hum não sei, bom mais pouco se ouve falar pois não corresponde as espectativas! lindo o romance lindos os atores...senário...talvez daí tenha saido o oscar!
Além de um filme irresistível, uma fábula encantadora e, por que não, um atentado a qualquer regime? Brilhantemente adaptado do romance homônimo de Joanne Harris, a história tem um enredo simples, porém não menos charmoso: uma forasteira e "mãe solteira" chamada Vianne Rochet(Juliette Binoche) chega a um vilarejo do interior da França com a filha de 6 anos, em pleno jejum da Quaresma, e abre uma "chocolaterie" em frente à igreja, desafiando seus moradores a quebrarem antigos paradigmas, sucumbindo não ao pecado da gula, mas sim aos seus desejos ainda inconscientes.
Ponto para a direção segura e sensível de Lasse Hallström, que conseguiu captar a essência do livro e a transpôs com muita propriedade para a telona. Juliette Binoche teve uma atuação econômica e sensível, um dos seus melhores trabalhos no cinema; Judi Dench divou como sempre, sua Armande navegou de um ranço inicial a uma autocomiseração final. Que atriz! Alfred Molina, o grande algoz da história, também se destacou como o prefeito reaça e hipócrita.
Dentre tantos pontos positivos, há entretanto um negativo: dispensável o personagem de Johnny Depp. Indiscutivelmente trata-se de um ator competente e teve aqui uma atuação sob medida. Mas o personagem é chato e pouco contribui à essência da história, assim como o romance de seu Roux com Vianne: dispensável e não disse a que veio. Chato!
Mas "Chocolate" foi a grande delícia do cinema do ano de 2000. Ainda bem que a telona não nos engorda. Amém!
Ótimo filme. Muito inteligente e com boas interpretações. Retrata a hipocrisia e o falso moralismo das pessoas da época. É um forte concorrente ao Oscar."
Um filme delicioso de se assistir, resultado da mistura certa de ingredientes: humor, amor, arte, entretenimento, ótima história, brilhante direção, excelente elenco e chocolate. Criativa simbologia ao utilizar o chocolate para representar a nossa tentativa de controlar aquilo que nos traz prazer e felicidade. O Conde de Reynald (Alfred Molina) e Caroline Clairmont (Carrie-Anne Moss) demonstram bem isso. Carrie-Anne Moss esbanja talento mais uma vez. Ela representa muito bem o papel de uma mulher que controla excessivamente sua vida, seus sentimentos e seu filho, mas acaba se rendendo à felicidade. O mesmo ocorre com Molina. Vianne Rocher (Juliette Binochet) vem, através de seu dom de adivinhar o chocolate favorito das pessoas, ajudá-las a se conhecer e se abrir à felicidade. Binochet e Judi Dench dispensam comentários, mas não as merecidas indicações ao Oscar. Johnny Depp só aparece na segunda metade do filme, mas não precisa mais que isso para representar bem o papel de "diferente" e demonstrar a resistência que geralmente temos a ele. Tempo suficiente também para encantar a personagem de Binochet e sua filha. Enfim, "Chocolate" é um ótimo filme. Doce, sim, e por isso impossível resistir!"
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