Tiberius L. S. Lobo

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de agosto de 2021
Explicação sumária sobre Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2002) de David Lynch
(CONTÉM SPOILERS)

Numa primeira olhada, ‘Cidade dos Sonhos’ seria mais uma obra lynchiana de crítica às hipocrisias da indústria de Hollywood, e quiçá ao cinema em geral, dando sequência à revelação das podridões por trás da fábrica da fama iniciada com o filme anterior, ‘Estrada Perdida’ (que se concentrava mais no microcosmo da produção pornográfica). A presença rapinante do abuso e do assédio sexual forma a aura destes filmes e também do posterior – ‘Império dos Sonhos’ – o fechamento de uma trilogia sobre os horrores ocultos do mundo da sétima arte.

O eixo para o entendimento da trama fragmentada, não linear e não cronológica de ‘Cidade dos Sonhos’ é saber que a primeira parte do filme é um sonho da protagonista, enquanto a segunda parte mostra as causas do sonho. Em ambas as narrativas, os elementos surgem trocados e embaralhados: os mesmos personagens aparecem com outros rostos, e personagens diferentes têm os mesmos nomes. A "lógica" dessas alterações é basicamente a explicada por Sigmund Freud em sua teoria dos sonhos.

A personagem de Naomi Watts (que se apresenta com nomes diferentes, em fases distintas do enredo) vê a si mesma nos sonhos como sendo personagens, ela mesma com aspectos diferentes.

O padrinho mafioso que está sempre numa cadeira. O caubói. O mendigo monstro. Esse aí, talvez seja a principal representação de si mesma que ela faz. Trata-se da sua autoimagem, algo que surge do sentimento de culpa após ela ter arquitetado o crime revelado no final do filme. O rapaz atormentado pelo mendigo monstro, na lanchonete, também é ela. Ela aparece divida em dois, nesse caso. Atormentada pelo que imagina ser seu próprio "rosto" desfigurado, o estado de sua consciência após ter eliminado a pessoa que mais amava.

É quase certo, também, que as duas figuras masculinas amigáveis na mesa da lanchonete, aparecidas tão repentinamente, sejam uma versão homoafetiva alternativa da relação lésbica das personagens femininas, em outro gênero.

A infeliz sonhadora está retirando todas essas imagens e nomes da vida real, dos simples acontecimentos ao redor.

Ela viu o caubói naquela festa, viu vários convidados dos quais a imaginação dela capturou as feições para depois se valer delas numa narrativa paralela.

Essa narrativa paralela, dos sonhos dela, é toda fundamentada na noção de julgamento. Ela ora julga e condena os outros, ora julga e condena a si própria. Por isso aqueles castigos intermináveis feitos às pessoas supostamente merecedoras desse juízo.

O próprio assassino de aluguel (que na vida real, executa o plano terrível) é representado como um bobalhão desastrado - porque, no íntimo dela, a protagonista ainda espera que ele não consiga matar aquela pessoa. O arrependimento tenta torcer as coisas ao máximo.

A parte estética do filme também tem seus códigos. A cor vermelha representa o sonho, a parte fantasiosa, o mundo dos desejos que constitui o sonho. Já o azul é seu oposto: representa a realidade fora do sonho. No caso dessa história, uma realidade da qual se pretende fugir: a responsabilidade por um ato terrível. Repare como a protagonista tem espaços de pânico durante os tempestuosos flashes de luz azul na sequência do Clube Silêncio.

A caixa azul serve como um portal entre as duas dimensões, é algo intrigante e assustador. É o caminho para a realidade terrível. A chave estilizada do sonho (que tem um correspondente no mundo real com outro formato, mas da mesma cor) está obviamente ligada à caixa. No entanto, é aquela pequena chave do mundo real, pertencente outrora ao assassino de aluguel, mas depois presenteada à pessoa que encomendou o crime, que fornece a significação da cor azul que será integrada ao mundo do sonho. Porque esse objeto fica dali em diante servindo de pivô fetichístico em torno do qual as demais imagens oníricas circulam.

Naturalmente, o vermelho está relacionado ao desejo. Matéria prima básica dos sonhos.

Há um curioso contraponto entre a misteriosa tia Ruth, com seus cabelos ruivos, e a mulher de cabelos azuis que assiste de camarote às apresentações assumidamente fake no palco do clube.

Curiosamente, na primeiríssima cena (a dança anacrônica) vemos um fundo violeta (roxo/lilás/púrpura, chamem como quiserem), ou seja, a fusão das duas cores fundamentais. Isso indica uma ambiguidade: essa cena pode estar se passando em ambas as dimensões. Tanto na “interna” como na “externa”.

Por fim, o casal de idosos representa a segurança da normatividade máxima, a aceitação coletiva, a inserção no status quo, que é até invejada pela protagonista. Ela se atrai por mulheres. No fundo da mente, ela desconfia que sua lesbianidade não a levará a formar uma família, ou a ter filhos, ter um lar seguro e uma aceitação social – tudo que um feliz casal idoso representa. Então aquele par (do qual o filme não faz questão de mostrar a origem imagética) surge, no final, como um fator repressor esmagador, uma implacável autopunição.

Mas o filme vai ainda além de ser uma amostra ou panorama da parte inconsciente do ser humano e os mecanismos com os quais aquele se mostra. 'Mulholland Drive' é principalmente um discurso sobre a natureza do amor, em seu aspecto mais trágico.

Um grande medo, e grande risco, para toda pessoa, é a possibilidade do amor ser somente subjetivo – algo vivido solitariamente. Sem correspondência à altura, da parte do objeto de amor, do ser amado. Toda a fantasia de amor da personagem está sendo vivida dentro dela mesma, enclausurada na sua pessoa. Não há nenhuma indicação concreta de que a mulher que tanto fora sua amada realmente a amasse. Pior: ela se revela uma grande fraude, um ser manipulador, sádico e cruel, que faz jogo de gato e rato com os sentimentos alheios. Alguém definitivamente não merecedor de devoção. Mas – se pergunta aqui – onde teria ficado o AMOR? Durante todo o tempo, onde ele residiu?

Na clausura da subjetividade. No mundo interno da psique da jovem atriz. Um amor na completa solidão, num mundo só de ilusão. Confinado e isolado no mundo dos sonhos.
Tom Cat
Tom Cat

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de janeiro de 2021
Eu assisti aqui no manicômio onde estou internado junto com meu psiquiatra. Tanto eu como ele não chegamos a lugar algum para poder explicar. Mas achamos o filme bem interessante. Recomendo.
Mateus Olivotti
Mateus Olivotti

6 seguidores 36 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2020
Mulholland Drive é um filme de trama e suspense lançado em 2001 e dirigido por David Lynch.

Esse é um dos filmes mais diferentes e criativos que já assisti, é impossível descrever toda sua complexidade em apenas um texto, e além de tudo é um dos (talvez o melhor) filme da carreira de Lynch, muito disso se deve ao fato de que o estúdio deu total liberdade ao diretor para que ele fizesse o filme que desejasse, e deu muito certo.
É extremamente difícil compreender o filme vendo-o apenas uma vez, pois, além dele contar diversas alegorias e simbolismos, não possuí uma "interpretação oficial", sendo assim, cada pessoa consegue ter uma percepção diferente da obra, e muitas vezes até aconselho ler alguns artigos sobre o filme.

O longa conta com um visual incrível, dês da fotografia a palheta de cor escolhida e os os atores estão todos ótimos. Por mais que o filme tenha quase duas horas e meia de rodagem, a história te prende de um jeito que em nenhum momento torna-se um filme cansativo ou maçante, cada momento é extremamente preciso e necessário, nada poderia ser descartado, a experiência de assistir a Mulholland Drive se equivale quase a montar um quebra cabeça, o diretor te dá as peças, e o espectador ás monta, e isso é muito legal e interessante de se fazer.

Mulholland Drive é um dos melhores filmes da carreira de David Lynch e assisti-lo é muito mais que entretenimento, é uma experiência.
Murilocortezalvarez
Murilocortezalvarez

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de outubro de 2020
Um dos melhores filmes que já vi. Ao contrário do que muitos dizem, acho que este filme não requer uma grande inteligência para aprecia-lo.Não há uma grande complexidade na trama, o final do filme se entrelaça com o começo de uma forma muito bela.Claro, há muitas coisas escondidas e para cada cena, movimento, fala, Lynch colocou um significado.É um filme completo que te transmite a verdadeira essência da arte.
Marcelo P.
Marcelo P.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de maio de 2020
Assisti inúmeras vezes e em cada uma delas descubro algo que enriquece a obra. É uma obra em que os enigmas não só se resumem à trama, como tb a homenagens e críticas ao ambiente hollywoodiano. Pode-se perceber que há cenas que, em seu estilo, homenageiam Hitchcock, Tarantino, Scorsese...vejo citações intrínsecas a clássicos como Crepúsculo dos Deuses. Vale muito a pena assistir. spoiler: Para quem não entendeu e quer uma luz, o filme trata de uma viagem à órbita mental de uma suicida, onde em três quartos do filme presenciamos a mesma (uma atriz renegada pelo mundo hollywoodiano, além de ser preterida por sua namorada) se enclausurando em um sonho, no qual tudo é perfeito. Depois que ela acorda é que presenciamos todo o drama angustiante pelo qual passava. Um filmaço para assistir diversas vezes e ver o que levou a protagonista (que era uma atriz) a mudar de nome e escolher os personagens de seu sonho com base nas pessoas que via no dia a dia.
Alex R.
Alex R.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de janeiro de 2020
Esse filme é uma Obra Prima, David Lynch consegue trazer a tela a realidade e a imaginação do espectador abrangendo diversos elementos dentro da obra, um dos 10 melhores filmes que já vi na vida sem dúvidas!
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