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Anderson
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1,0
Enviada em 4 de março de 2024
Acho curioso quando alguma coisa é feita no sentido de causar reflexão sobre algum assunto delicado, naufraga em seu intento pela falta de coragem de quem se propôs a fazê-lo e provoca comentários positivos por mera obrigação. Vejamos: "Danyka" consome trinta minutos do nosso tempo com um papo furado entre dois homens de meia idade frente ao mar. Papo furado mesmo, com frases como "Nossa! Como aqui é bonito! ou "Você deveria sair da vida frenética da Cidade do México e vir pra cá.", repetidas várias vezes. Nos próximos trinta minutos um dos homens, o visitante, conhece a amiga da filha do anfitrião, quatorze anos, magrinha e plena de atrativos físicos, que passa a flertar com ele fazendo um jogo de sedução explícita enquanto discorre sobre política, literatura e meio ambiente. Já, ele, vai levando o papo representando de forma perfeita o tiozão babão. Pudera, ela é extremamente sensual. Nada que se anseia acontece. Restam quinze minutos até o final que são consumidos com preparativos para a viagem de volta. Quinze minutos em que se observa nitidamente o arrependimento dele por não ter sucumbido à tentação. O meu arrependimento se observa durante todo o filme.
DANYKA é um filme melancólico e triste...E isso por que? O filme retrata o encontro de um intelectual de meia idade, desiludido e com o melhor de sua vida no passado, com uma adolescente cheia de vida, bela e com a vida toda pela frente. É óbvio que o intelectual fará comparações e constatará que a juventude e a beleza são o melhor que podemos ter para desfrutar do viver. Evidentemente este tipo de discurso idealiza a juventude como se ela fosse perfeita, mas ao olhar a pele lisa e sem rugas dos jovens, a carne rija que parece desafiar a gravidade, suas sagacidade e irresponsabilidade, mesmo que idealizadas, não há como os tiozões e as tiozonas não ficarem com inveja e constatarem que deveriam ter aproveitado mais quando os jovens eram eles...
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