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Dennys R
45 seguidores
198 críticas
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3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2023
Branca de Neve e os Sete Anões é o primeiro filme de animação apresentado pela Disney e um dos mais charmosos. Embora seja um pouco diferente do conto de fadas original, a Disney pegou esse clássico familiar e se transformou em um filme para a família que ainda é lembrado quase 1 século depois.
Branca de Neve e os Sete Anões é aquele tipo de filme que a gente respeita mais do que ama. Eu dou nota 3/5, e isso já é com boa vontade pelos seus méritos históricos. Foi o primeiro longa animado da Disney, e pra época, em 1937, era realmente uma obra revolucionária — visualmente impressionante, com trilha sonora marcante e uma animação feita completamente à mão que, até hoje, é admirada por muitos.
Mas não dá pra ignorar o quanto ele envelheceu. A história é muito simples, quase infantil demais, e a protagonista, sinceramente, tem pouquíssima profundidade. A Branca de Neve passa mais tempo cantando e sendo salva do que tomando atitudes por si mesma. O príncipe, então, nem se fala: aparece por dois minutos e já vira o amor da vida dela. O enredo não se sustenta pra quem já está acostumado com narrativas mais dinâmicas, complexas e personagens mais bem desenvolvidos.
Agora, os sete anões... esses sim são o coração do filme. Eles salvam tudo! Cada um com seu jeitinho único (o Zangado resmungando, o Dunga sendo fofo e atrapalhado, o Feliz, o Mestre...), eles trazem um carisma enorme pra tela. São engraçados, encantadores e roubam a cena completamente. Quando eles estão em tela, o filme fica leve, divertido e até emocionante em alguns momentos. O apego que a gente sente por eles é genuíno, e é graças a isso que o filme ainda consegue tocar o público, mesmo tantos anos depois.
Então, no fim das contas, Branca de Neve é uma animação que precisa ser vista com o filtro da época em que foi feita. É importante, é nostálgica, mas longe de ser perfeita. Se não fosse pelos anões, provavelmente teria uma nota ainda menor. Mas com eles, o filme ganha alma — e isso vale muito.
Reassistir a Branca de Neve hoje, depois de ter visto milhares de vezes na infância, foi uma experiência completamente diferente que me fez chorar. É claro que, com os olhos de hoje, fica impossível não notar como tudo ali é extremamente idealizado. O filme carrega uma visão muito antiga e datada de como a mulher deveria ser (sempre dócil, calma, impecável e servindo ao lar), além de trazer aquela fórmula bem caricata da madrasta que é puramente má por pura vaidade. As coisas mudaram muito ao longo dos tempos, mas, deixando a problematização um pouco de lado, o filme ainda transborda uma pureza reconfortante. A dinâmica da Branca de Neve com os animais da floresta e o acolhimento genuíno dos sete anões criam uma atmosfera de fofura que ainda mexe muito com o meu emocional. Tecnologicamente, é uma obra de arte inacreditável: por ser o primeiríssimo longa-metragem de animação da Disney, lançado lá em 1937, cada cenário foi pintado à mão e cada movimento foi inovador para a época. É um clássico que envelheceu em seus conceitos sociais, mas que artisticamente mantém uma magia impecável, capaz de resgatar a nossa criança interior e nos fazer sentir aquele quentinho no coração.
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