O retorno de Richard Stanley ao cinema é em Color Out Of Space, filme que mistura ficção com terror, estrelado por Nicolas Cage. Mas não pense que a presença do ator no longa é sinal de um filme ruim e previsível.
Muito pelo contrário: a atuação inconstante e enfurecida de Cage é uma das suas melhores nos últimos anos. Essa fato por si só já traria ao espectador uma boa sensação.
Mas não é somente por esse feito que Color Out Of Space é um ótimo filme: a história da família imperfeita que passa por horrores físicos e psicológicos é o ponto alto do longa. O desespero flui da tela para quem assiste, que se sente agoniado com o desenrolar dos acontecimentos.
A força extraterrestre retratada aqui é diferente da maioria dos filmes que tratam de seres de outro mundo: uma cor, que infecta a tudo e a todos. O aspecto visual do filme também é um destaque.
Com uma história enigmática e envolvente, recheada de aspectos do gore e com um final imersivo, Color Out Of Space com certeza é um filme que vale a pena assistir.
O filme começa bem. Te deixa curioso a querer continuar e ver como se desenrola. Até um pouco mais do meio do filme é interessante. Só que depois começa a ficar um filme agarrado, estranho e confuso. Os mais inteligentes parecem começam a tomar atitudes obviamente estúpidas. E o fim é de certa forma decepcionante. Atuação muito boa do Nicolas mas não segura o roteiro sem morno e sem sal. Poderia ter sido um filme melhor com poucas mudanças e um final mais trabalhado.
A cor que caiu do espaço é um filme de terror ficção científica que contou com a direção de Richard Stanley, que também participou do roteiro ao lado de Scarlett Amaris. Na trama, acompanhamos Nathan (Nicolas Cage) e a sua família composta por Theresa (Joely Richardson) sua mulher e os seus 3 filhos em uma fazenda isolada. Em uma certa noite, um suposto meteorito caiu nas terras de Nathan e a partir disso, vários problemas começam a surgir na família e nos moradores da redondeza. O filme é uma adaptação do livro homônimo do escritor . Lovecraft. Sabe-se que existe uma grande dificuldade na realização de adaptações de suas obras para o cinema, pois o autor trabalha muito com o imaginário. No caso desse longa, a direção prefere ficar o mais perto possível das descrições fantasiosas da obra original e talvez isso tenha desagradado grande parte do público. A medida em que o roteiro vai se desenvolvendo, mais bizarrices aparece na trama. O filme começa bem, mostrando o cotidiano da família, além de criar uma boa atmosfera de lugar isolado, com paz. A direção talvez tenha perdido o time do desenvolvimento das bizarrices no segundo ato, pulado camadas importantes para abrir as cortinas de uma vez para isso. O filme não nos preparou para o trash, pois não parecia que iria caminhar por aí. A fotografia foi eficiente, uma vez que combinou cores rosa com violeta, para evidenciar a “contaminação” dos seres.
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