Cidade dos Sonhos
Média
4,0
754 notas

46 Críticas do usuário

5
24 críticas
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10 críticas
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3 críticas
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Ari Willians
Ari Willians

8 seguidores 137 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de abril de 2024
Um filme surreal, uma trama que percorre uma tensão constante, com ótimos atores. Muito complexo, não é um filme para ser explicado, já que pode ser interpretado de várias maneiras. Genial seria a classificação correta desta obra de David Linch.
Jefferson Davi D.
Jefferson Davi D.

7 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de julho de 2013
Trama complexa é perfeita, cada ponto é importante, nada se deixa escapar, uma chave em cima de uma mesa é algo importante, filme feito para pensar, quem não gosta de pensar, não assista. É quem achou ruim é porque não entendeu nada que foi passado. Atuação perfeita da Naomi Watts.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de abril de 2023
Há alguns pontos de vista diferentes que quero mencionar sobre esse filme.
Primeiro, que não me chamou tanta atenção, tanto interesse. Continuei vendo justamente por saber que é um filme super aclamado.
Para meu gosto em um suspense é necessário ter uma história que "cativa", que faça você sentir interesse em desvendar os mistérios.
E a história não me chamou muita atenção, por isso por um tempo me senti como se eu estivesse solucionando um mistério sem ter nenhuma motivação pra isso.
Sobre o final, vem a segunda parte da minha crítica.
Eu inicialmente não entendi bem o filme, mas ao pesquisar vi que a história se encaixa e que realmente é uma falha de entendimento minha e não do filme.
Por isso dou alguns créditos a um filme que eu pessoalmente não curti tanto, mas que consegue sim encaixar bem as peças dentro de toda essa complexidade que foi o filme todo.
Birovisky
Birovisky

229 seguidores 196 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de abril de 2018
Sem espaços: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2018/04/03/rezenha-critica-cidade-dos-sonhos-2001/

O ritmo é lento até certo ponto, propositalmente para inclusive provocar o sono em quem está assistindo, justamente para que ocorra uma miscelânea de sensações no qual o telespectador esteja achando que está dentro de um sonho mesmo porque está com sono, o pior que assistindo você realmente adentra na história. Se foi proposital isso ou usado de desculpa funciona. Quando finalmente a história arrebata,m você mal consegue ficar sentado tamanha angústia e suspense

Um roteiro bem fechado sem pontas soltas, apenas perguntas que ficam sem respostas para livre interpretação de quem admira uma obra de arte, seja ela da sétima arte que seria um filme ou qualquer que seja.

A fotografia contrastando as cores azul e vermelho (atente-se sempre a elas) é linda, ali você consegue nota o dedo de um artista como David Lynch, por mais que o filme fosse ruim, esses conceitos de cores fazem toda a diferença em um filme e que marcam você. Anos depois várias cenas no qual foram utilizados cores opostas em contraste ainda sim ficam impregnados em sua memória como é o caso do fatídico clube Silêncio.

Os simbolismos que David Lynch trabalha aqui parecem soltos sem jamais soarem jogados ou aleatórios, e há coisas que não se conectam, já que este é um filme que se abnega da própria linguagem, se autorreferencia e nem se dá ao trabalho de fazer sentido
Diácono Marcio C.
Diácono Marcio C.

20 seguidores 54 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de dezembro de 2015
Gosto de filmes que você não entende nada e depois entende tudo É um drama psicológico com boas atuações principalmente das atrizes principais
Alan
Alan

16 seguidores 358 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de agosto de 2023
O filme proporciona uma experiência incomum para o espectador. Se não fosse o desfecho confuso, seria sem dúvida um filme extraordinário. Mas ainda assim vale a pena assisti-lo.
Guiwm
Guiwm

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
É fácil dizer que não é bom um filme que não se entende, ignorância. O filme é fantástico e força o máximo do espectador para que este entenda o filme que não facilita muito, sendo normal muitas pessoas assistirem mais de uma vez atentamente para que formem uma teoria plausível sobre o filme. Não é um filme aconselhado para quem não gosta de pensar, pois não é nem um pouco mastigado e confunde constantemente o espectador sobre o que realidade e o que é sonho.
Gio Palha
Gio Palha

9 seguidores 72 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2025
Filmao! Confuso, onírico, tive que assistir um vídeo no YouTube que explicava o filme kkkk mas um filmao, não pra todos os gostos
Tiberius L. S. Lobo
Tiberius L. S. Lobo

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de agosto de 2021
Explicação sumária sobre Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2002) de David Lynch
(CONTÉM SPOILERS)

Numa primeira olhada, ‘Cidade dos Sonhos’ seria mais uma obra lynchiana de crítica às hipocrisias da indústria de Hollywood, e quiçá ao cinema em geral, dando sequência à revelação das podridões por trás da fábrica da fama iniciada com o filme anterior, ‘Estrada Perdida’ (que se concentrava mais no microcosmo da produção pornográfica). A presença rapinante do abuso e do assédio sexual forma a aura destes filmes e também do posterior – ‘Império dos Sonhos’ – o fechamento de uma trilogia sobre os horrores ocultos do mundo da sétima arte.

O eixo para o entendimento da trama fragmentada, não linear e não cronológica de ‘Cidade dos Sonhos’ é saber que a primeira parte do filme é um sonho da protagonista, enquanto a segunda parte mostra as causas do sonho. Em ambas as narrativas, os elementos surgem trocados e embaralhados: os mesmos personagens aparecem com outros rostos, e personagens diferentes têm os mesmos nomes. A "lógica" dessas alterações é basicamente a explicada por Sigmund Freud em sua teoria dos sonhos.

A personagem de Naomi Watts (que se apresenta com nomes diferentes, em fases distintas do enredo) vê a si mesma nos sonhos como sendo personagens, ela mesma com aspectos diferentes.

O padrinho mafioso que está sempre numa cadeira. O caubói. O mendigo monstro. Esse aí, talvez seja a principal representação de si mesma que ela faz. Trata-se da sua autoimagem, algo que surge do sentimento de culpa após ela ter arquitetado o crime revelado no final do filme. O rapaz atormentado pelo mendigo monstro, na lanchonete, também é ela. Ela aparece divida em dois, nesse caso. Atormentada pelo que imagina ser seu próprio "rosto" desfigurado, o estado de sua consciência após ter eliminado a pessoa que mais amava.

É quase certo, também, que as duas figuras masculinas amigáveis na mesa da lanchonete, aparecidas tão repentinamente, sejam uma versão homoafetiva alternativa da relação lésbica das personagens femininas, em outro gênero.

A infeliz sonhadora está retirando todas essas imagens e nomes da vida real, dos simples acontecimentos ao redor.

Ela viu o caubói naquela festa, viu vários convidados dos quais a imaginação dela capturou as feições para depois se valer delas numa narrativa paralela.

Essa narrativa paralela, dos sonhos dela, é toda fundamentada na noção de julgamento. Ela ora julga e condena os outros, ora julga e condena a si própria. Por isso aqueles castigos intermináveis feitos às pessoas supostamente merecedoras desse juízo.

O próprio assassino de aluguel (que na vida real, executa o plano terrível) é representado como um bobalhão desastrado - porque, no íntimo dela, a protagonista ainda espera que ele não consiga matar aquela pessoa. O arrependimento tenta torcer as coisas ao máximo.

A parte estética do filme também tem seus códigos. A cor vermelha representa o sonho, a parte fantasiosa, o mundo dos desejos que constitui o sonho. Já o azul é seu oposto: representa a realidade fora do sonho. No caso dessa história, uma realidade da qual se pretende fugir: a responsabilidade por um ato terrível. Repare como a protagonista tem espaços de pânico durante os tempestuosos flashes de luz azul na sequência do Clube Silêncio.

A caixa azul serve como um portal entre as duas dimensões, é algo intrigante e assustador. É o caminho para a realidade terrível. A chave estilizada do sonho (que tem um correspondente no mundo real com outro formato, mas da mesma cor) está obviamente ligada à caixa. No entanto, é aquela pequena chave do mundo real, pertencente outrora ao assassino de aluguel, mas depois presenteada à pessoa que encomendou o crime, que fornece a significação da cor azul que será integrada ao mundo do sonho. Porque esse objeto fica dali em diante servindo de pivô fetichístico em torno do qual as demais imagens oníricas circulam.

Naturalmente, o vermelho está relacionado ao desejo. Matéria prima básica dos sonhos.

Há um curioso contraponto entre a misteriosa tia Ruth, com seus cabelos ruivos, e a mulher de cabelos azuis que assiste de camarote às apresentações assumidamente fake no palco do clube.

Curiosamente, na primeiríssima cena (a dança anacrônica) vemos um fundo violeta (roxo/lilás/púrpura, chamem como quiserem), ou seja, a fusão das duas cores fundamentais. Isso indica uma ambiguidade: essa cena pode estar se passando em ambas as dimensões. Tanto na “interna” como na “externa”.

Por fim, o casal de idosos representa a segurança da normatividade máxima, a aceitação coletiva, a inserção no status quo, que é até invejada pela protagonista. Ela se atrai por mulheres. No fundo da mente, ela desconfia que sua lesbianidade não a levará a formar uma família, ou a ter filhos, ter um lar seguro e uma aceitação social – tudo que um feliz casal idoso representa. Então aquele par (do qual o filme não faz questão de mostrar a origem imagética) surge, no final, como um fator repressor esmagador, uma implacável autopunição.

Mas o filme vai ainda além de ser uma amostra ou panorama da parte inconsciente do ser humano e os mecanismos com os quais aquele se mostra. 'Mulholland Drive' é principalmente um discurso sobre a natureza do amor, em seu aspecto mais trágico.

Um grande medo, e grande risco, para toda pessoa, é a possibilidade do amor ser somente subjetivo – algo vivido solitariamente. Sem correspondência à altura, da parte do objeto de amor, do ser amado. Toda a fantasia de amor da personagem está sendo vivida dentro dela mesma, enclausurada na sua pessoa. Não há nenhuma indicação concreta de que a mulher que tanto fora sua amada realmente a amasse. Pior: ela se revela uma grande fraude, um ser manipulador, sádico e cruel, que faz jogo de gato e rato com os sentimentos alheios. Alguém definitivamente não merecedor de devoção. Mas – se pergunta aqui – onde teria ficado o AMOR? Durante todo o tempo, onde ele residiu?

Na clausura da subjetividade. No mundo interno da psique da jovem atriz. Um amor na completa solidão, num mundo só de ilusão. Confinado e isolado no mundo dos sonhos.
Thiago Ferreti
Thiago Ferreti

10 seguidores 276 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de setembro de 2025
Filme perturbador e confuso . Se tivesse sido melhor dirigido teria feito mais sucesso . A história é excepcional como nossos complexos sonhos.
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