Borat: Fita de Cinema Seguinte
Média
3,5
184 notas

27 Críticas do usuário

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Cesar Q.
Cesar Q.

3 seguidores 15 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de outubro de 2020
Produzido e gravado em segredo pela Amazon, o acintoso, revoltante e constrangedor personagem criado por Sasha Baron Coen, BORAT retornou hoje no catálogo mundial do Prime vídeo Amazon.
Repleto de "más" intenções, tanto sua estreia quanto seus alvos são declaradamente pensados para influenciar a eleição americana.
Suas pegadinhas antropológicas/sociológica do povo norte-americano miram nos eleitores do partido republicano, Donald Trump e seus aliados políticos de alta patente (a sequência com Rudolph Giuliani é interrompida no exato momento em que o cômico se tornaria escândalo).
Assim como no primeiro filme de 14 anos atrás, é um humor para poucos, da vergonha alheia, do constrangimento e do grotesco. Com um plot twist envolvendo o corona vírus e com o dedo do meio erguido para um modo de pensar o mundo de grande parte da população mundial, essa continuação será visto como comédia por menos espectadores ainda. E será ofensiva para muito mais espectadores. Prevejo enxurradas de processos, boicotes e assinaturas canceladas. Incluindo brasileiros e o nosso atual presidente.
Mateus Olivotti
Mateus Olivotti

6 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de novembro de 2020
Ok, o primeiro Borat foi polêmico, gerou alguns processos, mas sua sequência de 2020 provavelmente terá muitos e muitos mais processos. Sem dúvidas Sacha Baron Cohen é uma pessoa corajosa.
14 anos após os acontecimentos do primeiro filme Borat é enviado novamente ao Estados Unidos, porém dessa vez com um objetivo diferente e ao lado de sua filha.
Esperamos 14 anos para uma sequência do primeiro longa, e valeu a pena?
a resposta é: Sim! Valeu muito a pena
Borat de 2020 apresenta o mesmo tipo de humor do primeiro filme o que é ótimo, novamente uma atuação muito boa de Sacha Baron Cohen e o mais importante: críticas extremamente pesadas ao estilo de vida americano e a o governo Trump, que é sem dúvida alguma o ponto mais alto do filme.
Talvez quem não esteja totalmente familiarizado com a atual política dos EUA não entenda uma ou outra piada, mas dá para se divertir tranquilamente do mesmo jeito.
Em certos momentos do filme você vai se pegar perguntando: O que é isso?? Como Sacha Baron Cohen ainda não foi preso??
E isso é simplesmente sensacional.
Mas obviamente nem tudo no filme são maravilhas ele apresenta alguns problemas do primeiro filme, como as coisas se resolvendo muito fácil e acontecerem muito rápido, para mim o primeiro Borat(2007)ainda é melhor, mas o segundo longa consegue honrar bem o primeiro.
Borat(2020) é um ótimo filme, mesmo não sendo perfeito e um pouco inferior que o primeiro é uma ótima sequência e um filme de comédia muito engraçado, com criticas pesadas e pertinentes a o EUA.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 6 de dezembro de 2020
Embora não carregue o mesmo verniz de novidade do seu antecessor, Fita de Cinema Seguinte consegue apresentar uma continuidade coerente para as loucas aventuras de Borat, interpretado com o mesmo vigor e talento irreverente de Sacha Baron Cohen. Mais uma vez, o que nós temos é uma brutalmente escatológica e intelectualmente provocativa sátira da cultura americana, e é impressionante como eles não tiveram que fazer mudanças estruturais significativas no desenvolvimento dos comentários sociais, sendo que o que era pertinente em 2006, continua sendo hoje. O mundo parece que muda, muda, e tudo acaba ficando sempre igual. É óbvio que, assim como o longa anterior, Borat 2 tem um claro viés liberal com críticas explícitas à direita cristã conservadora do Partido Republicano, bem como sua base social. Mas acredito que é uma comédia de natureza atemporal que consegue transpor eventuais barreiras ideológicas com seu senso de humor infalível, podendo ser apreciada por diferentes grupos.Tem que virar trilogia!
Nabokova
Nabokova

16 seguidores 112 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de novembro de 2020
É sempre aquele desafio filmar uma sequência, pela perda do elemento surpresa. No caso de Borat, mais ainda, porque seu elemento surpresa, que chocou e foi sucesso mundial, é a fórmula, independentemente de mudar a história. Ou seja, filmar americanos em situações reais, constrangendo-os a expor seus preconceitos, dando tudo num resultando hilário. É um desafio, mas Sacha conseguiu novamente um ótimo filme. O primeiro tem uma quantidade maior de situações arquitetadas e muito engraçadas ( onde os cidadãos comuns caem como patinhos na intenção da cena) mas, para compensar, nesse a ousadia aumenta, principalmente por conseguir colocar o advogado número um de Trump num vexame mundial, por seu próprio comportamento. Também seria inacreditável o que acontece na cena da Convenção Republicana se não tivéssemos plagiado aqui no Brasil o comportamento idêntico.
Kesley Bertany
Kesley Bertany

1 seguidor 8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2020
A fuckin' great movie. Na minha opinião, muito melhor que o primeiro. O método, a espontaneidade... é surreal como as coisas fluem. Convenhamos que não é o filme mais agradável visualmente, mas quando essa é a intenção e todo o restante se inter-relaciona, temos essa obra, com uma idealização primorosa. Destaque (como sempre) ao Sasha que tem "insights" incrivelmente originais e tem uma espécie de "dom" de conseguir arrancar o pior lado das pessoas, realmente imergindo no personagem. A coadjuvante é OK, interessante mas não é a melhor atriz, porém FUNCIONA no papel.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 1 de março de 2021
Embora não carregue o mesmo verniz de novidade do seu antecessor, Fita de Cinema Seguinte consegue apresentar uma continuidade coerente para as loucas aventuras de Borat, interpretado com o mesmo vigor e talento irreverente de Sacha Baron Cohen. Mais uma vez, o que nós temos é uma brutalmente escatológica e intelectualmente provocativa sátira da cultura americana, e é impressionante como eles não tiveram que fazer mudanças estruturais significativas no desenvolvimento dos comentários sociais, sendo que o que era pertinente em 2006, continua sendo hoje. O mundo parece que muda, muda, e tudo acaba ficando sempre igual. É óbvio que, assim como o longa anterior, Borat 2 tem um claro viés liberal com críticas explícitas à direita cristã conservadora do Partido Republicano, bem como sua base social. Mas acredito que é uma comédia de natureza atemporal que consegue transpor eventuais barreiras ideológicas com seu senso de humor infalível, podendo ser apreciada por diferentes grupos.Tem que virar trilogia!
Sunça - Felipe Assumpção Soares
Sunça - Felipe Assumpção Soares

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de maio de 2021
A alguns anos atrás, o discurso de ódio, a intolerância e o preconceito eram velados. Hoje, são ditos e escritos abertamente. Não é difícil encontrá-los intrinsecamente ligado à política, religião e grupos sociais. A ciência é negada, o “achismo” vale mais do que o fato e a moralidade não importa mais. É nesse contexto que Borat Sagdiyev (Sacha Baron Cohen) retorna. A nova empreitada, lançada pela plataforma de streaming Amazon Prime Video, é “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. Em sua primeira aparição, o desafio do jornalista cazaquistão era escancarar e trazer a tona o preconceito, a intolerância, o racismo e a homofobia das pessoas com quem interagia. Quatorze anos se passaram desde o primeiro longa “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”. E agora, na sequência Borat e sua filha Tutar (Maria Bakalova) logo percebem que não é preciso muito esforço para trazer a tona todo esse discurso de ódio. Basta trocar algumas frases certeiras e as pessoas, mesmo sabendo da presença da câmera, não têm o menor pudor de dizer atrocidades. A obra sabe disso. Logo de início em uma rápida montagem vemos Trump e suas amizades pelo mundo, uma demonstração de como nosso planeta está cada vez mais intolerante. Se esta conversa lhe parece familiar, é porque é. Não à-toa o Brasil está representado nessa montagem na figura de Bolsonaro.

É nesse contexto, onde uma vendedora de bolo não tem problemas em escrever uma frase antissemita no produto, um pastor se preocupa mais com um aborto do que com o abuso sexual de um pai e um medico que assume não ter problemas em cometer um assedio a uma adolescente de 15 anos, que Borat recebe sua nova missão. Após ter feito seu país virar motivo de piada no mundo inteiro com o primeiro filme, o jornalista passou quatorze anos preso. Ele é convocado por seu governo para uma importante missão. Borat é encarregado de entregar um macaco de presente a Mike Pence o vice-presidente dos Estados Unidos, com o objetivo do Cazaquistão cair nas graças de Donald Trump. Um cara que eles idolatram. Quando o macaco tragicamente sai de cena, sua filha Tutar passa a ser a oferenda. O diretor Jason Woliner e Sacha Baron Cohen não escondem as intenções anti-Trump que a obra se propẽ, mas atingem algo muito maior com essa sequência onde realidade e ficção se misturam de forma orgânica.

O sucesso do longa anterior deixou mais difícil a produção desse novo projeto. Borat se tornou uma figura conhecida e cultuada na cultura pop, no início vemos pessoas pedindo autógrafos e perseguindo o cazaquistão. A solução encontrada, é também um grande mérito desse novo trabalho, o jornalista se vê obrigado a usar disfarces e assumir novas personas. É surpreendente ver Sacha Baron Cohen interpretando um personagem que interpreta outros personagens. Borat assume personalidades de vários tipos culminando em uma cena estilo “Missão: Impossível” em que ele adentra uma conferência republicana “disfarçado” de klus klus klan e termina fantasiado de Donald Trump carregando sua filha nos braços como oferenda a Mike Pence. Uma troca de vestimenta que nos faz refletir. Em “Fita de Cinema Seguinte” são utilizadas mais cenas roteirizadas, logo, a trama é mais forte e define arcos narrativos para seus personagens. O roteiro trabalha a relação entre o pai e a filha. Maria Bakalova impressiona e assim como Sacha Baron Cohen, nunca sai de seu papel. Mesmo nas situações mais absurdas, loucas e perigosas. Assim acompanhamos pai e filha em momentos de improviso nas situações reais, interações chocantes e as sequências de vergonha alheia. Culminando na “participação” comprometedora do o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, um dos principais aliados de Trump. Tutar expõe os preconceitos que as mulheres sofrem e Borat mostra o discurso de ódio presente nos cidadãos norte americanos. Para isso, ambos colocam suas vidas em risco, um bom exemplo é o momento em que o jornalista cazaquistão canta para uma multidão de supremacistas brancos alcoolizados e armados.

A obra tem seus momentos de ternura, gentileza e carinho. Um cuidado dos oito roteiristas (Sim, oito) para que o espectador não desista da humanidade. É na caricatura e no exagero que o filme constrói seu humor, nos faz rir pelo desconforto, pelas terríveis realidades que retrata e pelo absurdo que é a sociedade em que vivemos. Quatorze anos depois Borat se mostra ainda necessário, “desenha” a hipocrisia dos discursos de ódio, “escreve” o absurdo que é o negacionismo a ciência (Abordando até mesmo a pandemia de COVID-19 já que ela começa durante as filmagens) e mostra o perigo e poder destruidor das fake news. É assim, desenhando, escrevendo e mostrando que “Borat: Fita de Cinema Seguinte” evidencia a piada de mau gosto que chamamos de mundo. É impressionante, que em meio a tudo isso, o longa ainda tenha tempo para uma das melhores reviravoltas de Hollywood.
Gabriel Wingler
Gabriel Wingler

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de outubro de 2020
Achei bem engraçado, muitos devem se incomodar com o tipo de humor, porém, vale muito a pena ver!
Monica Vicente
Monica Vicente

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de novembro de 2020
Olá queridos cinéfilos
Não sou nenhuma profissional da área e apenas uma "curiosa" assisti ao filme dei várias risadas e ao mesmo tempos me fez refletir sobre vários assuntos como por exemplo xenofobia, opressão a mulher, política .
O exagero chama atenção quanto a filha do Borat é tratada no filme como se fosse um ser incapaz de evoluir como ser humano e tratada como um animal que precisa ser adrestado. Oque na verdade é algo que na vida real lutamos a séculos para mudar para ter poder de liberdade de pensamentos e equidade de direitos. Respeito como seres humanos e não como moedas de troca ou acordos.
Sobre a política também foi bem esquisito kkk 藍 mas eu entendi que o ator tentar passar a ideia de que o tal presidente resolveria seus problema casando com sua filha kkk tipo aliança entre países .
Xenofobia quando fala dos judeus . Bom acho que é isso que eu entendi ☺️ . bjsss 殺❤️
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