Meu Pai
Média
4,4
625 notas

115 Críticas do usuário

5
72 críticas
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.288 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de abril de 2021
O melhor filme do ano até o momento! Antony Hopkins tem simplesmente a melhor interpretação do ano e merece sim o óscar, destaque para o grande roteiro e os diálogos são incríveis e extremamente comovente. Meu pai é um filme marcante.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de novembro de 2024
O filme consegue trazer uma conexão emocional, principalmente pelas atuações, que fazem com que tenhamos uma identificação com a história. Pra mim, especialmente, é algo que me identifiquei e atingiu profundamente. Em alguns momentos porém, ficamos com a percepção de não saber se é um filme muito inteligente ou muito ordinário, pois está sempre "ali", andando da mesma forma, fazendo com que você não saiba se está vendo a realidade ou uma ilusão. E por mais que isso aconteça, ele não é o tipo de filme que vai propor te entregar grandes respostas, apenas criar essa conexão para você entrar na história.
Iracema J
Iracema J

9 seguidores 48 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de maio de 2021
Filme denso e reflexivo sobre o problema do Mal de Alzheimer e o processo de envelhecimento. O tom lírico do roteiro é permeado sob o ponto de vista do personagem de Anthony Hopkins que criam cenas enfocando o que um paciente portador da doença enxerga. Nesse ponto o filme parece algumas vezes uma aula didática sobre a patologia, sobretudo na primeira metade do filme. O direção optou por diálogos em quartos internos, como funcionaria numa peça teatral, restando poucas movimentações e enfatizando os diálogos. No entanto a atuação de Anthony Hopkins, talvez uma das melhores de sua carreira, coloca todo o minimalismo da produção em suas costas, ele atua, se emociona e comove.
Nelson J
Nelson J

51.030 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de abril de 2021
Filme muito bom sobre um idoso demente com lembranças reais e outras nem tanto. Oscar medrecido para Hopkins.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2023
Meu pai, um filme que junta a perfeição de excelentes atores em cena, Olivia Colman e Anthony Hopkins com um roteiro e direção espetaculares para contar a história delicada da velhice. O diretor nos deixa angustiados e aflitos pois nos coloca sob a ótica de quem sofre com o Alzheimer diante das situações vividas e traz duras reflexões sobre o impacto psicológico que um idoso pode sentir ao ser deixado de lado. Um filme brilhante, sensível, tocante e certeiro que nos toca a alma é o coração.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
O filme Meu Pai (The Father, 2020), dirigido por Florian Zeller e baseado em sua peça teatral Le Père, é um drama psicológico que oferece uma das mais impactantes representações cinematográficas da demência. Com atuações brilhantes de Anthony Hopkins e Olivia Colman, um roteiro habilmente estruturado e uma cinematografia que reforça a imersão na fragmentação da realidade do protagonista, o filme se estabelece como um marco na abordagem de temas como envelhecimento, perda de identidade e a vulnerabilidade da mente humana.

O enredo de Meu Pai é centrado em Anthony (Hopkins), um idoso que sofre de demência e que, ao longo do filme, enfrenta uma progressiva desconstrução de sua realidade. A trama é apresentada de forma subjetiva, colocando o espectador dentro da mente confusa do protagonista. Elementos aparentemente banais, como mudanças na decoração do apartamento e a substituição de personagens por outros atores sem aviso, ampliam a sensação de desorientação e angústia. A narrativa não segue uma linha temporal convencional, e essa descontinuidade não apenas reflete a condição do protagonista, mas também obriga o espectador a compartilhar sua confusão e fragilidade.

O maior trunfo do filme é, sem dúvida, a atuação de Anthony Hopkins. O ator entrega uma performance visceral, transitando entre momentos de lucidez e crises emocionais com uma autenticidade arrebatadora. Sua expressão corporal e sua dicção reforçam a fragilidade e a dor de um homem que perde a conexão com sua própria existência. Olivia Colman, no papel de Anne, a filha dedicada e emocionalmente devastada pela deterioração do pai, oferece uma atuação igualmente comovente. A dinâmica entre os dois é carregada de emoção contida, transmitindo a exaustão e a impotência de quem cuida de um ente querido nessa situação.

O roteiro, coescrito por Zeller e Christopher Hampton, é uma aula de precisão narrativa. Ao não oferecer um ponto de vista externo e coerente da história, os roteiristas criam uma estrutura em que o espectador é forçado a experimentar a mesma confusão de Anthony. A repetição de diálogos, a mudança repentina de personagens e a inconsistência nas memórias são elementos que aumentam a imersão psicológica e transformam o filme em um estudo sensorial da demência.

A cinematografia de Ben Smithard é sutil, mas essencial para a construção da atmosfera do filme. Pequenas alterações no design do apartamento, como a mudança da disposição dos móveis e das cores das paredes, criam um ambiente instável e mutável, reforçando a sensação de deslocamento. O uso da iluminação também é significativo: momentos de lucidez são filmados com tons mais quentes, enquanto os momentos de confusão são marcados por luzes frias e sombras que sugerem um mundo hostil e alienante.

A trilha sonora, composta por Ludovico Einaudi, adiciona uma camada extra de emoção ao filme. O uso de músicas clássicas, como Les Pêcheurs de Perles de Bizet, evoca nostalgia e melancolia, refletindo a decadência mental de Anthony. A música não invade a narrativa, mas atua como um elemento de reforço emocional, conduzindo a audiência para dentro do estado de espírito do protagonista.

O clímax do filme é uma das sequências mais angustiantes do cinema recente. Quando Anthony, completamente desorientado, sucumbe ao desespero e expressa seu medo e confusão em uma cena em que diz estar "perdendo suas folhas", o impacto é avassalador. A ausência de um fechamento convencional reflete a incerteza da própria condição do personagem, deixando o espectador com uma sensação de impotência e compaixão.

Meu Pai é um filme extraordinário que transcende o drama convencional ao proporcionar uma experiência imersiva na mente de um homem em colapso. A atuação magistral de Anthony Hopkins, aliada a um roteiro engenhoso e uma direção sensível, fazem deste um dos retratos mais realistas e devastadores da demência já realizados no cinema. Florian Zeller, em sua estreia na direção, demonstra um controle absoluto sobre a narrativa, entregando um filme que não apenas informa, mas também emociona e desconcerta.

Com um impacto emocional profundo e um refinamento técnico admirável, Meu Pai não é apenas uma representação da perda de memória, mas um retrato sensível da fragilidade humana, tornando-se um filme essencial para qualquer amante da sétima arte.
Jorge Eduardo M.
Jorge Eduardo M.

114 seguidores 367 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de abril de 2021
Como um verdadeiro cinéfilo, vendo algumas avaliações deste filme, li a sinopse e pensei que iria parar pra ver mais um filme arrastado e enfadonho. Mas "Meu pai" é um filme que nos colocamos dentro do roteiro, um filme que nos intriga, perturba e emociona, pois sua temática é baseada por um processo natural de envelhecimento, onde o idoso é acometido da doença de Alzheimer e a partir daí passamos a ver o filme por diversos anglos diferentes. Vc se ver diante do sofrimento do idoso, sendo de certa forma aos poucos isolado, sempre questionado, perdendo a credibilidade, se coloca TB no lugar da filha, que tem o desgaste psicológico de cuidar do pai, dar conta de sua vida no dia a dia, trabalho, vida pessoal, família e com um olhar para outros entes próximos que muitas vezes vêem a situação com o único pensamento de se livrar do problema, muitas vezes sendo estes os que maltratam. O filme nos trás uma complexidade q nos cabe uma reflexão muito grande, será que encontraremos alguém que realmente possamos confiar os cuidados de pessoas com tamanha dependência? E até que ponto estas pessoas estão realmente cuidando ou maltratando, se as pessoas que deveriam ter a real responsabilidade, que são os familiares e as pessoas próximas, muitas vezes não tem a paciência e passam a ver estes idosos como problemas em suas vidas. De fato não tinha visto um roteiro com está temática, tão bem dirigido e com atuações dignas de Oscar.
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de outubro de 2021
Um filme muito impactante! , um dos mais impactantes que já vi.., nos mostra , de uma forma muito bem feita , o Alzheimer   e a demência , a luta constante do protagonista contra isso e a confusão e solidão  que ele vive , sem saber o que é presente ou passado, e  é retratado de forma muito pessoal e aflitiva a quem assiste ,e toca em assuntos como velhice, paternidade e deveres familiares..,  tanto Colmann como Hopkins estão muito bem! a atuação de Hopkins é magnífica!!., a trilha sonora , de músicas líricas casou muito com a situção.., a cena final é cruel e bela.., que nos refletir muito sobre a existência..,  um filme muito sensível e  inesquecível ! que levarei pra toda a  vida.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 882 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de maio de 2024
Uma obra que tem um grande roteiro, perfeita direção e entrega total de Anthony Hopkins, pois o mesmo empresta seu nome, data de nascimento e sua própria pessoa para viver um pai com demência em luta com a sua filha ( não é atoa que venceu o Oscar de 2021 como melhor ator). O roteiro faz com que o tempo todo as sensações de desorientação vivida por Anthony nos permita montar pistar oferecidas ao longo do filme para entendermos melhor o final. Um excelente filme com uma temática interessante.
Ludgero B
Ludgero B

13 seguidores 102 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de maio de 2021
Filme cativante sobre o relacionamento entre o relacionamento de pai com a filha. A interpretação de Olivia Colman e Anthony Hopkins é de dar aplausos de pé, e acredito que ele vire um dos melhores atores de Holllywood de todos os tempos ,esse pape lhe rendeu o OSCAR de melhor ator de 2021.
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