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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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0,5
Enviada em 8 de abril de 2019
O “documentário” do Brasil Paralelo, é lamentável por vários motivos, principalmente destacando-se a questão estética, ética e histórica. A visão estética é profundamente anacrônica, uma narrativa em off que guia o espectador tentando bloquear as possibilidades críticas. Esse modelo de cinema é piegas, ultrapassado. A fotografia é amadora, os enquadramentos são horríveis, a música tenta manipular insistentemente. Do ponto de vista ético o tom é degradante. Ligas camponesas exageradamente armadas, prontas ao comunismo selvagem. Chega-se ao cúmulo de manipular uma foto do genial e mundialmente conhecido Sebastião Salgado, tirada em 1986 na Serra Pelada (O Sal da Terra), como se fosse de camponeses armados ameaçando soldados, algo vergonhoso e degradante! Todos os supostos fatos são narrados como confirmados por dezenas de especialistas que nunca são citados. Quase todos os elementos “históricos” são embasados por pessoas que já faleceram, sem a apresentação de documentos. Grande falácia de um dos entrevistados, Olavo de Carvalho, que muitas vezes tenta enganar e desconstruir a realidade com argumentos apócrifos. Factualmente ou historicamente o desastre se intensifica: o golpe de 64 passa a ser um movimento de salvação e libertação do Brasil da Revolução Comunista, dito sem o mínimo pudor e obviamente sem base história que corrobore. Todos os documentos são apenas citados, são inexistentes. Chega-se a dizer que a intervenção militar foi uma operação cirúrgica, para a retirada do tumor comunista que já estava em processo de metástase. Se você tem possibilidades analíticas e críticas é recomendável, pois, irá saber exatamente separar todas as falácias. Se acreditar que a terra é plana e não averigua o que lhe empurram, há um grande perigo de que creia em tudo e se torne mais um tijolo na parede. Um “documentário” sofrível que vê o Brasil e o mundo pelo retrovisor.
Puro lixo ideológico. Viés de direita disfarçada, uma vergonha historiográfica. Uma tentativa frustrada de reverter o que é verdadeiramente o nacionalismo.
O filme acaba fazendo aquilo que ele crítica o tempo todo: tomando partido de 1 único lado .ridiculamente tenta amenizar um golpe com o pretexto de paralisação do crescimento do comunismo e chamando o mesmo de revolução. Em nenhum momento fala das influências do capitalismo na América latina ( Guatemala, Brasil, Panamá etc) Se vc não quer APRENDER oq de FATO aconteceu com seu PAÍS, vai ser um ótimo filme
Lançado justamente no momento em que o atual governo quer fazer uma reforma no ensino. Como levar a sério algo que tem o Olavo de Carvalho? Piada kkkkkkkkkk
Dei uma estrela pela impossibilidade de dar NENHUMA. Esse filme é mais uma tentativa de ludibriar os desinformados e reescrever a história. Não tem nenhuma imparcialidade. Nao passa de uma obra de ficção.
Tem o terraplanista astrólogo Olavo de Carvalho, faz vistas grossas às torturas, assassinatos, corrupção e dívida externa de R$ 1,2 trilhão deixada pelos golpistas fardados, paus mandados da elite e de interesses dos EUA, usando o pretexto estapafúrdio de combater o comunismo. Quem chama os guerrilheiros de terroristas deve desconhecer o malfadado ataque ao Riocentro e a matança de indígenas à beira da Transamazônica. Palmas ao Cinemark por não exibir esse troço. Essa aberração cinematográfica equivale a alguma coisa que tente, por exemplo, renegar o Holocausto judeu ou que exalto algum Pinochet ou Stroessner da vida. Filme pra quem tem raiva de história e amor a fake news.
O mais engraçado, é que eles falam e desinformação.....kkkkk. Esse filme tinha que ser proibido, vocês não acham que esse documentário não é um pouco conveniente, publicações tão recentes, já estão sendo vinculadas ao filme. Eu perdi meu tempo vendo esse documentário, achando que seria algo sério, nas vi que não passa de olaviasno
Um documentário sem base que não apresenta provas documentais, só depoimentos sem comprovação Negam historiadores e se baseiam em ideologia. Acho difícil alguém conseguir assistir todo o filme. Muito ruim ou péssimo filme. Perdi meu tempo .
Lavagem cerebral feita por olavistas sem nenhuma especialidade no assunto, baseado em teorias conspiratórias da extrema direita para reforçar um ponto de vista parcial e defendido pelo atual governo.
1964: o Brasil entre armas e livros é sem dúvida uma tentativa de reescrever uma narrativa histórica promovida pela entidade de direita que é a Brasil Paralelo. Nos aspectos técnicos o documentário é bem trabalhado, porém no conteúdo é extremamente mal feito sob o ponto de vista da honestidade intelectual. Apresenta a visão única só de um ponto de vista de uma direita consciente parcialmente dos fatos. Lançam mão dos mesmos modus operandi que dizem que a esquerda usa para criticar a ditadura, só que para tornar a ditadura como algo necessário no contexto da guerra fria e do cenário brasileiro de então. Se a audiência for de direita será um ótimo documentário, se ela já for de esquerda será péssimo, e se o sujeito for de centro perceberá a desonestidade intelectual com que o tema foi tratado. Se a produção tivesse se preocupado realmente em apresentar uma verdade sobre os fatos, ou ao menos algo que se aproximasse dela, apresentaria os diversos pontos de vistas possíveis, tentaria compreender a visão dos militares da época, a visão dos perseguidos pelo regime, a impressa e artistas da época seriam ouvidos ou consultados por suas produções, etc. Isto é, apresentaria as várias possibilidades e tentaria chegar a alguma conclusão ao final. Porém, o que acontece é o contrário, a partir de uma lente específica e interpretando fatos e documentos a partir de um único olhar ideológico, demonstrado até nas pessoas entrevistadas (todas com viés de direita em maior ou menor grau), é possível perceber os volumes grandes de evidências que depõe contra qualquer busca séria por verdade, mas, sim, acaba por legitimar apenas uma nova versão tão longe da verdade como aquela que a esquerda também propaga. Assim sendo, recomendo ver o referido documentário com cautela, pois apesar de ser propagando como o resultado da busca pela verdade, o que mais falta nele é uma verdade plausível e com honestidade intelectual, pois apresenta uma narrativa cujo o objetivo é demonstrar como a ditadura foi justificada mediante a "ameaça comunista premente da época", e que reconhece como ditadura e golpe, mas justificado na visão deles.
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