Nona: Se Me Molham, Eu Os Queimo
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2,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2021
(Insta: @cinemacrica): Nona recolhe-se da capital chilena para uma pequena cidade costeira chamada Pichilemu. Apesar de poder ser classificado como um drama ficção, o filme intercala entre as cenas alguns registros e depoimentos com ares de confissões documentais. Esses momentos são bem delimitados pelo caráter amador de captura de imagens caracterizados pelo padrão doméstico da qualidade das imagens.
Esse jogo ficcional e documental é o que norteia a descamação do passado e da personalidade da protagonista. O aspecto de propor indícios sem revelá-los com muita clareza é uma constante. Tal escolha é eficiente em fomentar a curiosidade que por ocasiões pode esboçar repúdio, e que por outras abordagens, principalmente os registros íntimos e diálogos abertos, estimulam a empatia. A ambiguidade desse juízo reside no mistério de inúmeros incêndios que se deflagraram na cidade e imediações, mas sem chegar perto da casa da personagem principal.
Ao abraçar uma linguagem cinematográfica mais alinhada ao experimental, a cineasta Camila José Donoso se exime, com alguma legitimidade, da imposição didática de explicar todos os pormenores desse drama que poderia inclusive flertar com o suspense. No lugar disso, resgatam-se memórias e sutilezas cotidianas que constantemente moldam o caráter e embasam motivações.
Talvez, para os mais habituados a estruturas clássicas de roteiro, a experiência não agrade. Mesmo adotando recursos diferenciados, de fato não é uma harmonização impactante.
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