O Brutalista
Média
3,7
154 notas

24 Críticas do usuário

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paulotmj
paulotmj

3 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2025
Filme injustificadamente longo, com cenas arrastadas e dispensáveis, como a estadia em Carrara e as maçantes reflexões vazias entre Laszlo e Elizabeth, esta última uma personagem melíflua, indulgente, muito chata, aquela que abdica de si mesmo em favor dos outros.
A dramaticidade vem da velhíssima e repetitiva narração do fugitivo de guerra, pobre, rejeitado por sua etnia. Cruza com o personagem de Guy Pearson, canastrão ao extremo, e que empresta a seu alterego cenas de histeria histriônica, mais ridículas que chocantes.
A segunda metade gira em círculo em torno de um projeto arquitetônico, que previsivelmente mexe com a vaidade dos envolvidos, e a briga é recorrente e enfadonha, assim como o tal projeto que não evolui.
Filme pretensioso, cuja comparação com as sagas de Poderoso Chefão e Era uma Vez na América não pode ser levada a sério
Nelson J
Nelson J

51.013 seguidores 1.967 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2025
Filme longo e cansativo. Mensagem se perde e tenta ser recuperada no epilogo. América foi construida por imigrantes e este filme parece uma crítica ao processo, a guerra e ao sonho americano.
Andressa A.
Andressa A.

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2025
O Brutalista – Um Exercício de Paciência

O cinema, quando bem conduzido, tem a capacidade de nos transportar para universos distintos, provocar reflexões profundas e despertar emoções intensas. No entanto, O Brutalista se perde na tentativa de construir algo grandioso, resultando em uma experiência tediosa e, por vezes, frustrante.

A premissa poderia ter rendido um drama envolvente, mas o filme falha em estabelecer um eixo narrativo claro. Não é sobre imigração, não é sobre arquitetura, não é sobre valores, tampouco sobre a vida do arquiteto e sua esposa. Os temas surgem como fragmentos desconectados, sem aprofundamento ou desenvolvimento satisfatório. O que resta é uma sucessão de imagens que, longe de enriquecer a história, apenas estendem a duração do filme sem propósito aparente.

A cinematografia, que poderia ser um ponto forte em uma obra com essa proposta estética, decepciona. A fotografia não impressiona e a ambientação é limitada, com poucas locações que não contribuem para criar a imersão esperada. O figurino, apenas funcional, não acrescenta camadas significativas à construção dos personagens ou à atmosfera da trama.

Se há um aspecto digno de nota, é a entrega do ator principal, que se esforça para dar vida a um protagonista claramente transtornado. No entanto, nem mesmo essa performance é suficiente para resgatar o interesse do espectador diante da falta de ritmo e da ausência de uma narrativa instigante.

Ao final, O Brutalista se revela um filme que exige muito e oferece pouco. A sensação predominante não é a de ter assistido a uma obra memorável, mas sim de ter perdido três horas preciosas em uma experiência ruim.
Eduardo Monteiro
Eduardo Monteiro

1 seguidor 8 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2025
Muito monótono. Muito longo. O Enredo se perdeu no final. Sinceramente perdi 3h21min da minha vida assistindo a esse filme. Mais um filme indicado para o Óscar sem graça. Pura política.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.005 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de dezembro de 2024
Imagens marcantes e ótima atuação de Brody, mas falha ao aprofundar seus temas.
O Brutalista de Brady Corbet, segue o arquiteto húngaro László Toth (Adrien Brody) em sua jornada nos EUA pós-Segunda Guerra, lidando com os dilemas do brutalismo e os conflitos pessoais e sociopolíticos que surgem de seu trabalho e identidade.
Com uma estética visual impressionante e a atuação forte de Brody, O Brutalista aborda temas de arte, identidade e capitalismo. A fotografia de Lol Crawley destaca o "brutalismo" como um personagem central, mas o roteiro se perde ao não aprofundar suficientemente as relações e questões culturais, como a tensão sobre Israel. A esposa de Toth, Erzsébet (Felicity Jones), é subutilizada, e as metáforas, embora eficazes, às vezes caem no choque vazio. O filme não cumpre todo seu potencial, mas ainda assim se destaca pela sua forma visual e a complexidade emocional de seus personagens.
NerdCall
NerdCall

57 seguidores 441 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2025
Desde sua concepção, O Brutalista parece ter sido planejado para ser um candidato natural às grandes premiações. Com um tema denso e contemporâneo, abordando o pós-guerra e a jornada de um imigrante em busca do chamado "sonho americano", o filme toca em questões sociais relevantes e de grande impacto. Além disso, o longa conquistou o Leão de Prata no Festival de Veneza, consolidando Brady Corbet como um diretor de peso. No entanto, se por um lado o filme busca entregar uma experiência artística única, por outro, sofre com escolhas estilísticas que o tornam excessivamente rígido, introspectivo e, por vezes, monótono. Corbet, ao invés de simplesmente contar uma história, impõe uma estética que busca reproduzir o próprio movimento brutalista de forma visceral, o que pode afastar grande parte do público.

Corbet não quer apenas que O Brutalista seja compreendido, mas sim sentido. A frieza e rigidez do movimento arquitetônico são transportadas para a tela de maneira quase experimental. O filme não se contenta em apenas usar o brutalismo como pano de fundo narrativo, mas sim aplicá-lo em sua própria estrutura. A forma como a câmera é posicionada, sempre remetendo a ângulos imponentes que simulam a ascensão de um prédio, os cortes abruptos na edição e a fotografia que privilegia tons de concreto e cinza fazem com que a experiência do espectador se assemelhe à contemplação de uma obra arquitetônica fria e intransigente. A proposta é sem dúvida ambiciosa, e em muitos momentos funciona. As sequências em que o protagonista projeta suas construções, a forma meticulosa como cada elemento é planejado e o impacto visual da arquitetura na tela são pontos altos. Quando o filme se debruça sobre a grandiosidade do brutalismo, há uma verdadeira imersão estética. Entretanto, o problema surge quando Corbet aplica essa mesma rigidez à narrativa.

A trajetória do protagonista, vivido por Adrien Brody, é um prato cheio para uma narrativa envolvente. Como imigrante tentando se estabelecer em uma nova terra, enfrentando dificuldades e preconceitos, o personagem tem um arco que poderia carregar facilmente um drama poderoso. E Brody entrega uma performance excelente, reforçando sua capacidade de se transformar para papéis intensos e complexos. Seu desempenho é um dos grandes trunfos do filme, dando vida a um personagem que carrega nos olhos o peso de sua luta. No entanto, a narrativa se mostra fragmentada e sem um real desenvolvimento coeso. A primeira parte do longa estabelece bem o contexto e tem um ritmo envolvente, mas após a pausa de 15 minutos, a trama se arrasta em um ritmo estagnado. Mesmo com passagens de tempo e mudanças na vida do protagonista, o filme transmite uma sensação de imobilidade – o que pode ter sido uma escolha consciente para refletir a solidez do brutalismo, mas que, na prática, resulta em um desgaste para o público. Diferentemente de outros filmes longos que conseguem manter o espectador imerso, O Brutalista torna suas três horas perceptíveis e, em muitos momentos, cansativas.

Além disso, o longa introduz debates sobre imigração, adaptação cultural e luta por reconhecimento, mas nunca os desenvolve com profundidade. Corbet parece mais preocupado com a estética do que com a substância da narrativa. O filme começa com grande impacto, mas aos poucos vai se tornando repetitivo, perdendo a força inicial. E quando a história tenta assumir uma nova direção, misturando elementos de vingança e redenção, a mudança soa abrupta e desconectada do que foi construído até ali.

O Brutalista é uma obra visualmente impressionante e conceitualmente ambiciosa, mas que sofre por suas escolhas narrativas. Corbet claramente quer que o público viva a experiência do brutalismo na tela, e isso se reflete em cada aspecto técnico do filme. O problema é que, ao se prender tanto a essa estética, ele sacrifica o ritmo e o desenvolvimento da história, tornando o filme mais uma experiência artística do que um drama envolvente. Adrien Brody brilha no papel principal, entregando uma atuação digna de reconhecimento, mas até seu talento tem dificuldades para sustentar o filme por completo. No fim, O Brutalista é uma obra que impressiona pelo rigor estético, mas que pode frustrar pela falta de dinamismo narrativo. É um filme que exige paciência e que pode conquistar alguns espectadores pelo impacto visual, mas que, para muitos, se tornará um exercício cinematográfico excessivamente árido e impessoal.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 483 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de fevereiro de 2025
Sinopse:
Arquiteto visionário foge da Europa pós-Segunda Guerra e chega aos Estados Unidos para reconstruir sua vida, carreira e casamento. Sozinho em um novo país, ele se estabelece na Pensilvânia, onde um rico e proeminente industrial reconhece seu talento

Crítica:
"O Brutalista" é uma obra que se destaca como um épico drama histórico, imergindo os espectadores na jornada de László Tóth, um arquiteto judeu que, após sobreviver ao Holocausto, busca reerguer sua vida e carreira em solo americano. O filme, dirigido por Brady Corbet, é uma explosão visual e um testemunho da resiliência humana.

A direção de Corbet é notável, trazendo à tela uma narrativa que cativa e emociona. A construção dos personagens é profunda, permitindo que o público sinta cada nuance da dor e da esperança de László. A escolha do elenco, especialmente a performance de Adrien Brody, é magistral. Ele encarna um homem dividido entre suas memórias traumáticas e a promessa de um novo começo.

A fotografia do filme é um dos seus trunfos mais evidentes. A paleta de cores sombrias das cenas da Europa pós-guerra contrasta de maneira fascinante com a luminosidade do sonho americano que László busca. Cada cena é um quadro cuidadosamente elaborado, com composições que capturam a gravidade da história enquanto celebram a beleza do renascimento.

Além da estética visual, o uso de Inteligência Artificial na produção suscita um debate interessante. Embora possa levantar questões sobre autenticidade e criação, a implementação de IA complementa de maneira sutíl a narrativa sem desviar o foco emocional. As inovações tecnológicas se integram ao processo criativo, proporcionando um dinamismo que reflete a modernidade da história.

Os cenários, tanto urbanos quanto rurais, são meticulosamente construídos, fazendo com que a época e o contexto social ganhem vida. Assim, o público é transportado para a Pensilvânia da década de 1950, onde László tenta se adaptar a um ambiente completamente diferente do seu lar.

O filme também faz um excelente trabalho ao explorar temas como identidade, pertencimento e a busca incessante pelo sonho, que ressoam até os dias de hoje. O dilema entre a memória e o futuro é central, mostrando como o passado molda as decisões e expectativas de László. Essa dualidade é capturada de maneira sensível, demonstrando um profundo entendimento da condição humana.

No entanto, algumas escolhas narrativas podem deixar o espectador se perguntando. Enquanto a história flui de maneira envolvente, há momentos em que o ritmo parece sofrer com transições abruptas, o que pode criar uma leve desorientação. Apesar disso, essas instâncias não comprometem a experiência geral.

A trilha sonora, com suas composições melancólicas, intensifica ainda mais o impacto emocional do filme. Ela não só ambienta as cenas, mas também se torna um reflexo do estado interno de László, sublinhando sua jornada de dor e resiliência.

Em suma, "O Brutalista" é uma obra contemporânea que mistura arte, história e tecnologia. Através de sua narrativa envolvente, atuações poderosas e uma direção visionária, o filme nos convida a refletir sobre o passado e a possibilidade de recomeços, solidificando-se como uma análise profunda da condição humana e do espírito indomável na busca pelo sonho.
Gionni Blas
Gionni Blas

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 28 de dezembro de 2024
A propaganda zionista mais longa e cara que eu já vi. Filme claramente feito para justificar a existência do estado de "Israel" sem nunca mencionar a Palestina nas 3:35h de filme. Produção de 10milhões de dólares paga pelos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra para tentar melhorar a opinião pública sobre "Israel" no meio do genocídio do povo Palestino. Sem noção, perigoso, e revisionista em relação aos aspectos históricos explorados. Mais do que um desserviço ao público, uma propaganda bem feita assim como as propagandas Nazistas.
SabeOqDkQuerDizer
SabeOqDkQuerDizer

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2025
Esse lance do "sonho americano" me lembrou quando eu jogava Gta 4, quando o Protagonista sai da Sérvia e vai pros Eua em busca de uma vida melhor, e chegando lá descobre a podridão que é o local
Sergio Lima Nascimento
Sergio Lima Nascimento

5 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 18 de março de 2025
"O BRUTALISTA" é tão longo e chato quanto o discurso do ganhador do Oscar e tão grotesco e datado como a Arquitetura que defende.
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