Achei muito interessante, minha avaliação fica dividida em dois sentidos: a narrativa, e a construção do filme. Bem, em relação a narrativa, gostei bastante da proposta do filme de ilustrar um problema que foi real, mas nós do ocidente não poderíamos nem mensurar, pois ainda desfrutamos certa liberdade. Definitivamente não é um filme feito para o brasileiro médio assistir, o brasileiro em grande maioria, não compreenderia a problemática proposta neste filme, mesmo que compreendesse, o que não é muito difícil, a construção do filme lhe causaria um certo desconforto, assim como me causou. Porque, diferente das produções de hollywood, o filme não um final ortodoxo, o protagonista não resolve o problema, ele apenas convive com ele, porque é a única alternativa que ele têm, e está tudo bem assim, esse foi um excelente ponto que incrementou e muito no filme. Mas voltando na narrativa novamente, achei que o protagonista não foi bem um protagonista, porque em tese, os problemas que ele enfrenta ao longo do filme são consequências de suas escolhas, não critico o fato dele ser minimamente patriota, ou simplesmente não quiser ceder a pressão de politico-militar de Israel, minha critica consiste em que ele coloca seus ideais políticos a cima de sua família, e na minha visão e acredito que na visão de um homem que vive no mediterrâneo também, o papel de um pai, marido e homem no geral é proteger sua família, e isso se faz estando presente, ao longo do filme, é falado que ele tem a oportunidade de ir para o outro lado da fronteira e viver lá com sua família, mas ele apenas nega, dizendo que não quer isso, esse diálogo que me incomoda, me causa estranheza, um homem negando-se estar presente com sua família, com seus filhos e esposa mesmo sabendo o quanto isso facilitaria a vida deles, e seria muito benéfico para eles, acredito que essa não é atitude de um homem, mas o filme é uma mistura de sentimentos, uma verdadeira experiência para quem tem a mente aberta.